Cine Cult: Shaun, o Carneiro

07/09/2015

Shaun, o Carneiro | Nota ★★★★ (Ótimo) | Estreou em 03 de Setembro de 2015
Texto: Lucas Simões | Revisão: Kamila Wozniak


Dos estúdios Aardman, criadores de clássicos da animação como Fuga das Galinhas (2000), chega o filme do carneiro que faz crianças rirem há quase uma década. A animação fala sobre Shaun e seus companheiros carneiros que resolvem tirar um dia de folga após sua relação com seu amado dono, O fazendeiro, se tornar algo sem amor nenhum. Os carneiros porém são tão atrapalhados que só conseguem causar confusão onde quer que estejam. Ao tentar se livrarem do fazendeiro e do cão, que prendem os carneiros na horrível rotina, por um dia para ter uma folga, eles acabam causando amnésia no dono e o jogando na cidade grande.

Os carneiros e o cão, antes rivais naturais, agora precisam unir forças para achar seu amado criador e o trazer de volta. Para atrapalhar a busca deles na cidade grande, está o controle de animais representado por um homem vaidoso e malvado que persegue Shaun e seus amigos sem cansar, chamado Trumper. O fazendeiro após perder a memória, refaz sua vida na cidade grande e não reconhece seus amigos animais que criou desde pequenos, que o consideram como um pai, e esse é um choque para Shaun e os outros. Logo após, eles descobrem que ele sofreu amnésia e a única solução para eles é levar o dono de volta para sua fazenda.


A narrativa não inova em nada, não mostra nada que já não tenha aparecido em outras animações, ganha só na originalidade dos personagens. O elemento da natureza em contraste com a cidade grande aliado à amnésia do fazendeiro parece fazer uma analogia à transição para a vida adulta, com a perda da inocência e o esquecimento das coisas que importam. Transmite também que mesmo que uma nova vida permita novos caminhos, não podemos esquecer de onde viemos, nem os laços criados no passado. Nesse ponto o roteiro consegue ser claro e emotivo o suficiente em sua mensagem, apesar dos recursos narrativos serem clichês.

 O ambiente rural é recorrente em animações dos estúdios Aardman, como Fuga das Galinhas (2000) e Wallace and Gromit – A Batalha dos Vegetais (2005), e certamente busca enfatizar um elemento de pureza e permite criar ambientes mais agradáveis para um público infantil. A animação em stop-motion é algo perto de fenomenal, criando personagens críveis e encantadores que conseguem ser expressivos e contar uma história sem necessidade de diálogos. No meio de tantas animações em CGI ou em 2D tanto na televisão quanto no cinema é um prato cheio poder assistir um filme assim.

Boa história, boas risadas, ótimos personagens. Recomendado.



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