Resenha Hot: Paixão Libertadora #2

05/07/2016


Segundo livro da trilogia Desejo Proibido - que teve mais de 4,5 milhões de visualizações on-line - , Paixão Libertadora é uma história sensual e apaixonante sobre segundas chances. Max OHare já passou por muitos momentos difíceis na vida. Depois de perder um grande amor e ter que se internar numa clínica para se livrar das drogas, ele decide que é hora de trocar Nova York por uma cidade do interior, na tentativa de se reerguer ao lado da família. É lá que ele conhece a deslumbrante Grace Brooks. 

Amante da arte e da fotografia, ela parece a mulher perfeita. Mas o que Max não sabe é que ela guarda a sete chaves a verdade sobre o próprio passado. Atraídos um pelo outro, mas com medo das consequências que um relacionamento sério pode trazer a suas vidas já complicadas, eles fazem um pacto para que a relação seja apenas sexual, sem sentimentos envolvidos. Até que as coisas começam a mudar entre os dois... 

Presos a grandes medos e a segredos profundos, Max e Grace precisam aprender a confiar de novo e se entregar um ao outro não apenas de corpo, mas também de alma.

Assim que os meus olhos passaram pelo Max no primeiro livro, eu sabia que ele seria um personagem que me deixaria curiosa. A sua participação começa, em Desejo Proibido, totalmente louca, desesperada e tão doída que foi difícil ficar esse tempo todo sem saber o que aconteceria com ele. Neste, o Max inicia o seu tratamento de reabilitação, a luta para retomar as rédeas da vida. Ele sabe que o caminho será longo e cheio de obstáculos, mas ele tem amigos dispostos a ajudar.

Quando a parte inicial do tratamento termina, Max decide deixar a cidade grande para trás e ir para um lugar sossegado, perto da família. É lá que ele conhece Grace, uma mulher que desperta sentimentos nele que o levaram ao limite e do qual ele luta desesperadamente para não ter mais. Grace poderia ser um alento para o coração partido de Max se ela não tivesse os seus próprios segredos para cuidar. Eles podem ser a salvação um do outro ou a destruição completa.


Essa foi uma das poucas vezes que eu li uma autora descrevendo seus personagens parecidos com atores. O Max seria uma versão mais jovem e desgrenhada de Colin Farrell e a Grace, vejam só, é uma Rihanna de olhos verdes. Nesse momento eu dei um gritinho, sério. Quantas vezes vocês leram livros com personagens negros E protagonistas? Não sei vocês, mas eu só me lembro de um de cabeça. A Grace é uma mulher que passou por um trauma complicado e que está tentando se livrar dos seus fantasmas quando conhece o Max, um cara fechado e cheio de problemas. Os problemas do Max a gente já sabe e a expectativa é o que vai acontecer com ele e a Grace e claro, se terá um novo encontro dele com a melhor que o destruiu.

A construção do Max foi perfeita. A passagem dele pela clinica foi como se estivéssemos lá com ele, sofrendo com a abstinência das drogas e a dificuldade em se tratar. O dor física e psicológica é algo que não acaba depois de um tratamento desses; é como ele mesmo disse em alguma parte do livro, ele vai ser um viciado e passará a vida toda se policiando para não recair. Tem um momento que ele sucumbi e a autora soube transpor das paginas para mim, a vergonha que foi para ele. O que mais mexeu comigo foi a ansiedade, os ataques de pânico que ele tinha. Realmente me pegou, me fez me imaginar no lugar dele e foi uma sensação horrível. Fica os parabéns à autora por ter conseguido passar a realidade da situação, criado um personagem tão vivo.


O romance foi bonito e com drama na medida certa. Imaginar duas pessoas com problemas tão sérios e tentando se curar, é uma palhinha do que o livro traz. Max não quer se envolver em um novo relacionamento de jeito nenhum, mas a positividade de Grace o atrai. Ele está cansado de viver tão triste e carregando tanta coisa. Os dois vão se envolver aos poucos, primeiro fisicamente e aqui vem as cenas de sexo, descritivas, que fazem o livro ser hot.

Quando essa parte física começa a despertar as emoções o Max meio que surta, já que foi um relacionamento que não deu certo que o colocou nisso tudo. É como se o Max fosse um cara feito para amar intensamente e a pessoa certa. Ele entra de cabeça e se der errado, a sua vida sai dos trilhos. Não pude deixar de ver a beleza nisso, em uma pessoa que quando ama, ama de verdade. A grande questão é como lidar com as consequências se esse amor der errado.

Conhecer o Max no primeiro só fez por mim duas coisas: perceber que o primeiro livro não era tão bom quanto poderia ser e me deixar ansiosa para ler este. Curiosamente, assim que o livro chegou eu comecei a ler, mas não dei continuidade. Parei e fui para outras leituras e até agora não porquê. Paixão Libertadora foi muito melhor do que o primeiro, de um jeito que fez duvidar se foi realmente a mesma autora que escreveu. Não é que o primeiro livro seja ruim, só que esse me colocou dentro da estória assim que pegou ritmo. Ele parece uma ferida aberta, em carne crua, que no começo sangra a cada pg virada, mas depois, com a aproximação do desfecho, se cura e traz esperança.

www.sejacult.com.brPaixão Libertadora Trilogia Desejo Proibido # 2
Sophie Jackson
Editora Arqueiro: Twitter/Facebook

Um comentário:

  1. Oi Denise,
    Ainda não peguei para ler o primeiro livro mas parece ser uma história intensa e emocionante.
    Dica anotada aqui.
    Bjs e uma ótima noite!
    Diário dos Livros
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