Cine Cult: Decisão de Risco e De onde eu te Vejo

07/04/2016

Decisão de Risco | Classificação: ★★★ | Estreia: 7 de abril de 2016
Texto: Diego Barreto | Revisão: Jonathan Humberto


Decisão de Risco ou Eye in the Sky (que eu acredito ser um nome melhor) fala sobre a guerra moderna e suas consequências. O filme conta a história de uma operação que envolve a captura de terroristas perigosos em Nairóbi, a operação muda seus rumos com a descoberta de homens-bomba no local da operação levantando todas as problemáticas sociais que envolvem a guerra. Um filme sobre guerra focado nas questões morais e nas consequências dos atos de guerra, apresentando uma situação completamente crível e mostrando como as decisões são tomadas, como não gostar?

Decisão de Risco mexe com a forma que encaramos a guerra contra o terrorismo e como as pessoas (militares ou não) podem expressar as suas opiniões sem enxergar os escopo geral das coisas. Com um ótimo ritmo, o filme te transporta para dentro das mesas de reuniões onde as decisões militares são tomadas e mostram como elas são tomadas. A trilha sonora te ambienta completamente com o cenário ajudando a narrativa, mas o real foco do filme é as consequências dos atos de guerra moderna e como elas afetam a sociedade.

Como o filme é completamente focado na história que eles querem transmitir, os outros quesitos técnicos não têm nenhum destaque importante, exceto pelas interpretações de Helen Mirren (Cel. Katherine Powell) e do eterno Alan Rickman (Gen. Div. Frank Benson). Enfim, se você quer assistir um filme com uma perspectiva diferente do comum nos filmes de guerra ou quer tentar entender como funcionam as tomadas de decisão em atos de guerra, assista Decisão de Risco.



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De onde eu te Vejo | Classificação: ★★★★ | Estreia: 7 de abril de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Jonathan Humberto


Ana Lúcia (Denise Fraga) e Fábio (Domingos Montagner) decidem se separar após vinte anos de casamento e ele se muda para um apartamento do outro lado da rua. Além da separação, eles passam por uma crise no trabalho e precisam enfrentar a iminente mudança de cidade da filha, Manu (Manoela Aliperti).

Mudança, a morte do velho e a vinda do novo: esses são os temas centrais dessa bem humorada e apaixonante comédia romântica que soma, de maneira muito bem sucedida, o drama, a comédia e o romance; nos trazendo reflexões sobre a inevitabilidade do fim e se aprofundando de maneira incrível em seus personagens e sua relação extremamente humana e bem orquestrada.

As metáforas da própria crise no casamento do casal estão por todos os lados ao longo do desenvolvimento da trama. Cenas bem executadas que demonstram de maneira singela e interessante a situação de fim que ambos estão passando, do cinema velho, já fechado, a antiga cantina que costumavam ir. Todo o cenário de São Paulo, aliás, é construído assim, evitando os cenários clichês da megalópole e trazendo locais mais íntimos, que dialogam com o tema do filme de maneira bela.


Os personagens nos são apresentados pouco a pouco ao longo de suas atitudes e o roteiro, assim, permite que conheçamos profundamente cada um deles, os tornando mais que apenas estereótipos, comuns no gênero. Aliás, o filme evita os clichês da comédia romântica muito bem, fazendo toda a história de Ana e Fábio se parecerem mais reais e identificáveis, situações pelas quais podemos nos imaginar ou imaginar outros passando.

A trilha sonora funciona como uma cereja no topo, nos remetendo a lembranças e saudosismo. Em alguns momentos parece melancólica, mas às vezes esperançosa com uma mesma música em cenas diferentes, tão bem som e imagem estão entrelaçados. O filme faz o espectador até arrepiar (ou chorar, dependendo da pessoa) em situações de emoções singelas, mas potencializadas pela trilha e os ótimos planos utilizados, tudo muito intimista e romântico, mas não piegas.

De Onde Eu Te Vejo é uma história de amor linda e talvez até uma grande surpresa no cinema nacional, ao trazer uma comédia romântica humana e com uma mensagem muito interessante a todos que já passaram ou passam por uma crise em relacionamentos, tudo isso sem ser piegas ou exacerbadamente romântico; o é na medida certa. Um ponto certo para quem aprecia uma boa história de amor ou apenas uma boa história de pessoas em uma cidade real, não um cartão postal.




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