Cine Cult: Orgulho e Preconceito e Zumbis e Deuses do Egito

25/02/2016

Orgulho e Preconceito e Zumbis | Nota: ★★ | Estreia dia 25 de fevereiro de 2015
Texto: Diego Barreto | Revisão: por Kamila Wozniak


Inspirado no livro de mesmo título, escrito por Seth Grahame-Smith, Orgulho e Preconceito e Zumbis traz a história de uma Londres infestada por zumbis no inicio do século XIX, onde todos da comunidade de Hertfordshire, já habituados com a situação, treinam fora da Inglaterra para se tornarem capazes de se defender dos zumbis. Com esse cenário, o filme apresenta as irmãs Bennet, cinco mulheres que tentam viver entre a pressão de terem que se casar (por não poderem herdar nada do pai) e o desafio de sobreviver aos ataques zumbis.

A proposta inicial é apresentar um filme de comédia com elementos gore, porém, em uma determinada parte do filme, a comédia abre espaço para um enredo mais conspiratório e sério da trama, e foi a partir desse erro que algo desandou. O filme saiu de foco, perdendo assim toda a atenção que até o momento tinha conseguido. O roteiro deixou de fora também (em comparação às obras originais) vários traços de personalidades das personagens, além de misturá-los em alguns momentos. Algumas das tramas de bastante importância para o enredo em si foram ignoradas e sequer apareceram no filme.


Mas vamos falar de coisa boa (e não é daquela câmera/webcam/pen drive, vocês sabem do que eu estou falando). O trabalho de maquiagem é bem detalhado tornando os zumbis muito palpáveis. As roupas foram escolhidas minuciosamente para cada situação. Os cenários são impecáveis. Enfim, eu colocaria a direção de arte como o grande destaque do filme. Para concluir, Orgulho e Preconceito e Zumbis é um filme para quem gosta de zumbis e não se importa muito se o filme perde os próprios rumos (meu caso), ou então para assistir com os amigos e dar algumas risadas (mas não muitas).

De forma alguma assista ao filme esperando ver nele toda a crítica que "Orgulho e Preconceito" apresenta. Saiba que o filme em questão não apresenta nenhuma crítica social. Mas se esse não for seu caso, se o que você procura é um filme com zumbis, sangue e uma pitada de humor, então, quem sabe, esse pode ser o filme certo para você.



***

Deuses do Egito | Nota: ★★ | Estreia dia 25 de fevereiro de 2015
Texto: Murilo Maximiano | Revisão: Jonathan Humberto


Deuses do Egito, dirigido por Alex Proyas (O Corvo; Eu, Robô), nos traz Bek (Brenton Thwaites), um mortal pacato que se considera apenas mais um soldado, e que vive em um Egito ancestral dominado por deuses e forças ocultas. Quando o impiedoso Set (Gerard Butler), deus da escuridão, toma o trono da nação e mergulha a sociedade no caos, o jovem se unirá a outros cidadãos e com o poderoso deus Horus (Nikolaj Coster-Waldau), para formar uma expressiva resistência.

A primeira coisa a incomodar nesse filme é a escolha de elenco, e isso já perturba desde os trailers. Apesar de, como anuncia o título, se passar no Egito com deuses egípcios e cidadãos da mesma localidade, apenas os figurantes – e o deus Tot – parecem ter a etnia esperada, negros ou morenos. Praticamente todo o elenco principal é branco, chegando ao ponto do próprio deus Hórus ser um claro nórdico loiro de olhos azuis. Nesse momento de tamanho discussão étnica e racial, isso soa ainda mais estranho que em filmes mais antigos, onde tal prática era comum.


O filme em si segue utilizando de diversos clichês e situações extremamente convenientes que podem chegar a fazer o espectador rir por algumas situações bem ridículas. Segue assim a trilha de redenção e encontro do herói em Hórus, enquanto é auxiliado pelo mortal Bek, mas tudo soa forçado e artificial e o excesso de moralidade encontrado no final deixa o arco de desenvolvimento dos personagens bastante não convincente.

Gerard Butler até chega a convencer como Set, o vilão da história, e suas intenções são compreensíveis, mas nada que possa salvar o filme. Quase uma história de super-heróis, muito aquém dos filmes de ação do gênero que encontramos no ano passado e que esperamos para esse ano. Nikolaj Coster-Waldau também tenta ser um bom Hórus, senhor do ar e futuro rei do Egito, mas é muito difícil crer nele sendo chamado de garoto pelos outros deuses e sendo sobrinho de Set. Os outros personagens seguem em uma atuação automática e padrão, sem grandes destaques merecidos.


Os efeitos especiais seriam aceitáveis alguns anos atrás, mas a CGI peca tanto que parece até um videogame em alguns momentos (isso já era esperado pelo trailer). Ainda assim, as cenas de ação são bem divertidas e, caso o filme se levasse um pouco menos a sério, poderia ser o seu trunfo. Um pouco mais de adrenalina poderia ter tornado tudo mais palatável, triste não ter sido o caso. As cenas que deveriam ser mais emocionantes não parecem gerar toda a empolgação que deveriam e o filme fica apenas chato.

Ao final, Deuses do Egito é um filme que pode até ser divertido, mas acaba por ter mais contras que prós, sendo lançado num ano tão recheado de filmes de super-heróis e de aventura perde até mesmo o caráter pipocão blockbuster que deveria ter, sendo um filme passável que poderia ser uma boa opção de diversão para o fim de semana.




2 comentários:

  1. Pelo o que li devo amar "Orgulho e Preconceito e Zumbis", vou ver se leio o livro também.
    Beijos!
    http://virandoamor.blogspot.com.br/

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  2. Olá!

    Estou terminando de ler o livro 'Orgulho, Preconceito e Zumbis' e confesso que ainda não tenho uma opinião formada. Vou fazer a resenha para o blog no domingo e pretendo assistir o filme, mas acredito que tendo ir bastante para esse lado de não esperar muito do filme também. Parabéns pela resenha!

    www.booksimpressions.blogspot.com.br

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