Cine Cult: Independence Day 2

23/06/2016

Independence Day 2 | Classificação ★★★ | Estreia em 23 de junho de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Kamila Wozniak


Com a volta de grande parte do elenco original (sem Will Smith) e algumas novas adições prontas para uma nova sequência, essa continuação é maior, mais barulhenta, americana e ufanista que o filme anterior, e consegue fazer isso sem perder a graça e a diversão. O americanismo é claro desde o primeiro minuto. Em mundo agora livre de guerras e unido contra a possibilidade de uma nova invasão, os representantes dos diversos governos ao redor do mundo parecem não são muito mais que figurantes, quem manda mesmo na força de defesa mundial é a presidente dos EUA Lanford (Sela Ward).

Mas isso não é muito diferente do primeiro, onde os americanos mostram ao mundo como lidar com uma invasão alienígena. A ideia de gerar uma sociedade avançada e utópica a partir dos acontecimentos de 20 anos atrás é muito boa e, apesar de algumas inconsistências, e se reflete perfeitamente no clima esperançoso da agora franquia. Temos um mundo futurista com armas laser e naves que desafiam a gravidade, temos grupos paramilitares africanos acostumados a caçar aliens, bases pelo sistema solar e todo o tipo de situação que um sci-fi futurista pede.

Interessante o detalhe dos personagens Jake Morrison (Liam Hemsworth) e Charlie (Travis Tope) serem órfãos, como aparentemente vários que agora servem à força de defesa, resultado claro da destruição causada pelos alienígenas. A sugestão de uma comunidade galáctica e de outras civilizações já terem passado pelo mesmo que os humanos (algo que já fora sugerido no primeiro filme) está mais forte aqui e este é um caminho que uma sequência vai necessariamente explorar. É divertida a ideia de uma guerra no mundo de Independence Day ao invés de um extermínio, algo que já pende um pouco mais para esse lado nesse filme. Os personagens são todos cativantes, tanto os antigos quanto os novos.


As piadas são poucas e bem colocadas e você consegue se importar com quase todos. Algumas interações e resoluções de personagem parecem forçadas, como a reconciliação de Jake com Dylan Hiller (Jessie Usher) – o enteado do personagem de Will Smith – ou uma certa situação romântica. Mas essas interações nunca foram o ponto forte do filme, que se joga na ideia de matar aliens e enfrentar (com muito patriotismo) uma ameaça jamais vista. De qualquer modo, o filme diverte, e esse é seu objetivo. Várias ideias de sci-fi são expandidas e o filme segue não se levando tanto a sério como o primeiro.

A resolução do filme, inclusive, é bem superior ao primeiro (um vírus de computador feito em windows 95 destruindo uma nave espacial alienígena foi demais), sendo mais plausível, ainda que não possa ser chamado de inteligente. Algumas situações no roteiro são forçadas e em outras até mesmo exageradas (sempre um alienígena assustado e perplexo encarando algum humano), mas tudo dentro dos conformes e seguindo muito bem o que foi feito no Independence Day original. É um filme que vale apenas ver no cinema e se divertir. Aliás, o 3D do filme está muito bom e bem aproveitado, vale a pena o dinheiro a mais.




Um comentário:

  1. Oi Murilo!

    Eu não vi ainda, mas um colunista do blog já conferiu e achou muito efeito especial pra pouco enredo rsrsrsrs coisas exageradas como vc bem levantou! Enfim, talvez eu veja mesmo assim pq sou apaixonada pelo primeiro!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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