Resenha Histórica: Era uma vez no outono - As Quatro Estações do Amor #2

01/03/2016


A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa.

Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar.

Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?

O final do primeiro livro foi tão promissor com a autora propondo que este seria com a Lilliam e o Westcliff, que eu não estava me aguentando para esse lançamento. Achei a proposta de quatro solteironas se juntando para casar muito boa e esse casal, em especifico, desafiador, já que eles se odeiam, mesmo. Os dois se conhecem no livro anterior e nesse a família de Lilliam vai passar um mês na casa de Westcliff. No começo eles não podem se ver que o sangue escorre, mas ao mesmo tempo o sangue de ambos também borbulha de atração. Mas existe um problema, sempre têm não é mesmo?, a Lilliam é americana, uma nova rica, além de não saber nada sobre a etiqueta inglesa. Ela logo é considerada inadequada para qualquer homem na Inglaterra e só tem chances de casar, se for com um homem desesperado por dinheiro, o que não é o caso de Westcliff.

A gente conhece um pouco da personalidade da Lilliam no primeiro livro. Ela é desbocada, ativa, não gosta da relação entre nobreza e os empregados, não leva desaforo para casa e revida o tempo inteiro. É uma mulher forte, que tenta impor o que quer e acredita, embora ser mulher dificulte muito as coisas naquela época. A primeira impressão que a gente tem do Westcliff é a pior: um aristocrata esnobe e egoísta. Ele e a Lilliam batem de frente exatamente ai, ele quer impor o fato de ser superior a ela, primeiro por ser nobre e segundo por ser homem. No decorrer da narrativa isso vai se quebrando, e vamos conhecendo um lado do Westcliff mais humano, o do garotinho que não teve o amor do pai mesmo fazendo de tudo para agradá-lo.

- A boa noticia é que seu marido parece estar a caminho.
- Nesse caso, o desgraçado está atrasado.


Quando eu percebi que a autora ia juntar a Lilliam com o Westcliff eu fiquei pensando em como isso ia acontecer. Eles nem combinavam, porque não ficavam perto um do outro pra gente ter uma noção de como esse romance ia se desenvolver. Até que a Lilliam vai para a casa dele e obrigada pela mãe, começa a tratá-lo bem e é onde ele vai mostrando um lado interessante. Foi legal acompanhar a mudança dele de chato metido a besta para um homem leal a família, integro e romântico. Tudo estava lá, a Lilliam só precisou cavar e cavar para encontrar o homem que ela precisava. Esse livro traz cenas sensuais detalhistas, até fiquei surpresa, pois geralmente são mais leves e tal. Não que sejam tão pesadas, é só que a descoberta do sexo foi mais aguçada nesse casal que no anterior e isso não me incomodou de forma alguma.

O livro é interessante não só por ter um romance histórico bem escrito, como também por trazer a questão do preconceito contra o estrangeiro. Claro que esse é um tema atual, mas como as coisas eram tão mais as claras assusta um pouco. O fato de você não ser convidada para as festas e isso ser dito na sua cara. Não sei o que é pior, falarem pelas costas ou a Lilliam e a irmã saberem que não possuem chances de se casar com um aristocrata por amor, apenas por dinheiro. Elas aceitam isso, levam na brincadeira, mas no fundo isso as magoa. Quando elas estão conversando na intimidade e param para pensar nessa realidade, ficam chateadas. A Lilliam tem uma qualidade interessante que eu queria que tivesse sido mais explorada, a facilidade com aromas. Ela cria perfumes, escondido claro, na verdade ela entende do assunto e eu queria ela desafiando todo mundo e sendo perfumista.

Esse foi um livro muito bom, que já no final do anterior eu fiquei empolgada, e que final desse fiquei mais ainda para o próximo. Parece que a autora vem fazendo um crescente nos seus enredos e deixando o leitor querendo o próximo o mais rápido possível. Fiquei chocada com a proposta do próximo e não sei como a autora vai me fazer gostar desse mocinho, já que vemos o pior lado dele agora. O primeiro já tinha sido muito bom e esse superou; a série se mostra promissora a cada estória e a autora uma escritora de mão cheia, que traz temas sérios envolto em romance e sensualidade. Vi um pouquinho aqui de Orgulho e Preconceito, tenho visto muito alguém notou? e adorei; as brigas, as pazes depois e como os dois se acertaram mesmo com tantas diferenças. Se você gosta de romance histórico e ainda não conhece a Lisa Kleypas, tá hora né?!

Lilliam Bowman era uma jovem que ele jamais pensaria em cortejar. Não podia imaginá-la vivendo feliz dentro dos limites da aristocracia inglesa. A irreverência e a individualidade dela nunca lhe  permitiriam uma existência tranquila no mundo dele.

Era uma vez no Outono - As Quatro Estações do Amor #2
Lisa Kleypas
Editora Arqueiro: Twitter/Facebook

3 comentários:

  1. A história parece legal, mas eu não tenho paciência pra ler. Talvez em filme. Quem sabe lança?
    Beijão, valeu a dica.
    www.chadefirulas.com.br

    ResponderExcluir
  2. Eu gostei tanto das capas. Achei lindas! Parabéns pela resenha! Fiquei curiosa sobre o livro. Bjs,

    www.estranhoscomoeu.com

    ResponderExcluir
  3. Infelizmente não li o anterior, mas pode ter certeza que vou me redimir e comprar os dois livros. Adoro a Lisa, e ela escreve como ninguém estes amados romances de época.
    Bjs, Rose.

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.