Cine Cult: X-Men - Apocalipse

19/05/2016

X-Men - Apocalipse | Classificação: ★★ | Estreia em 19 de maio de 2016
Texto: Ana Marta | Revisão: Jonathan Humberto


“Até quando essa bagunça vai continuar?” 

De acordo com o produtor Simon Kinberg, X-Men: Apocalipse fecha o arco da trilogia dos mutantes iniciado em X-Men: Primeira Classe (2011). Apesar do segundo, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido ser questionável por alguns detalhes e desfechos que tentam corrigir dos filmes anteriores, acaba seguindo o mesmo erro: a coerência não existe. X-Men: Apocalipse não foge do seu destino e fecha como o filme mais fraco da Trilogia X-Men (acho que não fechou tanto assim).

A trama segue com alguns mutantes em um conflito que decidirá quem são os mais fortes que sobrevirão à aniquilação armada pelo primeiro mutante: En Sabah Nur/Apocalipse (Oscar Isaac). Os X-Men novamente entram em ação para defender a própria espécie e a humanidade do fim do mundo. 

X-Men: Apocalipse continua os desfechos mostrados em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, porém adicionando um perigo maior e com novas carinhas na história. Nem por isso deixa o filme passa a ser melhor que o X-Men: Primeira Classe. O motivo seria bem simples: após a cena final controversa e um pouca confusa em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, a dúvida ficou no ar de como se seguiria a franquia. O longa corrigiu ou tentou, já que a cena é muito confusa. Mas o ponto importante é como a narrativa do terceiro filme se torna tão fraca e sem muita motivação forte para que se possa dizer: “Finalmente uma história que valoriza realmente o universo mutante”.

Os dois primeiros atos do filme são um pouco parados devida a apresentação dos personagens antigos; o que fazem depois do ocorrido X-Men: Dias de um Futuro Esquecido; e aos novos que darão o novo rumo à franquia. Claro que algumas partes dessa apresentação e do desenrolar da trama é bem sem sal, sem muita coisa que possa ser lembrada ou muito menos marcante ao enredo. O filme não chega ser pior que X-Men: O Confronto Final (2006); ele tem seu lado bom e ruim. Mas o que decepciona nesse 3º capítulo da trilogia é como a narrativa decaiu de uma forma que nem mesmo as citações de fatos históricos, adicionando novos mutantes poderosos e uma ameaça maior fez o roteiro ser pelo menos coerente e até mesmo plausível.


Não tem como negar que não existe coerência nesta franquia, muito menos na sua linha do tempo. Isso vale na questão de apresentar o novo antagonista acompanhado de 4 mutantes hiper poderosos (nem tanto assim). Não vou mentir que Oscar Isaac é um ótimo ator, mas o seu papel ficou tão banal pelo simples fato de não conhecermos nada sobre ele. Não é apresentado em momento algum como ele se tornou “o primeiro mutante” na Terra. Simplesmente apareceu do nada e assim seguiu o seu rumo no roteiro, apesar de sua motivação ser interessante ao querer aniquilar a Terra e deixando apenas os mais fortes, o perfil de ameaçador não chega a ser tão convivente. Ele não é o único a ter problemas de criação de origem ou desfecho, afinal estamos falando de fechar a trilogia e começar uma nova roupagem no grupo X-Men.

Também temos o grande Magneto (Michael Fassbender) que volta a ativa de uma forma bem cativante, mas em uma fórmula já usada e bem desgastada. Em certos pontos até é aceitável no filme, mas Magneto e os outros 4 cavaleiros tem momentos muito mal aproveitados e até mesmo dá para descartar alguns por não trazerem muito valor à trama. Vamos dizer que quem chama mais atenção além do Magneto, são Psylocke (Olivia Munn) e Tempestade (Alexandra Shipp). Apesar de a Psylocke ter um desfecho sem finalização e deixando uma grande ponta solta neste filme. Sem mencionar uma cena do Magneto que é de sangrar os olhos, afinal estamos falando de um mutante poderoso que perdeu a família. Do nada sai como se nada tivesse acontecido. Fica difícil de defender Bryan Singer…


Apesar dos pontos negativos, X-Men: Apocalipse apresenta muito bem e com grande futuro para a franquia as carinhas novas para o grupo X-Men. O destaque vai para Jean Grey (Sophie Turner), Kurt Wagner/Noturno (Kodi Smit-McPhee) e Scott Summers/Ciclope (Tye Sheridan). Apesar de outras adições de mutantes, não tiveram tanto destaque como os três. Com certeza é um lado positivo, afinal apresenta bem cada lado das motivações e medos; e tem uma ótima química durante a cena. Sem mencionar que a Jean Grey tem seu melhor momento no clímax no 3º ato. Vamos dizer que a cena final da personagem já mostra uma certa luz que a Fox pode sim melhorar…ou piorar mais ainda. Nunca se sabe! A cena especial de Wolverine (Hugh Jackman), não vou entrar em muitos detalhes, até que capricharam na cena, mas não diria que seria tão importante no filme. Pelo menos se encaixa na cena sem extrapolar para o exagerado.

Aos demais mutantes que estão desde o X-Men: Primeira Classe, Charles Xavier/Professor X (James McAvoy), Raven/Mística (Jennifer Lawrence) e Hank McCoy/Fera (Nicholas Hoult), não tiveram tanta evolução. Apenas alguns momentos que tornam importantes para a evolução da narrativa e para a motivação principal do antagonista En Sabah Nur/Apocalipse. Na minha humilde opinião, poderiam ter sido melhores nas suas participações; principalmente a nossa querida Mística (Jennifer Lawrence) que quase nem apareceu direito com a pele azul. Nem sei o que falar sobre esse ponto…

Porém não posso esquecer da participação um pouco maior do Peter/Mercúrio (Evan Peters). Vamos dizer que não supera muito a sua cena clássica do filme anterior, mas já causa excelentes gargalhadas com a ação do personagem e ainda acompanhado de uma bela trilha sonora. Com certeza não esquecerei dessa cena e como a Fox acertou na escolha do ator, sendo o melhor Mercúrio do cinema. Desculpa Marvel…

P.S: Tem uma cena pós créditos, mas infelizmente não consegui entender o que a cena realmente quis passar. De qualquer forma, não sei se dá para encaixar ou deduzir o que se acontecerá nos próximos filmes de X-Men.



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