Resenha Histórica: Aprendendo a Seduzir

18/03/2016


O que qualquer mulher faria se flagrasse o noivo aos beijos com outra mulher? Cancelaria o casamento e nunca mais colocaria os olhos no desalmado traidor. Certo? Não lady Caroline Linford. 

Apaixonada pelo belo e galante marquês de Winchilsea, ela não se dá por vencida e resolve ir em frente com o casamento. Afinal, lady Linford ama seu prometido. Com o intuito de se tornar o único objeto do desejo de seu noivo, ela convoca o renomado Braden Granville, mestre na arte da sedução, para, com ele, aprender a ser a melhor amante que Winchilsea pode vir a ter. 

Porém, a aluna se torna tão aplicada que arrancará mais que elogios de seu professor... 

Aprendendo a seduzir é um dos poucos livros da Meg Cabot escrevendo como Patricia que eu ainda não tinha lido. Coincidentemente, esse é apontado como o melhor dela nessa categoria, de romance histórico. Como o próprio título já diz, alguém vai aprender a seduzir, no caso Caroline. Ela pega o noivo numa situação comprometedora e não entende como ele faz isso com outra mulher sendo que tem ela. Em sua cabeça, ela está fazendo algo errado, no caso, não fazendo nada. Por isso, ela procura o libertino Braden e faz uma proposta, que ele a ajude a seduzir seu noivo em troca de uma informação que ele deseja. Braden, no começo, não acredita na situação que está metido, mas aos poucos as aulas acabam se tornando tão prazerosas que ele cogita fazer isso para sempre.

Confesso que no começo eu não gostei muito da Caroline, pois ao contrário das mocinhas que a Patricia criou, que são determinadas e não submissas, esta quer aprender a seduzir para agradar o noivo. Ela não percebe que se o noivo não a quer do jeito que ela é, então o problema está nele não nela. Só que isso vai mudando ao longo do livro, e com a ajuda de Braden ela percebe de quem é o problema na verdade. O Braden não é o mocinho que a gente costuma gostar, por ter um harém tão grande como Londres. Mas o coração dele é bom, ao contrário do que ele gosta de passar e assim como todos os homens ele quer aceitação e amor. O engraçado é que ele faz de tudo pra gente não gostar dele a gente acaba gostando, como a Caroline.

Você se preocupa demais em fazer outras pessoas felizes. E você, Caroline? O que você quer?


A autora, nesse livro, vai trazer essa questão que tem se mostrado recorrente em alguns livros do gênero que eu leio, a pessoa de origem humilde que fica rica e não é aceita no circulo londrino. Eu gosto desse tema e de ver como os autores vão tratar isso, se de forma aberta ou velada. No caso deste, a Patricia foi pelo meio termo. O Braden é rejeitado pelo sociedade, e isso vem na forma de noiva dele e noivo da Caroline, que tiram chacota de quem o Braden é, mas a autora não colocou embates entre eles. Não colocou ele confrontando as pessoas que acreditam na sua inferioridade por vir de baixo. O tempo todo ele é lembrado que os títulos que tem recebido não foram por sangue e sim, por ter vencido na vida. Os valores são invertidos mesmo, mas naquela época, e hoje é assim também, isso era o certo e aceitável. A Caroline já pensa diferente e convive com ele numa boa.

O romance têm umas partes muito engraçadas. A Caroline, por estar aprendendo as artes de fazer amor, como ela mesmo diz, não tem filtro e pergunta as coisas na lata. Como beijar, como acariciar, como dar prazer e por aí vai. Ela trata tudo como uma aula mesmo e o Braden, tadinho, não sabe como lidar com isso, pois o tempo todo se lembra que ela é uma dama e tratá-la com certas ações não fica bem. Você acha que os dois não vão combinar pelos mundos e vivência, mas com o passar da narrativa vai percebendo como eles se completam. No modo que a Caroline é uma dama e o Braden um bruto, acaba que um ensina ao outro o que realmente importa. Quanto as cenas eróticas, já dá para perceber que aprendendo a seduzir alguém, teremos o assunto levantado em quase todo o livro. Só que a Patricia é sempre muito sutil, então quem não gosta de cenas abertas pode ler sem medo. Aliás, 90% dos romances históricos as autoras preferem a sutileza.

Todos os livros que a Meg escreveu como Patricia me agradaram, com esse não foi diferente. Todos são bons e diferentes e esse ainda mais. Gostei como ela me fez não gostar da protagonista e depois perceber o seu crescimento, e o fato de que ela é especial. Claro que foi com a ajuda do Braden, mas tem um momento, quando ela meio que abre mão deles, que passa essa mensagem de que o que ela quer é mais importante. O fato do mocinho não ter são mocinho assim também me agrada muito. As pessoas não são perfeitas e cada vez mais os romances têm trazido isso. A pessoa certa é aquela que você aprende a conviver com os defeitos dela; aquela que tem os defeitos que te incomoda menos. No fim das contas isso é uma ótima mensagem a se passar e ah, não esqueçam de provar as calças antes!!

Porque quando um homem como Braden Granville põe a língua em sua boca ele está na verdade ensaiando para colocar 'outra coisa' em você...

www.sejacult.com.brAprendendo a Seduzir
Meg Cabot
Selo Essência: Facebook

7 comentários:

  1. Então dona Cabot escreveu com outro nome para que as crianças não leiam seus contos erótcxicos? Nice!
    Não faz muito o tipo da minha leitura mas gostei!
    |‎Document Your Life | Fevereiro 2016 |
    | FB Page A Bela, não a Fera|

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  2. Oi Denise!
    Eu li esse livro, mas quando publicaram com outra capa, e gostava mais da capa antiga.
    Amei o livro e também gostei bastante da sua resenha! Preciso ler mais livros da Patricia/Meg Cabot, faz tempo que não leio um livro dela.

    Beijos,
    Sora - Meu Jardim de Livros

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  3. Oi Denise!
    Eu li esse livro, mas quando publicaram com outra capa, e gostava mais da capa antiga.
    Amei o livro e também gostei bastante da sua resenha! Preciso ler mais livros da Patricia/Meg Cabot, faz tempo que não leio um livro dela.

    Beijos,
    Sora - Meu Jardim de Livros

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  4. Oi Denise,

    Sou apaixonada pela Cabot, ainda não li nada dela como Patricia. Sempre procurei esse livro e nunca achei, agora com essa nova edição pretendo adquirir em breve.
    Adorei sua resenha.

    Beijos!

    Cintia
    http://www.devaneiosdeumacindy.blogspot.com.br/

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  5. Oi Denise!
    Quero muito ler algum livro da autora, já tinha visto a sinopse desse livro antes e confesso que não fiquei muito interessada. Mas pelo que eu li na sua resenha o livro parece ser muito bom, creio que seja do tipo de livro que vamos gostando aos poucos. Pretendo começar a ler livros da autora por esta história.

    Beijos!

    Sozinha Na Biblioteca

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  6. De,

    sou hiper suspeita pra falar da Cabot, seja como Patricia ou Meg. Este é realmente o meu livro favorito dela junto com A rosa do Inverno e Retrato do meu coração. Adorei sua resenha, e adorei o trocadilho das calças, só quem leu realmente entende. <3

    Beijos, http://porredelivros.blogspot.com.br/

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  7. Oi, Denise. Tudo bem?
    Não sou muito chegada a romances épicos. Romances não me atrai em livros, a não ser se a história despertar muita curiosidade. Gosto do gênero Thriller. Li recentemente um livro da Meg Cabot como Patricia. Bjs,

    www.estranhoscomoeu.com

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