Resenha: Infinito + Um

06/01/2016


Quando duas pessoas se tornam aliadas improváveis e foras da lei quase sem querer, como podem vencer todos os desafios? 

Bonnie Rae Shelby é uma estrela da música. Ela é rica, linda e incrivelmente famosa. E quer morrer. 

Finn Clyde é um zé-ninguém. Ele é sensível, brilhante e absurdamente cínico. E tudo o que ele quer é uma chance na vida. 

Estranhas circunstâncias juntam o garoto que quer esquecer o passado e a garota que não consegue enfrentar o futuro. Tendo o mundo contra eles, esses dois jovens, tão diferentes um do outro, embarcam numa viagem alucinante que não só vai mudar a vida de ambos, como pode até lhes custar a vida. 

Infinito + um é uma história sobre fama e fortuna, sobre privilégios e injustiças, sobre encontrar um amigo por trás da máscara de um estranho — e sobre descobrir o amor nos lugares mais inusitados.

Finn e Bonnie não poderiam ter se conhecido de uma forma mais estranha, ela na beirada de um ponte querendo pular e ele indo embora para começar uma nova vida em outra cidade. Os dois se conectam quase que instantaneamente, almas atormentadas querendo um pouco de alivio. Buscando liberdade, Bonnie se junta a Finn numa viagem de descobertas. Ela perdeu a sua metade e agora precisa aprender a viver sem a irmã. Finn é um ex-presidiário sem perspectivas nem sonhos. A viagem fica cada vez mais perigosa e atraente, quando ambos não conseguem mais suportar a tensão que vem crescendo. Fuga, perseguição, relatos famosos, morte, amor e autodescoberta são apenas alguns temas que essa narrativa traz para o leitor.

Terá uma parte do Finn durante a narrativa que será uma incógnita pra gente, pois não veremos a estória pelos olhos deles como comento a seguir, mas tem algumas nuances dele que dá para comentar. Ele é o personagem que mais me surpreendeu. Você não espera que um cara que teve uma infância difícil, passou pela cadeia e agora se encontra querendo recomeçar seja um gênio. Isso fica melhor explicado durante o livro quando ele começa a falar sobre teorias matemáticas e a decorar números. Não se preocupem, não é de um jeito chato. A Bonnie já é mais transparente. No momento que a gente olha para ela percebemos que os problemas que ela carrega são graves, mas mesmo assim ela sorri, canta e segue em frente, tentando. A sua força é admirável.

Eu não quero morrer de verdade. (...) Só não estou morrendo de vontade de viver.

A narrativa do livro é feita em terceira e primeira pessoa. Quando é a Bonnie, a narrativa é em primeira pessoa e quando é o Finn em terceira. Sei que a terceira pessoa nos deixa mais inteirado do que acontece no enredo num todo, mas não entendi porque a autora deu voz só parar a Bonnie. Além dessa questão da narrativa, uma outra característica do livro é o tempo. Ele é narrado no presente, com pequenas cenas no passado. Essas cenas envolvem os irmãos de ambos e são muito importantes para entendermos porquê as coisas chegaram aonde chegaram. Vocês vão perceber as semelhanças quando elas forem apresentadas e essas lembranças vão fazer sentido.

O livro permeia por situações e temas complicados. A princípio ele parece ser clichê, mais um livro envolvendo um bad boy e uma menina rica, só que logo nas primeiras páginas isso muda. A Bonnie tem problemas de depressão e a única saída que ela vê é a morte. Quando Finn a salva ela percebe que a vida tem muito mais a oferecer a ela, como amor. Para quem não podê conviver com a família por causa da fama, a visão de mundo fica deturpada. O Finn é uma surpresa incrível. Você pensa que ele é apenas marrento, mas assim que o conhece melhor percebe que ele é um gênio da matemática. As cenas dele na prisão, que na verdade são lembranças, moldaram muito do seu temperamento. Só que no fundo ele tem esperanças de que o tem com a Bonnie o torne uma pessoa melhor. Fiquei chocada com a cena da tatuagem e queria que a autora tivesse explicado depois se ele deixou por isso mesmo ou cobriu o desenho.

Não éramos tão diferentes, Finn e eu. Prisões vêm em muitas cores e formas diferentes. Algumas são duradouras, enquanto outras têm uma porta que bate. Mas algemas de ouro ainda são algemas.

Não sei se a maioria das pessoas conhece a história de Bonnie e Clyde, o famoso casal de criminosos do século 30. A história é verídica, mas dentro da cultura americana virou meio que uma lenda urbana; sempre que tem um casal de ladrões ou assassinos é comparado com Bonnie e Clyde. Seria mais ou menos o nosso Lampião e Maria Bonita. Eu já conhecia a história real dos criminosos, então quando a autora começou a comparar os dois, e o Finn a ter sentimentos ruins quanto a relação dele com a Bonnie, eu imaginei como tudo terminaria. Porém, quem não conhece esses personagens americanos não precisa se preocupar, a autora explica tudo que a gente precisa saber sobre eles com fatos históricos. Inclusive tem uma cena deles visitando o carro que os ladrões famosos foram mortos que tem no youtube.

A Amy Harmon é uma autora que precisamos ficar de olho. Achei que lendo um segundo livro seu, me depararia com semelhanças entre personagens ou enredo, mas isso não aconteceu. São duas estórias diferentes, com temas, personagens, envolvimento.... tudo novo. Isso é um ponto a se considerar, já que a possibilidade é de você sempre ler coisas novas quando se trata dela. Não achei esse livro menos bom do que o anterior como muita gente vem comentando. Acho que eles apresentam envolvimentos diferentes e talvez por isso eu tenha gostado deles de maneira diferente, sem conseguir compara-los. Ainda falta mais dos livros para a editora Verus lançar por aqui e acredito que com o sucesso que os livros vem fazendo isso não vai demorar. Tomara, pois estou louca para devorar tudo que a Harmon escreve.

Eu acredito em Bonnie e Clyde.

*Aguardem a entrevista que o site fez com a autora. =)

Infinito + Um
Amy Harmon
Verus Editora: Twitter/Facebook

2 comentários:

  1. Oi Denise!
    Eu tô louca pra ler esse livro!
    Li 2 livros da Amy e gostei muitíssimo, por isso tô super a fim desse livro!
    Gostei bastante da sua resenha e fiquei mais curiosa, que história é essa da tatuagem? hehehehehehehe
    Minha lista tá meio abarrotada mas vou tentar furar a fila e lê-lo mês que vem

    Bjoooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  2. Olá Denise,

    Esse é mais um livro que fico conhecendo aqui, gostei muito da sinopse e pela sua resenha a história é incrível, dica mais do que anotada....bjs.


    devoradordeletras.blogspot.com.br

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