Resenha: A Escolha

12/10/2015


A Seleção mudou a vida de trinta e cinco meninas para sempre. E agora, chegou a hora de uma ser escolhida. America nunca sonhou que iria encontrar-se em qualquer lugar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que a competição se aproxima de seu final e as ameaças de fora das paredes do palácio se tornam mais perigosas, América percebe o quanto ela tem a perder e quanto ela terá que lutar para o futuro que ela quer. Desde a primeira página da seleção, este best-seller #1 do New York Times capturou os corações dos leitores e os levou em uma viagem cativante... 

Agora, em A Escolha, Kiera Cass oferece uma conclusão satisfatória e inesquecível, que vai manter os leitores suspirando sobre este eletrizante conto de fadas muito depois que a última página for virada.

Antes de mais nada, se você não conhece a trilogia sugiro que não leia as resenhas do livro dois e deste, apenas do primeiro. Como sempre, não vou falar sobre o final, mas pode ser que você perceba o que vai acontecer com o modo de eu contar. Então vamos lá ao final da trilogia e a escolha da rainha de Illéa. Em A Escolha só temos três meninas disputando a coroa e o coração do príncipe Maxon e desde o começo, o príncipe nunca escondeu a sua predileção pela America. Só que agora, o coração dele também está pendendo para as outras participantes, pois a que ele deseja está em cima do muro. America está cada vez mais decidida de que quer Maxon, mas Aspen ainda aparece em seus pensamentos e o peso de ser a próxima rainha a fazem balançar nessa decisão.

Neste último livro a America alcança o ápice de indecisão. Me lembro de ter reclamado sobre isso em A Elite e aqui ela só toma uma decisão definitiva depois da metade do enredo. É preciso levar em conta que ela está no meio de uma guerra, dos rebeldes contra a nobreza, e que a responsabilidade de ser a pessoa que vai viver no meio desse conflito pesa nos ombros dela. Dá a impressão de que ela fica mais indecisa entre escolher o Maxon e tudo o que envolve ser a princesa, ou continuar a vida que ela tinha. Não é entre o Aspen e o Maxon que ela não sabe escolher, é entre quem ela foi a vida toda e quem ela pode ser. A narrativa continua sendo pelos olhos da America e os personagens são praticamente os mesmos nos três livros, a diferença é aqui aparecem alguns rebeldes.


Sobre Maxon e Aspen. Nunca escondi que a minha predileção sempre foi, e continuará sendo para todo o sempre, pelo Aspen. Admiti também que eu entendo a razão das pessoas gostarem do príncipe e não é que eu desgoste dele, só gosto mais do Aspen e isso não mudou com o final do livro. O final do Aspen me deixou chateada pelas qualidades que a autora deu à ele durante os três livros e que mudaram apenas no final. É como se a autora quisesse criar dois personagens incríveis para todo mundo se apaixonar, e depois não soubesse como fazer a protagonista escolher um deles. O caminho que ela tomou foi o Aspen parecer desleal, isso no sentido dele sempre amar a America, ficar ao lado dela e dai, no final, optar por não estar mais. Não foi nem a America que, de fato, escolheu um ou outro, o Aspen pulou fora no meio disso.

Outro ponto que eu não gostei, e dai tirei uma estrela do livro, foi o final. A autora teve várias páginas para finalizar o enredo e correu com tudo nas páginas finais. São cenas que fecham situações e que precisavam de um pouco mais de atenção. Não é que não dê para entender, é só que faltou mais animação, inspiração. Foi apenas pá, pum! Nada me tira da cabeça que a autora já tinha intenção de escrever mais livros depois desse último, porque a última cena é a escolha da princesa e acabou. Não tem nem um pouco o depois do felizes para sempre, o que já me falaram, ter um pouco no livro A Herdeira. Isso é apenas uma observação, já que a autora escreveu quem o Maxon escolhe aqui. Claro que todas nós já sabemos disso desde o livro um, enfim.

Não desejar a coroa talvez a torne a melhor pessoa para usá-la.


Mas não só de impressões ruins vive A Escolha. A questão dos rebeldes que lutam pelo fim das castas foi algo que eu gostei muito. A autora se preocupou com o romance, mas também com a distopia que fez seu livro ser um dos ótimos no gênero. Tem o governo opressor, as pessoas que não concordam e lutam por isso, um símbolo para a revolução e muita morte. As capas e sinopses podem passar a ideia de que essa trilogia é só romance, mas quando lemos o segundo entendemos que a autora quer trazer algo atual, ou que pode vir a acontecer, ninguém sabe, para a sua série de ficção. É até surpreendente que, durante a narrativa, isso às vezes se sobreponha ao romance, mas a mim não desagradou em nenhum momento, pelo contrário, foi sinal de que a protagonista não esqueceu suas raízes e sabia que pela sua posição poderia fazer a diferença.

No balanço final essa trilogia inicial é apaixonante; tem sim os seus problemas, mas me conquistou desde o primeiro. É engraçado que mesmo eu não torcendo para o Maxon, acompanhei tudo sem nenhum problema e entendo que para a proposta do enredo as coisas tinham que terminar dessa forma. A America foi uma protagonista que eu gostei desde o começo, não achei ela irritante e chata como alguns, foi bem o oposto disso, achei ela bem humana e condizente com o que era apresentado na narrativa. Não senti necessidade de ter outros livros, mas como eles são spin-off e vão continuar trabalhando com essa questão de príncipes e princesas, que vamos combinar, mexe com a cabeça de qualquer mulher, eu quero muito acompanhar.

É só que, quando estamos juntos, sinto que sou America. Não uma casta ou parte de um plano. Também não o vejo como alguém distante. Ele é apenas ele, e eu sou apenas eu.

www.seja-cult.comA Escolha
Kiera Cass
Editora Seguinte: Twitter/Facebook


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.