Resenha Histórica: Um perfeito Cavalheiro - Os Bridgertons #3

04/11/2015


Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. 

No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. 

Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

A história é narrada em terceira pessoa e começa com Sophie, ainda muito pequena, sendo deixada nos degraus da porta do conde de Penwood. Sophie vai crescendo sabendo que é uma bastarda, mas é munida de educação e algumas regalias até a chegada de sua nova madrasta, Aramita, e suas duas filhas, Rosamund e Posy. Não muito tempo depois, o conde de Penwood morre e, aproveitando-se da situação, Aramita faz de Sophie gato e sapato, dando a ela tarefas pesadas, como se Sophie fosse uma empregada.

Tudo que Sophie deseja é viver uma vida de princesa por um dia e, quando fica sabendo sobre o convite para uma festa a fantasia na casa dos Bridgertons, ela têm a ajuda de sua governanta para escapulir e viver seu sonho por um dia. Assim que Benedict a vê, sem perder tempo, ele a leva para o terraço e lá eles descobrem um sentimento mútuo e mágico, até que, ao badalar da meia-noite, Sophie é obrigada a sair correndo e voltar para casa antes que sua madrasta a pegue e descubra que ela esteve na festa. Tudo que Benedict consegue da misteriosa mulher mascarada é uma luva. Então ele passa a tentar encontrar a mulher que roubou seu coração numa única noite.

– Está noite estou transformada – sussurrou ela. – Amanhã, eu desaparecerei. Benedict a puxou para perto e deu um beijo breve e suave na sobrancelha dela. 
– Então teremos que fazer uma vida inteira caber nesta noite.

Sophie é uma personagem determinada, mas muito doce e amorosa. Há um equilíbrio entre sua bondade e força, pois Sophie não chega a ser irritante com sua teimosia, mas também não chega a ser boba por conta de seu jeito meigo. Benedict, em minha opinião se comparado com os mocinhos anteriores é realmente o mais cavalheiro o mais amoroso. Não posso dizer que eu tenha achado que ele é um perfeito cavalheiro, porque algumas coisas que ele fez pra mim não condizem muito com um “perfeito cavalheiro”, mas ainda digo que ele é o mais educado até agora. É bem claro que o livro tem um quê de Cinderela, mas, ainda assim, também tem uma história muito própria. Sou apaixonada pelos livros da Julia Quinn, e posso dizer que Um Perfeito Cavalheiro não me decepcionou.

É uma história mais suave com relação às outras no quesito hot, pois as coisas só vão acontecer bem mais pra frente e isso foi um ponto a mais (seis estrelas) pra eu ter amado o livro. Ela soube trabalhar bem toda a situação e isso só me fez admirá-la ainda mais. Bem, eu amos os diálogos rápidos, inteligentes e desafiadores entre os personagens; amo essa áurea mais família que Julia Quinn dá aos seus livros; amo seu toque de humor e, acima de tudo, eu amo o romance meloso e doce que há entre o casal. Julia é aquela autora que consegue transformar o clichê em algo maravilhoso. Impossível não se render a narrativa dela.

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Julia Quinn
Editora Arqueiro: Twitter/Facebook


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