Cine Cult: Zoom

03/04/2016

Zoom | Nota: ★★★★ | Estreou em 31 de março de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Kamila Wozniak 


Num clima metalingüístico muito interessante, Zoom nos apresenta três histórias separadas em universos separados; uma modelo – Michelle (Mariana Ximenes) – escrevendo um livro sobre uma garota – Emma (Alison Pill) – que está desenhando um quadrinho sobre um diretor – Edward (Gabriel Garcia Bernal) – fazendo um filme sobre uma modelo escrevendo um livro. Zoom é um belo ciclo criticando a indústria de Hollywood e o culto excessivo à beleza perfeita. Uma boa e ousada escolha para o diretor iniciante Pedro Morelli (Entre Nós).

As três histórias apresentadas, por si só, não são interessantes para sustentar o filme sozinhas, mas é justamente a metalinguagem as associando de maneira tão interessante que torna a experiência muito boa, e é muito interessante como cada história segue uma estética que nos transfere diretamente para a teórica mídia que ela está sendo feita. Planos pretensiosos, mas de uma falsa ousadia de um diretor de filmes de ação querendo fazer algo autoral na história de Michelle, uma animação em rotoscopia para a de Edward e planos mais convencionais e de fotografia mais clara para a de Emma. O problema claro do filme é o vazio das histórias. Todas são simplistas e sem uma objetividade maior, mais trama. O filme é um exercício de estética, interessante e engenhosa, mas peca ao nos dar um roteiro que, separado da metalinguagem aplicada, se tornaria um filme genérico.

Zoom é um filme que aplica uma ideia engenhosa e muito interessante que nos dá momentos muito satisfatórios no filme ao ver a vida dos personagens-autores alterando de maneira muitas vezes sem sentido a trajetória de suas criações. Um filme que se foca em uma estética interessante e que diverte pela originalidade, mas que nos dá histórias um pouco vazias, mas nada que atrapalhe a experiência.



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