Resenha: O despertar do Príncipe - Deuses do Egito #1

07/10/2015


Quando a jovem de dezessete anos, Lilliana Young, entra no Museu Metropolitano de Arte certa manhã, durante as férias de primavera, a última coisa que esperava encontrar é um príncipe egípcio ao vivo com poderes divinos, que teria despertado após mil anos de mumificação.E ela realmente não poderia imaginar ser escolhida para ajudá-lo em uma jornada épica que irá levá-los por todo globo para encontrar seus irmãos e completar uma grande cerimônia que salvará a humanidade.Mas o destino tem tomado conta de Lily, e ela, juntamente com seu príncipe sol, Amon, deverá viajar para o Vale dos Reis, despertar seus irmãos e impedir um mal em forma de um deus chamado Seth, de dominar o mundo.

Lilliana sempre foi um menina comedida, que segue a risca as orientações dos pais. Ela nunca tinha sentido a necessidade de mudar, e nem de questionar todos os planos que os pais fizeram para ela desde sempre. Isso muda, quando em uma tarde no museu, ela se depara com uma múmia virando homem. A múmia em questão é Amon, que a muitos anos teve sua vida determinada pelos deuses e agora precisa da ajuda de Lilliana para cumprir o que a cada mil anos ele precisa fazer. No começo, Lily, como Amon gosta de chamá-la, é forçada a ajudá-lo, mas quando ela vê que essa nova experiência a está transformando em uma pessoa diferente, corajosa e livre, ela desencana e aproveita. O que os dois não esperavam era que o amor nasceria entre eles. Ora, é uma humana e uma múmia no fim das contas.

Quando esse livro estava para ser lançado, muita gente que leu a sinopse achou parecida com a série anterior da autora. Eu também achei e confirmei em partes essa questão. O que é mais significativo que parece com a série anterior são os protagonistas masculinos. Tanto o Amon, quanto o Ren são seres sobrenaturais, utilizam nomes em outra língua para chamarem as meninas, precisam delas para que algo grandioso seja feito. Eu me lembrei muito do Ren lendo o Amon também na personalidade, eles tem um senso de honra muito forte e se sacrificam fácil pelas pessoas. O que também se parece com a outra série é que a forma como a autora escreve, é como se você estivesse tendo uma aula sobre mitologia egípcia. São vários contos e detalhes que o livro apresenta, e isso enriquece ainda mais o enredo.

O símbolo é um sinal da proteção do deus do sol e um lembrete: quando somos privados de tudo aquilo que valorizamos, finalmente conseguimos ver a verdade.


Outros dois pontos que lembram a série anterior é fato deles terem que quebrar uma maldição. Em O despertar do príncipe é um pouco diferente, mas os príncipes precisam concluir uma tarefa para que o mal não reine na Terra. Então eles tem que seguir pistas para que isso seja feito. O personagem Kadam de A maldição do tigre, aparece aqui como grão-vizir. Existem outros detalhes parecidos, mas eu, de forma alguma, estou falando que não gostei do livro. Mas com certeza não dá para negar que os enredos tem semelhanças. Só que eles também têm as suas diferenças e que compensam a leitura. Com este livro estamos conhecido uma cultura nova, a do Egito. Eu sempre dou uma atenção especial para o Egito por ter uma curiosidade antiga por ele, tá mais para fascínio mesmo.

O que me impactou mais nessa questão da diferença foram as protagonistas femininas, não dá nem para comparar. Enquanto uma era determinada, mas tímida e recatada, a Lily é oprimida e quando tem a oportunidade de sair das amarras de casa, vira outra pessoa; mais destemida, forte e corajosa. Tem momentos que ela fala o que quer e que parte para cima do Amon. A Kelsey se resguardava mais nessa questão do amor, ela pensava demais, a Lily não, ela quer aproveitar a oportunidade de ser feliz e livre pela primeira vez. Como eu disse, o Ren e o Amon são parecidos, mas se você ainda não conhece o Ren, ai vai uma pequena amostra. Eles são lindos, encantadores, envolventes, se sacrificam pelos outros e tem corações enormes. Resumindo, o que 90% das mulheres desejam.

Você é bela como um botão de flor beijado pelo orvalho de uma manhã dourada. Quando sinto o seu cheiro, o sabor do sol, da vida e da esperança me preenche. Você é muito mais do que bonita. Você é... a tentação em pessoa.


Sobre os outros dois príncipes. Eu tinha a impressão de que teria algum triângulo amoroso como na outra série, mas não, não tem nada parecido com isso. Os outros príncipes são importantes para que o ritual que o Amon faz de mil em mil anos seja realizado. O destaque não é tão grande assim, pelo menos no primeiro livro, mas eu espero que a autora dê mais atenção para eles nos próximos. O enredo além de ser uma imersão na mitologia egípcia tem romance, muita ação, e um vilão que ainda não foi lhe dado muitas características físicas. Sabemos apenas, que como todo o vilão, ele quer dominar o mundo. A estória apela muito para a imaginação, mas como a autora preparou o terreno direitinho, não tive dificuldade em, por exemplo, imaginar um homem virando pássaro.

Eu já imaginava como o livro fosse terminar, mas eu estava errada. Por ser uma trilogia, eu pensei que em cada livro um príncipe seria despertado, só que não foi isso que aconteceu. Esse final não é triste, mas também não é feliz e eu imagino que só no final, mesmo, é que tudo vai se ajeitar do jeito que a gente gosta. Por mais que tenham semelhanças, e diferenças, eu não consigo não gostar dos livros da Colleen. Eu viajo com eles e aprendo, vejo referências e pesquiso sobre elas depois, com os dois aconteceu isso. É difícil dizer que se alguém não gostou da série anterior, gostará desse. O que posso confirmar com certeza é que se você gostou, vai gostar desse também. O único problema é esperar um ano para o próximo da série.

Amon tinha dois lados, ambos gravados na mesma sólida moeda. As duas versões eram poderosas, belas e autoritárias, mas o Amon homem, que era vulnerável e duvidada de si mesmo, que ansiava por sentir um vínculo com outras pessoas, era o que mais me atraia.

www.seja-cult.comO Despertar do Príncipe - Deuses do Egito # 1
Colleen Houck
Editora Arqueiro: Twitter/Facebook

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