Resenha Histórica: Ligeiramente Seduzidos - Os Bedwyns #4

22/07/2016


Jovem, estonteante e nascida em berço de ouro. É apenas isso que Gervase ­Ashford, o conde de Rosthorn, enxerga em Morgan Bedwyn quando a conhece, num dos bailes da alta sociedade inglesa em Bruxelas. Em circunstâncias normais, ele não olharia para ela duas vezes - prefere mulheres mais velhas e experientes. Porém, ao saber que Morgan é irmã de ­Wulfric ­Bedwyn, a quem Gervase culpa pelos nove anos que passou longe da Inglaterra, decide que ela é o instrumento perfeito para satisfazer seu desejo de vingança. Mas Morgan, apesar de jovem e inocente, também é independente e voluntariosa e, assim que entende as intenções do conde, se prepara para virar o jogo e deixar claro que não se deixará manipular por ninguém. 

Em Ligeiramente Seduzidos, quarto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos brinda com mais uma história fascinante. Em uma trama repleta de traição e vingança, escândalo e sedução, ela mostra que o caminho para o amor pode ser difícil, mas que a recompensa faz cada passo valer a pena.

Há nove anos o duque de Rosthorn foi banido de Londres por Wulfric Bedwyn. Um desentendimento entre eles no passado, provocou o distanciamento de Gervase de tudo o que ele conhecia e amava, incluindo seu pai. Gervase nunca se recuperou do que houve e sempre aguardou uma oportunidade para se vingar de Wulfric e ela finalmente chegou. Em um baile, Gervase conhece Lady Morgan, a irmã mais nova de Wulfric. Imediatamente um plano se forma em sua cabeça, a de seduzir Morgan e fazer seu irmão pagar pelo que o que ele fez. O que Gervase não esperava, era que a vivacidade e a força de Morgan o conquistasse verdadeiramente. Mas com o duque de Rosthorn nunca se sabe se o que ele diz é verdade ou não.

A Morgan é uma jovem de 18 anos, mas que não aparenta ter essa idade. Como ela nasceu depois que os irmãos já estavam maiores, ela não teve uma infância perto de crianças ou se divertiu dessa forma. Ela é mais adulta, segura, com uma personalidade forte. Porém, por mais adulta que ela seja, no amor ela é completamente inexperiente e talvez tenha sido isso que a impediu de ver as verdadeiras intenções de Gervase. Ele é um homem experiente, tranquilo e cínico em muitos momentos. É aquele tipo de cara que está sempre rindo de tudo, que não conseguimos saber quando ele está falando sério ou não, sabe? Isso nubla a visão de Morgan em relação a quem ele é de verdade.

É muito fácil se apaixonar, eu acho. É um estado altamente emocional. Não estou certa de que seja tão fácil amar. 


Duas coisas me incomodaram muito nesse livro e por isso ele não ganhou 5 estrelas. A primeira delas é que o livro é muito arrastado. O amor não acontece logo de cara e por isso a autora coloca outras situações no meio. Só que isso não foi feito com uma fluidez interessante, buscando um envolvimento maior do leitor, foi mais parecido com ter bastante página antes do que realmente interessa. Foi bacana ver a parte da guerra e a Morgan enfermeira? Foi sim, só que cansativo. O outro ponto que me incomodou foi o final. Olha que coisa, a autora arrastou o começo e correu no fim. A Morgan foi tão firme em suas decisões de não ceder, que quando ela não foi firme no momento que precisava, ou pelo menos fez um doce, eu achei que era outra personagem. Queria que ela fosse mais ela mesma, dura e persistente.

Fora essas duas coisas o livro é bom, principalmente por trazer uma mocinha jovem, mas não em um pedestal. A Morgan acaba virando enfermeira durante uma guerra e isso não é comum para a época, considerando sua posição social e o fato de ser mulher. Ela vai contra essas convenções e faz o que tem vontade. Ela e o Gervase possuem uma diferença de idade considerável, que não fica tão aparente pela maturidade, até demais às vezes, que a Morgan tem. As cenas eróticas não permeiam o romance e acontecem quando tem que acontecer, com poucas descrições e mais sensualidade. Essas cenas também são bem rápidas.

O romance entre o casal não ser arrebatador foi um ponto bom, a autora só não soube trabalhar isso para que o enredo não ficasse arrastado, como comentei acima. Quando a gente fala em libertino nos romances históricos, pensamos logo no pior lado do personagem, mas na maioria das vezes eles não são assim, não fazem coisas ruins contra as mocinhas. Ligeiramente Seduzidos já traz um protagonista que não é o homem mais integro do mundo, com um problema só com mulheres e jogos, o comum. Aqui ele realmente arquiteta contra a mocinha e isso deu uma dinâmica diferente para o livro, o dela o tempo todo se questionar se pode ou não confiar nele. Não é o livro com o enredo mais bem articulado do mundo, mas não é ruim; é um padrão um pouco abaixo dos anteriores, apenas.

Ás vezes há formas melhores de se comunicar do que com palavras, chérie. 

www.sejacult.com.brLigeiramente Seduzidos - Os Bedwyns # 4
Mary Balogh
Editora Arqueiro: Twitter/Facebook

Um comentário:

  1. Oi, Denise!
    Já li o primeiro livro lançado da série, e quero muitos ler os próximos!
    Quero muito conhecer o Wulf *-*
    Parabéns pela resenha!

    Beijos,
    Elidiane - Leitura Entre Amigas
    http://www.leituraentreamigas.com.br/

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