Resenha Hot: Entre o agora e o sempre

27/02/2016


Camryn Bennett e Andrew Parrish nunca foram tão felizes. Cinco meses depois de se conhecerem num ônibus interestadual, os dois estão noivos e prestes a ter um bebê. Nervosa, mas empolgada, Camryn mal pode esperar para viver o resto de sua vida com Andrew, o homem que ela sabe que vai amá-la para sempre. O futuro só lhes reserva felicidade... até que uma tragédia os surpreende. 

Andrew não consegue entender como algo tão terrivelmente triste pôde acontecer. Ele tenta superar o trauma — e acredita que Camryn esteja fazendo o mesmo. Mas, quando descobre que Camryn busca sufocar uma dor imensa de uma forma perigosa, fará de tudo para salvá-la. Determinado a provar que o amor dos dois é indestrutível, Andrew decide levar Camryn numa nova jornada carregada de esperança e paixão. O mais difícil será convencê-la a ir junto... 

Com Entre o agora e o sempre, a aguardada continuação de Entre o agora e o nunca, J. A. Redmerski concluiu a história de amor que encantou milhares de leitores.

Antes de mais nada, se você não leu Entre o agora e o nunca, não leia esta resenha e nem a sinopse da continuação, pois vai pegar spoiler de como termina. Não darei spoiler de Entre o agora e o sempre, mas vou dar do primeiro. Esse livro começa mais ou menos de onde o primeiro terminou, na verdade ele relembra a doença do Andrew e a gravidez da Camryn. Depois do processo pós-operatório a vida dos dois volta ao normal, agora morando juntos. Só que uma tragédia vai por em foco a rapidez do relacionamento dos dois e se eles estão prontos para enfrentar problemas da vida a dois. Vale lembrar que eles se conheceram em uma viagem, se envolveram e ficaram juntos. Enquanto estavam só curtindo as coisas tudo ok, agora é vida real.

Ele também é narrado em primeira pessoa acompanhando os dois protagonistas. A Camryn está perdida nesse livro como no primeiro, logicamente que aqui por motivos diferentes e até mais dolorosos, mas essa parece ser uma característica dela. Ela aceita os empregos que vier e não pensa muito no futuro, os dois são assim. O importante para eles é aproveitar o momento. O Andrew é um cara sensacional, mas não perfeito. Isso mesmo, chega de personagens certinhos e bonitinhos, tá ele é bonito, mas que você nunca encontraria na rua. Ele é cheio de defeitos e daqueles que a gente até se pergunta se vale a pena, só que ao mesmo tempo ele é tão apaixonante que se fosse na vida real qualquer mulher passaria por cima disso para ficar com ele. Desde o primeiro ele só me enconta e aqui não poderia ser diferente.

- Você acha que a gente tá perdido?
- Na sociedade, talvez. Mas juntos, não. Acho que estamos exatamente onde precisamos estar.


A minha primeira observação em relação ao livro é que eu senti falta de ter lido os dois um seguido do outro. A autora relembra algumas coisas importantes do primeiro, mas não tudo; então fiquei tentando puxar da memória o que ela estava falando. Sugiro que quem gostar do primeiro não demore a ler o segundo para poder fazer essas ligações. Também não me recordo se o primeiro tinha mais cenas de sexo do que esse, acredito que sim. Aqui a autora acabou focando mais nos problemas dos personagens do que no fato de ser um new adult e por isso ter muito sexo. Muitas vezes ela começa o clima e não termina descrevendo, só dando uma ideia. Não sei se aqui ela tinha mais coisa para comentar, mas o fato é que tem poucas cenas hot e as que tem são descritivas. Nada muito fora do comum.

Se o primeiro é uma road trip esse segundo também é. Não vou comentar as circunstâncias que fazem os dois caírem na estrada novamente, mas acontece. Eu senti que a estrada os conecta, como se quando eles estão na 'vida real' perdem a essência, quem eles são de verdade. Os dois começam mais conectados do que nunca, mas dai acontece uma coisa e eles se distanciam. A viagem é uma escapatória que o Andrew cria para se aproximar da Camryn novamente. No fim das contas eles percebem que não são pessoas que gostam de rotina, estudo, ficar sempre no mesmo lugar e fazendo a mesma coisa, são almas livres para ser exata. Acho essa parte interessante, porque o fato de você crescer, ser adulto, acarreta em tantas responsabilidades que às vezes você esquece de sentir a vida, a liberdade e apreciar as coisas boas, mesmo que pequenas.

Talvez o primeiro tenha sido mesmo melhor do que esse, mas eu gostei dos dois igualmente. Acho que esse respondeu aquela pergunta que ficou de como eles lidariam com a vida real já que se conhecerem num ônibus. A Camryn tem os seus probleminhas, mas eu não achei ela tão ruim assim como nas resenhas que li e o Andrew tinha que existir, sério. Ele é um dos melhores personagens masculinos que já li, junto com Patch e Will. Tenho gostado cada vez mais da escrita da J.A. Redmerski e pretendo começar a ler a autora série dela que dizem ser até melhor que essa. Só uma informação para quem acha que essa estória acabou. A autora disse recentemente que a filha dos dois vai ganhar um livro só dela e isso não é spoiler, pois pela sinopse vocês já sabem que a Camryn está grávida.

- Você é a coisa mais importante do mundo para mim. (...) Espero que nunca se esqueça disso.
- Nunca vou esquecer. (...) Mas seu um dia eu esquecer, seja por que motivo for, espero que você encontre um jeito de me fazer lembrar.
- Sempre.

Entre o Agora e o Sempre - Entre O Agora e O Nunca #2
J.A. Redmerski
Editora Suma de Letras: Twitter/Facebook

Um comentário:

  1. Oi, Denise, tudo bem?

    Eu não gostei do primeiro livro, achei bem fraquinho e sem propósito, por isso não senti vontade de ler o segundo. Eu sei o que acontece com a Camryn e achei uma pena, por mais que não tenha gostado eles não mereciam isso.

    Beijo
    - Tamires
    Blog Meu Epílogo | Instagram | Facebook

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.