Cine Cult: Casamento Grego 2 e Voando Alto

30/03/2016

Casamento Grego 2 | Nota: ★★ | Estreia em 31 de março de 2016
Texto: Diego Barreto | Revisão: Kamila Wozniak


Casamento Grego 2 é a continuação do filme homônimo de 2002. Ele mostra como estão os personagens depois de alguns anos, quando uma descoberta que afeta toda a família traz os personagens de volta para um outro casamento. De inicio, o filme parece só mais uma daquelas continuações, com a renovação de votos de casamento dos protagonistas. E na verdade, é isso mesmo. Porém, o interessante é como esse fato se sucede (spoilers à parte, chega quase a ser inesperado).

A história traz uma boa sensação de nostalgia, não só para os espectadores, mas também para os próprios atores (que são os mesmos do primeiro filme). Apesar da história não ser surpreendente, o filme te faz dar umas boas risadas. Os personagens (todos eles) são bastante estereotipados e meio rasos, mas isso é respeitável, afinal, um filme de comédia geralmente não precisa de personagens tão profundos assim. O filme foca principalmente na questão da nostalgia e de mostrar a evolução dos personagens, por meio de pequenas atitudes e objetos de cena, ponto no qual ele cumpre muito bem a proposta.

Durante o filme, existem momentos onde a equipe técnica se supera e faz lindos planos sequência e a trilha sonora te deixa muito bem ambientado. As atuações estão todas aceitáveis, com uma citação especial à personagem Mana-Yiayia (Bess Meisler), por ser minha personagem favorita da série e pelo jeitinho dela sempre me fazer rir. Enfim, se você assistiu e gostou do primeiro Casamento Grego, vale a pena assistir o dois pela tão citada sensação nostálgica que o filme traz.



***

Voando Alto | Nota: ★★★★ | Estreia em 31 de março de 2016
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Jonathan Humberto


Nesse filme de Dexter Fletcher (Wild Bill) somos apresentados à história real de Eddie “the Eagle” Edwards (Taron Egerton), um garoto inglês que desde a infância sonha em entrar para as Olimpíadas – não importando a modalidade, já que enfrentou um tratamento na perna desde a infância que o impedia de correr – e encontra no salto de esqui (modalidade que não tinha nenhum competidor britânico) sua oportunidade. Sem ajuda do Comitê Olímpico Britânico ou de seu pai, sobra insistir para que um bêbado ex-atleta de salto de esqui americano Bronson Peary (Hugh Jackman) o ajude a chegar às tão sonhadas Olimpíadas.

Com um roteiro simples que segue uma linha completamente previsível, o filme consegue cativar e empolgar o espectador. Os personagem de Egerton e Jackman são bem trabalhados e as atuações estão a altura de um bom filme baseado em fatos reais (que parece estar tão na moda quanto filmes de super heróis atualmente). A cinematografia, em geral, é impecável. Ótimas tomadas nos momentos dos saltos em esqui que sempre mantém a diversão e a leveza total do filme com um toque de emoção, tudo muito bem executado e com uma trilha sonora que segue perfeitamente os momentos do filme.


O ponto negativo de tudo, além da previsibilidade, é justamente a falta de aproveitamento dos outros personagens apresentados na trama. Sentimos falta de vermos mais dos outros atletas apresentados e, principalmente, de algumas cenas a mais com o Holandês Voador, personagem que tem uma participação bem importante no desenvolvimento do drama. Há de se pontuar que é muito bom ver que o filme evitou vários clichês que não entrariam bem na trama – interesse romântico, drama no fim do segundo ato – e aproveitou muito bem outros, como o uso do mestre, tanto de Eddie quanto de Peary.

Voando Alto, concluindo, é um divertido e bem trabalhado filme que nos mostra a superação e a caça ao sonho de uma pessoa que deveria ser seguida como exemplo por todos nós. Acabamos todos querendo ser um pouco como Eddie “The Eagle”, e apesar dos pequenos problemas, é isso que importa nessa película.




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