Cine Cult: Joy - O nome do sucesso

20/01/2016

Joy - O nome do Sucesso | Nota: ★★★★★ | Lançamento em 21 de janeiro de 2016
Texto: Lucas Simões | Revisão: Jonathan Humberto 


Esse filme só por ter Jennifer Lawrence já levaria cinco estrelas, na humilde opinião deste crítico, porque ela é linda. Ela parece uma estátua de mármore grega que ganhou vida, entendeu? Perfeita demais. Mas então, se você prestar atenção você pode acabar percebendo eventualmente que ao redor de Jennifer Lawrence tem um filme, uma história. A história fala sobre Joy (Jennifer Lawrence) que desde criança sempre foi inventiva, até um dia onde sua habilidade fora confrontada numa briga de família e daí em diante ela reprimiu essa habilidade.

Seguindo sem explorar seu talento, Joy cresce e se torna a mulher mais linda de todos os tempos pra sempre mesmo depois de um casamento falido e dois filhos. Agora ao invés de usar sua habilidade inventiva para criar coisas ou consertar coisas, ela vai dia a dia consertando os problemas irrelevantes de seus familiares, e eles sempre quebram de novo. Após chegar ao fundo do poço financeiramente sua mente inventiva resgata sua habilidade abandonada na infância e ela inventa algo. O que ela inventa? Assista o filme, bem, quer dizer assista a Jennifer aí o resto você dá uma olhada de relance assim.


Os filmes de David O. Russel são muito bons pelo fato de tratarem pessoas humanas, pessoas no fundo do poço, pessoas perdidas, pessoas extremamente reais e constantes. Não é esses filmecos de algodão doce que já começa com musiquinha feliz, e os malvados se dão mal e os bonzinhos se dão bem depois de se beijarem de cabeça pra baixo no aeroporto na chuva em Paris. Uma coisa ótima nesse filme é que em momento algum se ficam alfinetando os papéis sociais dos homens ou das mulheres, e não fica no ar aquele pedantismo de bandeiras totalmente desnecessário. Esse filme não é feminista, nem machista, é um filme, ponto. Isso é lindo.

Outra beleza dos filmes de David O. Russel é essa facilidade tremenda de se identificar com o protagonista, como a verdade da personagem te alcança de maneiras tão intensas. Joy é específica e universal. O trabalho de atores é magnífico, os personagens se destacam individualmente e possuem cada um seu próprio brilho. Uma personagem irritou, Mimi (Diane Ladd), a avó de Joy, primeiro porque ela por alguma razão narra a história, ela por alguma razão é a voz de alguma coisa, e por alguma razão os conselhos de vitrola que ela dá (você é uma mulher forte e inteligente e etc, aí amanhã repete a mesma ladainha e “nossa estou ajudando muito minha neta”) devem convencer alguém que ela é uma figura de sabedoria. SPOILER (Mimi morre no filme, e este crítico ama o fato que ela morre) SPOILER apenas pelo fato que Mimi não é uma personagem forte, é irritante, mal aparece no filme e nunca faz nada concreto pra de fato ajudar Joy.

Mimi não tem papel transformador e nem motiva. David O. Russel provavelmente colocou ela pra narrar o filme porque senão ninguém ia lembrar da personagem, ninguém. Um filme que tem uma mulher linda que interpreta uma personagem maravilhosa que tem uma avó inútil. Não, eu não sinto muito. Imperdível!




2 comentários:

  1. Quero muito assistir esse filme! Também adoro a Jennifer Lawrence e gostei de todos os filmes dela que assisti.

    Um abraço!
    www.meuslivrosesonhos.blogspot.com.br

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  2. Assisto uns vlogs diários e eles comentaram sobre esse filme. Acho que se fosse outra atriz, não teria tanta vontade de assistir, mas esse aí eu quero. Se não no cinema, depois.

    Clara
    @clarabsantos
    clarabeatrizsantos.blogspot.com.br

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