Resenha Hot: A voz do Arqueiro - Signos do Amor #4

28/08/2015


Cada livro da coleção Signos do Amor é inspirado nas características de um signo do Zodíaco. Baseado na mitologia de Sagitário, A voz do arqueiro é uma história sobre o poder transformador do amor.

Bree Prescott quer deixar para trás seu passado de sofrimentos e precisa de um lugar para recomeçar. Quando chega à pequena Pelion, no estado do Maine, ela se encanta pela cidade e decide ficar. Logo seu caminho se cruza com o de Archer Hale, um rapaz mudo, de olhos profundos e músculos bem definidos, que se esconde atrás de uma aparência selvagem e parece invisível para todos do lugar. Intrigada pelo jovem, Bree se empenha em romper seu mundo de silêncio para descobrir quem ele é e que mistérios esconde.

Alternando o ponto de vista dos dois personagens, Mia Sheridan fala de um amor que incendeia e transforma vidas. De um lado, a história de uma mulher presa à lembrança de uma noite terrível. Do outro, a trajetória de um homem que convive silenciosamente com uma ferida profunda. Archer pode ser a chave para a libertação de Bree e ela, a mulher que o ajudará a encontrar a própria voz. Juntos, os dois lutam para esquecer as marcas da violência e compreender muito mais do que as palavras poderiam expressar.

Assim que se conhecem a atenção de Bree é despertada pelo jovem recluso que não consegue nem olhar direito para ela. As pessoas são evasivas em relação a ele: é mudo, não deve bater bem da bola, não interage com ninguém. Só que isso aumenta ainda mais a sua curiosidade. Como sabe linguagem de sinais, ela se arrisca e começa a quebrar os muros que Archer construiu. Ele é muito inteligente, trabalha com serviços braçais e tem um corpo espetacular e isso é só um pouco do que ela descobre. Como uma criança, Archer não sabe o que fazer com uma pessoa como a Bree, uma menina. Ela está em todo lugar e desperta sentimentos nele, que ele não tem ninguém para conversar sobre. Aos poucos, o que começa como uma amizade, se torna a razão que pode salvar os dois de uma vida de solidão e sofrimento.

Os dois narram o livro, mas a Bree aparece mais do que o Archer. Ela é uma personagem que oscila muito durante a narrativa, tendo momentos fortes e fracos. A Bree sofreu uma perda e passou por um momento complicado e quando chega na cidadezinha ela precisa aprender a se virar, a ter o controle da sua vida novamente. Quando ela conhece o Archer meio que bate um reconhecimento, porque ele também é sozinho, também passou por algum tipo de trauma que ela não sabe. Só que ele é mais recluso, tímido, medroso, não sabe se comunicar com as pessoas por causa da deficiência e vê na Bree uma luz no meio de toda a sombra que é vida dele. Mais importante do que falar sobre o físico dele, que como vocês podem imaginar é de tirar o fôlego, o que importa é o coração imenso que ele têm.

Os olhos dele me diziam tudo o que a voz não poderia dizer. Dissemos mil palavras sem que nenhuma delas fosse pronunciada.


A primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro foi o fato do protagonista ser mudo. Quem acompanha as minhas resenhas sabe que eu gosto de livros onde algum personagem tem algum tipo de deficiência, por achar que esse tipo de tema traz boas estórias e aprendizado. O Archer não nasceu mudo, e no livro descobrimos como isso isso se desenrolou, e quando isso aconteceu ele era muito novo e acabou ficando sozinho. O resultado foi a reclusão e a falta de tato em lidar com pessoas, qualquer uma. Quando leio livros assim a afirmação de que ninguém é uma ilha, ou todo ser humano nasceu para viver em sociedade, se comprova. O personagem tem uma solidão, e ao mesmo tempo carência, muito grande o que resulta na parte triste e dramática do livro.

A carga dramática é bastante interessante, pois os dois personagens sofreram algum tipo de trauma, o Archer eu acredito ser um pouco mais sofrido. Os dois também guardam segredos e o da Bree descobrimos primeiro e o do Archer mais para o final. O drama vem na forma de reflexão, com o protagonista aprendendo a lidar com a deficiência e se sentindo capaz. Como ele viveu sozinho por muito tempo, não sabe lidar com a rejeição e o fato das pessoas questionarem a sua deficiência. Ele se acha incapaz de despertar afeto e se relacionar com outras pessoas. A Bree tem um tipo diferente de problema, mais como stress pós-traumático, mas os dois aprendem a viver com esses problemas e essa é a lição que o livro deixa para mim.

Coisas ruins não acontecem com as pessoas porque elas merecem. Não é assim que funciona. É só... a vida. E não importa quem somos, temos que lidar com a sorte que nos cabe, por mais terrível que ela possa ser... E tentar acreditar que talvez mais luz brilha por trás daqueles que têm as maiores rachaduras.


O romance entre os dois é muito bonitinho, para não dizer fofo. Pode parecer um pouco pegajoso, mas é preciso lembrar que o Archer cresceu sem o apoio de ninguém, sem que uma pessoa explicasse questões básicas de como funciona um relacionamento ou sem que ele tivesse essas experiências. Quando a Bree aparece ele lida com fatos que são normais pra gente e para ele é algo novo e diferente. Isso também vale para as cenas hots, que são muitas e detalhadas. Novamente, o Archer é como um adolescente descobrindo seu corpo e a sexualidade e nisso já dá para imaginar como vai ser a euforia. Geralmente eu gosto de livros mais sensuais que eróticos, mas com esse eu achei que combinou as várias cenas com o fato do protagonista nunca ter se relacionado com uma mulher, e foi tudo mais carinhoso e trabalhado, nada vulgar nem coisa do tipo.

Se vocês repararam no título da resenha, eu coloquei que esse é o quarto livro da série e é assim mesmo. Pesquisando no skoob e em sites que já resenharam os livros, descobri que os três primeiros são sobre um casal apenas. E este, o quarto, sobre um casal diferente. Quando li a prova do próximo que vem no fim da obra uma surpresa, é o livro um da série. Não faço ideia do porquê a editora lançou esse antes, mas saibam que os próximos livros serão sobre um único casal. Cada livro sobre um signo sugere que teremos uma série bem longa, já que são doze signos do zodíaco. Esse primeiro me agradou bastante; gostei dos personagens, da dramaticidade deles, das cenas eróticas e de que aparentemente ele não têm relação nenhuma com os próximos, como se fosse livro único.

Acho que amor é um conceito, e cada pessoa tem uma palavra única para descrever em que o sentimento se resume para ela. A minha palavra para amor é Bree.

www.seja-cult.comA Voz do Arqueiro
Mia Sheridan
Editora Arqueiro: Twitter/Facebook

Um comentário:

  1. No goodreads tá o maior hype pra esse livro... Não imaginava essa deficiência do Archer. É bem interessante.
    Sobre a editora ter lançado esse primeiro, deve ser porque a história do outro casal deve passar depois dessa. Uma hipótese hahahha
    Beijos
    http://balaiodebabados.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.