Cine Cult: No mundo da Lua

21/04/2016

No mundo da Lua | Classificação ★★ | Estreia em 21 de abril de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Jonathan Humberto


Mike Goldwing, um garoto neto e filho de astronautas que não puderam pisar na Lua, tenta impedir Robert Carson, um milionário com planos de explorar as reservas de Helio-3 – suposta substância que geraria energia limpa– e criar um monopólio sobre a energia do mundo, de destruir os vestígios da ida ao homem na Lua e colonizar o satélite ao mesmo tempo que tenta aproximar novamente sua família. Há tempos que um filme ser infantil não é desculpa para uma história fraca cheia de situações forçadas para acertar problemas de roteiro.

Vários filmes já se mostraram tendo uma plot bem desenvolvido, mostrando que esse gênero de animação não precisa ser fraco. Infelizmente No Mundo da Lua não entra nessa categoria. Ainda que possa ser divertido para crianças, o filme subestima a inteligência do espectador não apenas com situações absurdas que fogem de uma certa pegada mais séria ao lidar com tecnologia, como também com motivações e acontecimentos forçados e convenientes, tudo para fazer uma história fraca acontecer.


A velha história do capitalista “malvadão” quase não funciona e Carson é construído de maneira que pareça excessivamente maligno, querendo destruir coisas e matar, possivelmente pelos roteiristas perceberem que um homem querendo conseguir energia limpa para vender de maneira barata não parecia tão maligno. Os dramas familiares também são baratos e apenas o pai e o avô de Mike são realmente apresentados, todos os outros ou são mal aproveitados ou sequer aparecem.

O grande ponto do filme, a relação de Mike com seus familiares, tem seus problemas apresentados de maneira forçada e dificilmente cativam. Algo triste se comparado à profundidade com que o tema é abordado em Up: Altas Aventuras e outras animações. Ao final, o filme tem sua dose de aventura e provavelmente vai divertir crianças pequenas, mas definitivamente não é um filme que vai agradar a família toda, incluindo aí os filhos um pouco maiores e os pais. Um filme fraco que subestima a capacidade empática e a inteligência das crianças e, claramente, a dos pais.

*Sem poster nacional em boa qualidade até a data do post.



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