Resenha: A Curiosidade

10/08/2015


A cientista Kate Philo e sua equipe em um projeto revolucionário de criogenia fazem uma descoberta impressionante no Ártico: o corpo de um homem enterrado no gelo. O ambicioso chefe do projeto ordena que o homem seja levado para o laboratório, em Boston, e reanimado — o que é feito com sucesso. À medida que o homem começa a recuperar a memória, a equipe descobre que ele foi — ou melhor, é — Jeremiah Rice, um juiz, e a última coisa de que ele se lembra é a queda no oceano Ártico em 1906.

Unidos por circunstâncias além de seu controle, Kate e Jeremiah se tornam próximos. Mas o tempo está passando, e Jeremiah percebe que sua vida está mais uma vez em risco. Muito em breve Kate deverá decidir até onde está disposta a ir para proteger o homem que aprendeu a amar.

A curiosidade é um thriller emocionante, comovente e original que levanta questões perturbadoras sobre a natureza da vida e da humanidade.

Após a cientista Kate Philo e sua equipe descobrir, no Ático, o corpo de um homem congelado, eles dão início a um projeto para dar processo de descongelamento a esse corpo. A partir daí começa a se desenrolar a trama de A Curiosidade. O livro é dividido em cinco partes, e é narrado por diferentes personagens. Uma parte é narrada pela Kate, que mostra seu ponto de vista de um modo mais humano, e mais doce do que os outros personagens, afinal, ela acaba se apaixonando pelo homem descongelado, o juiz Jeremiah Rice, que se lembra do incidente com ele tendo acontecido em 1906.

A outra narrativa se dá pelo jornalista Daniel Dixon, que está encarregado de escrever sobre o projeto, a qual foi denominado como Lazaro, por conta do Lazaro da Bíblia que foi ressuscitado depois de morto. Não foi um personagem que me conquistou, pois o achei bastante safado, em todas as suas aparições ele sempre tinha algum “gracejo” sobre as mulheres, reparando nelas como se fossem objetos. E, finalmente, temos Erastus Carthage, um cientista ambicioso, que só pensa em lucro e fama, um personagem genial de tão detestável que é.

A Curiosidade é um livro muito bem escrito. Eu não posso dizer que tenha apreciado, mas isso é muito mais por uma questão de gosto, pelo fato de não ser muito interessada na parte cientifica da estória, pois o autor é bastante detalhista em explicar o processo cientifico de tudo que está acontecendo, o pensamento de cada personagem sobre essas questões.


Vi bastante gente reclamar do romance e taxar a Dra. Philo como uma cientista meio fraca, apesar de no livro ela ser descrita como brilhante, pelo menos no início. Eu, porém, como amo um bom romance, confesso que gostei bastante e admito que ás vezes tinha vontade de pular as outras partes e ler somente as dela. Fiquei encantada pelo juiz Jeremiah Rice, sua personalidade e penso que ele e a doutora foram um dos poucos personagens que me cativaram. Talvez, como eu disse, seja mais por uma questão de gosto, porque não curto tanto o gênero.

A capa do livro é linda, por dentro o detalhe nos capítulos muito fofo, as letras são pequenas, porém não tanto que atrapalhem a leitura. Enfim, não digo que quem ama ficção cientifica irá amar o livro, nem vice-versa, porque há uma grande mistura nessa obra e nela temos os vários elementos, então tudo que posso sugerir é que vocês leiam e tirem suas próprias conclusões, pois vocês podem se surpreender de um modo bastante positivo. Em geral, é uma boa narrativa e a história não deixa de ser interessante.

Sou a mera personificação da vontade coletiva, um sinal do desejo da nossa espécie de continuar, uma manifestação de determinação ao longo de um século.
https://www.facebook.com/literaturadeepoca?fref=ts
A Curiosidade
Stephen P. Kiernan
Editora Verus: Twitter/Facebook

Um comentário:

  1. Oi, Naiara! Oi, Denise!

    Ainda não conhecia este livro, parece ser bem interessante e instigante. Fiquei curiosa para saber como a relação entre a doutora e o juiz se desenvolve.
    Ótima resenha!

    Beijocas.
    http://artesaliteraria.blogspot.com.br

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.