Resenha Histórica: Retrato do meu Coração

15/01/2016



No passado, a desengonçada Maggie Herbert vivia às turras com os meninos, entre os quais o futuro duque de Rawlings, mas tudo se resumia a provocações e brigas. Agora adultos, eles se reencontram. Porém tudo parece conspirar contra a paixão recém-descoberta. Será que os jovens conseguirão vencer preconceitos - dos outros e os próprios - em nome do amor?

O duque de Rawlings e Maggie sempre foram amigos, mas só foi ela começar a ter formas femininas que Maggie prendeu a atenção do duque. Porém, esse envolvimento não foi a diante, pois uma briga entre os dois o separam por muitos anos. Agora cada um tem a sua vida; o duque ficou famoso por suas proezas e conquistas enquanto servia o exercito e Maggie tenta ganhar a vida como pintora e está noiva. Quando o duque fica sabendo desse pequeno detalhe se abala lá da Índia para resolver essa situação de uma vez por todas. Ele quer que a Maggie admita que o ama desde a época que eles eram jovens, para que agora eles fiquem juntos. Só que ela possui uma bagagem, um noivo francês, e ele também traz uma princesa indiana que fará de tudo para ser a nova duquesa de Rawlings.

O livro é narrado em terceira pessoa acompanhando o duque e a Maggie, mais ela do que ele. A Maggie tem uma personalidade pra frente, e isso fica claro desde criança. Ela não se interessa em aprender a sentar, comer, bordar ou essas coisas que as meninas precisavam aprender para ser uma boa esposa. O que a Maggie deseja é pintar, estudar para ser uma grande pintora e viver disso. Claro que muitos serão contra, mas ela realiza esse sonho e arca com as consequências disso. O duque já tem outras preocupações referentes a se afirmar, e por isso ela vai para o exercito, para ter seu nome reconhecido. Esse personagem não ficou marcado em mim como o homem perfeito como vários outros, pelo contrário. Ele ficou conhecido como o mais bobo, aquele que mais sente do que pensa.

Você tem ideia do quanto é difícil - perguntou ele, com dentes cerrados - pedir em casamento uma garota que acabou de chamá-lo de idiota miserável?


Engraçado que assim que comecei a ler este livro percebi que esse é o segundo da série Rawlings. Não me lembro se tinha percebido isso antes, mas o fato é que ele é a continuação de A rosa do Inverno. Não me lembro nem se eu coloquei isso na outra resenha e de qualquer forma fica o aviso. A pessoa mais atenta do que eu eu, vai perceber que o Edward de A rosa do Inverno é um Rawlings e o duque desse livro também é. Não vou dizer qual é a relação dos dois, mas o Edward e a Pegeen aparecem aqui, mais velhos, e tem até um grande destaque. Em contrapartida, o protagonista desse livro aparece quando criança no outro. Isso interfere muita coisa a ponto de ser preciso ler na ordem? Não. Só esse detalhe liga os dois enredos, então se você não se importar de saber isso, sem problemas.

Um ponto importante da narrativa é que ela dá um salto. Os dois se conhecem quando crianças, passam um longo tempo separados e se reencontram adultos. Quando o livro volta a gente tem relatos do que aconteceu com eles nesse período, o duque foi servir no exercito e a Maggie virou pintora. Essa parte da Maggie ser artista é interessante porque mostra o preconceito que era na época a mulher ter uma profissão e querer viver disso. O pai não aceita e ela acaba vivendo de favores por um tempo. O livro traz também o preconceito contra estrangeiros, vai ter uma indiana apaixonada pelo duque que vai dar o que falar nas rodas londrinas, e um mistério. O duque passa a sofrer alguns atentados e só lá para o fim do livro descobrimos quem está por trás disso.

Os livros da Patricia são mais sensuais do que eróticos e com esse não é diferente. A autora prioriza o romance no enredo, a sedução, e quando as vias de fato acontecem ela é pouco detalhista. Talvez seja por isso que vira e mexe eu gosto de ler ela entre as minhas leituras rotineiras. O livro é divertido, traz elementos que não deixam o foco ficar só no romance, e a leitura passa rapidinho. Não consigo ter um livro favorito da autora, como não consigo recomendar um sem citar os outros. Todos os que eu li foram bons e me proporcionaram um ótimo entretenimento. A Meg, como Patrica, não tem como errar, pelo menos para mim, por isso que esse também vai para a lista de romances históricos recomendado.

Ela era mesmo incrível, sua Maggie. Aonde exatamente ela pensava que ia? Não havia lugar algum sobre a Terra para onde Maggie pudesse fugir dele. Ele a seguiria até o inferno se precisasse.

Retrato do Meu Coração - Rawlings # 2
Patricia Cabot
Editora Record: Twitter/Facebook

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