Resenha: Zac & Mia

28/09/2015


A última pessoa que Zac esperava encontrar em seu quarto de hospital era uma garota como Mia - bonita, irritante, mal-humorada e com um gosto musical duvidoso. No mundo real, ele nunca poderia ser amigo de uma pessoa como ela. Mas no hospital as regras são diferentes. Uma batida na parede do seu quarto se transforma em uma amizade surpreendente. 

Será que Mia precisa de Zac? Será que Zac precisa de Mia? Será que eles precisam tanto um do outro? Contada sob a perspectiva de ambos, Zac e Mia é a história tocante de dois adolescentes comuns em circunstâncias extraordinárias. 

Zac é um jovem que sofre de leucemia e está à espera da operação de medula. Nesse meio tempo, enquanto vai tentando levar a vida do melhor modo possível, tendo sua mãe sempre ao seu lado, uma novata aparece e ele logo sente certa curiosidade por ela. O primeiro dia dela no hospital é um tanto conturbado, e sua vizinha Mia se mostra uma garota bastante rebelde, cheia de conflitos com a mãe, além de possuir um péssimo gosto para música. Tentando se comunicar, Zac começa a dar batidinhas na parede as quais ela acaba correspondendo. Então vêm os bilhetinhos, mais batidinhas e ela logo o adiciona no facebook e ambos começam a traçar uma amizade.

Sob uma perspectiva bem humorada, e sem se deixar abater, ele conduz Mia para as estatísticas mais positivas de sua doença, mostrando a ela que, afinal, tudo ficará bem.O livro é divido em três partes. A primeira parte é narrada por Zac. Apesar de sua doença, ele é um garoto que mesmo acreditando não ter tantas chances de vida, não desiste, com um jeito simples, doce e humilde e sempre com um ótimo astral, ele está sempre mais preocupado com os outros do que consigo mesmo. Mia aparece em sua narrativa como uma garota bonita, alguém que, ele tem certeza, jamais lhe daria chance por ser uma garota tão popular na escola, mas que, no fundo, é uma pessoa incrível.

A segunda parte é narrada pelos dois. Zac conta um pouco de sua rotina depois do transplante e Mia vai narrando sua revolta por achar que não possui mais a beleza que antes possuía; pelas dificuldades que enfrenta por sua cirurgia, tendo de usar muletas; por seu namorado não mais desejá-la e sua fuga do mudo, de todos que conhece. Por fim, a terceira parte é narrada apenas pela Mia e vemos uma boa mudança na personagem.


Não é difícil se apaixonar pelo Zac. Ele é realmente um personagem cativante e não há como você não sentir a força dele, o amor que ele nutre pela família e o desejo que tem de ajudar a todos. Já a Mia, nas primeiras partes do livro é um tanto difícil gostar dela. Eu mesmo compreendendo sua dificuldade, ainda mais por tudo que é nos apresentado, já que o meio em que ela vivia era muito mais festivo, muito mais de aparências do que familiar como a do Zac, ainda assim levei um tempo pra realmente gostar dela. Mas, conforme vamos avançando à leitura, vemos uma Mia diferente, com seus medos e defeitos, ela amadurece e, em vez de precisar de força, ela se torna a força.

Zac e Mia é um livro jovem, trabalha os sentimentos e as dificuldades que a doença gera de um modo leve, mas que te toca do mesmo modo. A leitura é fluida, a diagramação do livro está muito bonita. Já tinha lido um livro com esse tema, mas a narrativa era um pouco mais madura, então foi uma surpresa ter um contato com essa narrativa mais jovem, mais adolescente. Mas isso não me tirou o prazer da leitura, a surpresa foi agradável e eu gostei bastante e indico com certeza.

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A.J. Betts
Editora Novo Conceito: Twitter/Facebook

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