Cine Cult: Jason Bourne

28/07/2016

Jason Bourne | Classificação: ★★★ | Estreia em 28 de julho de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Kamila Wozniak


O 4° filme estrelado por Matt Damon – 5° da série, quando contado o spin-off mal recebido O Legado Bourne – nos traz novamente o universo de espionagem da trilogia original que marcou o cinema mundial com uma familiaridade ótima, mas falha em trazer algo de novo e realmente interessante à história tão bem finalizada em Ultimato Bourne. Deixando uma sensação de desnecessidade, algo comum em tentativas de revitalização de franquias.

Fora do radar como lutador de rua, Jason Bourne (Matt Damon) é surpreendido por Nicky Parsons (Julia Stiles), que o procura oferecendo novas informações sobre seu passado. Inicialmente resistente, ele acaba voltando aos Estados Unidos para continuar a investigação e entra na mira do ex-chefe Robert Dewey (Tommy Lee Jones), que teme mais um vazamento de dados. Dentro na CIA, no entanto, a novata Heather Lee (Alicia Vikander) acredita que tentar recrutar Bourne para a agência seja a melhor solução.


Paul Greengrass retorna à direção de maneira experiente, suas câmeras frenéticas em cenas de ação e localidades bem colocadas, tudo muito bem direcionado e feito com esmero. Mas ainda assim, falta algo ao filme. Sua história é simplista e a sensação de que não há mais nada a ser contado no universo se mantém e deixa o filme irritantemente familiar, com pouco de novo a oferecer.

O filme traz uma nova perspectiva na ideia de espionagem, o uso da tecnologia é extremamente evidente não apenas na discussão de privacidade e liberdade vs segurança como na forma em que isso afeta o trabalho dos espiões. Isso seria a mudança na ideia toda e parece ser a viga onde se sustenta a ideia de uma revitalização da franquia. Tal coisa é percebida pelo esforço contínuo em se deixar clara a tecnologia usada, tudo gira em torno da internet, aplicativos, drones e até mesmo a forma com que os agentes são incessantemente rastreados. Ainda assim, isso não é profundo o bastante e parece apenas parte do cenário, Bourne continua o mesmo e, tirando essa maquiagem de inovação, o filme também.


Ainda assim, o filme se mostra bom. A mesmice e a falta de motivação aparente para uma continuação não estraga a experiência de quem apenas quer ver as perseguições e lutas realistas que moldaram a forma como os filmes de ação e espionagem seriam vistos na nova década. A trilogia Bourne trouxe a ideia de tramas mais realistas e protagonistas mais inteligentes em seus combates e ação, tirou a ideia do brucutu dos anos 80 e nos trouxe ao agente rápido e inteligente, alterando até mesmo o 007 (Cassino Royale mudou para sempre o espião mais famoso do mundo).

Essa continuação traz esse mesmo Bourne, um filme claramente inferior à sua trilogia original, mas bom e familiar. A experiência de todos os envolvidos fica clara e vai entreter quem está a procura de um bom filme de espionagem. Pena que decepcionará quem esperava há muito a volta de Matt Damon na pele do amnésico ex-super agente da CIA em toda a sua glória (principalmente depois do triste spin-off).




3 comentários:

  1. Olha, estou esperando por esse filme há tanto tempo que nem as suas críticas ao enredo fizeram minhas expectativas diminuírem.
    Nada pode ser pior do que o que foi apresentado em O Legado Bourne, então acredito que vou adorar o filme.

    Beijo
    - Tamires
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  2. Não assisti nenhum filme 'Bourner'
    hehehehehehe
    Eu tenho até vontade mas na hora sempre aparece algo q me tira a atenção

    Bjooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  3. Oi!
    Sou muito fã do Matt, e estou ansiosa para assistir esse filme, pois acompanho a franquia! Espero gostar!

    Beijos,
    Eli - Leitura Entre Amigas
    http://www.leituraentreamigas.com.br/

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