Cine Cult: 13 horas - Os soldados secretos de Benghazi

18/02/2016

13 horas - Os soldados secretos de Benghazi | Nota: ★★★★★
Estreia em 18 de janeiro de 2016
Texto: Lucas Simões | Revisão: Jonathan Humberto


Michael Baby! O que mais precisa ser dito? Roteiro pobre, mas nada importa porque as imagens fazem seus glóbulos oculares entrarem em combustão instantânea. O roteiro é simples demais, os personagens são muito rasos, você nem sabe os nomes, todos são parecidos, tanto faz, um ou outro morre e você nem sente falta. Mas as imagens... As imagens! Seu cérebro diz “não”, mas seu coração diz “Me possua!”, essa é a magia de Michael Bay. Situado logo após os eventos da libertação da Líbia da ditadura do ex-líder Muammar al-Gaddafi, em 2012, retrata um cerco ao posto democrático para onde foi transferido o embaixador americano Chris Stevens, que precisou ser resgatado pela equipe secreta de soldados CRS que estava protegendo o chefe do posto da CIA no país.

A narrativa nos é apresentada por um desses soldados CRS, Jack Silva (John Krasinski), que entra na equipe e pouco a pouco vai entendendo a situação complicada que se instaurou no país após a queda de seu líder autoritário. O gênero é ação, uma intoxicante e maravilhosa ação que te deixa tenso, te emociona, te empolga, te revolta, enfim, te leva numa viagem. Fora John Krasinski, temos no elenco o cara que era um dos vilões no Homem de Ferro 3, um cara que parece o Zach Galifianakis, um cara que parece o Louis C. K., um cara que parece o Ray William Johnson tendo um dia ruim e outro cara que parece ou o Louis C. K. ou o Zach Galifianakis, fica a seu critério decidir.


O sniper, que parece muito o Zach, recita Joseph Campbell e tem boas falas, então você vai lembrar dele. Tem um cara que faz o hangloose que não parece ninguém, então você vai lembrar do hangloose. Tem o alívio cômico do filme que é aquele personagem que é o nerd, assustado e carismático, seu nome é Amahl (Peyman Moaadi). E, por fim, temos a contraparte feminina, Sona Jillani (Alexia Barlier), que está lá só pra ser gatinha e fingir que faz alguma coisa pra ajudar os soldados e até criam uma coisa pra ela fazer pra gente achar que ela está fazendo alguma coisa pra ajudar, mas não. Ela só está sendo gatinha no filme mesmo. Incrivelmente esse filme tem UM slowmotion, e isso é digno de elogio vindo de um filme de Michael Bay.

O patriotismo também foi suavizado pela complexidade da guerra e os EUA apesar de meio indestrutíveis não exalam aquela superioridade arrogante nesse filme, existe uma aura de responsabilidade e incompreensão que torna eles vulneráveis, quase lembrando a problemática do Vietnam, já que a maioria dos soldados no filme entra em situações de risco por não saber se localizar na cidade em que estão. Isso é um elemento real e ilustra um problema mais administrativo do país com relação aos soldados, humanizando os mesmos, aproximando eles de nós, os indignados com esse nosso país que é tão mal das pernas. Isso é feito em poucas falas, e prestamos atenção nelas em um filme de ação. Palmas.

Michael Baby! Este crítico está repetindo a frase do início do texto para que fique claro que nada disso aqui precisava ser lido.




2 comentários:

  1. Oi Lucas!
    Acho que você resumiu todos os filmes do Michael Bay... História rasa, mas tem ótimos efeitos, tudo explode, então no geral fica bom.
    Não tenho interesse em ver esse filme no cinema, vou esperar chegar no netflix.

    Beijos,
    Sora - Meu Jardim de Livros

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  2. Gostei de saber que o filme, apesar de ser sobre a guerra e o patriotismo, não exala superioridade dos EUA como muitos filmes fazer. Ótima resenha! Apesar de não gostar muito do gênero, fiquei curiosa pra assistir!

    Virando Amor

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