Cine Cult: A Escolha

05/02/2016

A Escolha | Nota: ★★★ | Estreou em 04 de janeiro de 2016
Texto: Lucas Simões | Revisão: Kamila Wozniak


"Nicholas Sparks é um homem muito mal amado, sinceramente"  

O filme conta a história de Travis (Benjamin Walker), um homem galanteador e solitário que sempre conquista as garotas que aborda, e tudo isso muda quando ele encontra o quê? Uma mulher que só lhe diz ‘não’, essa mulher é Gabby (Teresa Palmer, a Kristen Stewart super saiyajin) e quando Travis não consegue fazer Gabby cair em seus encantos, ela começa a povoar seus pensamentos.

De início Gabby possui uma opinião muito clara de Travis, mas ao conhecer seus familiares, a irmã Steph (Maggie Grace) e o pai Shep (Tom Wilkinson), pouco a pouco Gabby se dá conta de como aquele rapaz do campo é especial. Os personagens nos conquistam, a história nos leva pela mão saltitante, existem incertezas, existem paixões paralelas como Monica (Alexandra Daddario) e Ryan (Tom Welling que, inclusive, nesse filme parece o homem mais bem-sucedido do mundo), mas tais paixões paralelas não podem impedir esse amor, então tudo está bem, tudo está maravilhoso e aí de repente o que acontece? Nicholas Sparks acontece.


O roteiro força uma barrinha ao nos empurrar goela abaixo um conflito meio gratuito, meio tosco, como se Sparks precisasse colocar algo do tipo senão, não ia ficar um romance “Nicholas Sparks”, com a cara dele. É gratuito demais sabe? Ele te ganha, te conquista e aí te derruba e pisa em você pra quê? Pra nada, porque ele quis. O nome desse filme poderia ser #PorqueEuQuis, título perfeitamente condizente. O gênero claramente é “se mata, porque que coisa angustiante é esse filme, minha nossa”! É um romance bem feito? Sim. Amantes de romance vão amar o filme? Vão. Amantes de um bom roteiro vão amar o filme? Nem um pouco. Isso importa? Não. Mas forçou a barra? Forçou.

Os diálogos certamente compensam, transparecem personagens extremamente reais, plausíveis, carismáticos, você sofre junto e é legal de certa forma. A cena inicial meio que estraga bastante a surpresa que poderia vir, que talvez seja mais culpa do roteirista que do autor original, pois não parece ser algo do livro. A mensagem que se colhe do pouco que este crítico conhece da obra de Sparks é que ele busca fazer uma relação mais efêmera do amor, que o amor que vale é o amor de agora, que se pode sentir agora e perseguir agora.

O único amor que vale a pena. Não deixa de ser uma mensagem bonita mas a abordagem, a construção pra criar essa relação, pelo menos nesse filme não é uma construção muito boa, parece preguiçosa. Parece muito “mais do mesmo”. Uma ótima história, ótimos personagens, romance incrível mas; uma narrativa meio tosca que, apesar de não tira o brilho do conjunto. Recomendado.




Um comentário:

  1. Olá,

    Como eu sempre digo: o livro sempre é melhor! Você consegue sentir mais os personagens e a história em si. As adaptações dos livros do Nicholas sempre sofrem alguma alteração ou acaba sendo como você descreveu em 'A Escolha', mas acredito que os dramas que acontecem é uma característica que não tem como ser desvinculada do autor. Acabei de ler o livro dele chamado 'Três semanas com meu irmão' e depois dele passei a entender essa escolha de história do Nicholas. Postei a resenha no meu blog. Parabéns pela resenha!

    http://booksimpressions.blogspot.com.br

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