Resenha: Cidade de Vidro - Instrumentos Mortais #3

22/08/2015


Clary está à procura de uma poção para salvar a vida de sua mãe. Para isso, ela deve viajar até a Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras, criando um portal sozinha. Só mais uma prova de que seus poderes estão mais sofisticados a cada dia. Para Clary, o perigo que isso representa é tão ou menos assustador quanto o fato de que Jace não a quer por perto. Mas nem o fora de Jace nem estar quebrando as regras irão afastá-la de seu objetivo: encontrar Ragnor Fell, o feiticeiro que pode ajudá-la a curar a mãe.

A minha intenção com Cidade de Vidro era ler um tempinho depois de Cidade das Cinzas, mas eu não consegui, li logo depois. Esta resenha, porém, está saindo um bom tempo depois da leitura; acabou que eu me perdi nas minhas organizações e só agora vou comentar com vocês o que achei do livro que originalmente fecharia a série Instrumentos Mortais. Um aviso antes, não vou dar spoiler sobre o que achei do enredo, mas na sinopse você vai pegar algumas coisas que fecham os outros livros e dão inicio a este. O livro em si vai tentar responder todas as perguntas que ficaram em aberto e vai finalizar a estória de Clary e Jace, além de nos contar com mais detalhes um dos pontos mais importantes da série, o que o Valentim queria com os Instrumentos Mortais.

A narrativa do livro continua em terceira pessoa; a autora começou assim e não mudou em nenhum livro. O que atormentava o Jace e a Clary em relação ao relacionamento deles ainda continua aqui, com mais intensidade já que esse seria o último livro. Personagens novos aparecem e um deles vai chamar a atenção, Sebastian, guardem este nome. Eu via as pessoas comentando sobre ele nas redes sociais, mas ainda bem que ninguém nunca tinha me contado nada, porque junto com ele vem uma revelação muito importante. O Simon tá do mesmo jeito de sempre e confesso, esperava que o final dele seria mais feliz. O pobre amigo, a ponta do triângulo, terminou essa primeira parte como começou. A autora poderia ser mais legal com ele, pelo menos foi o que eu achei.

As pessoas não nascem boas ou ruins. Talvez nasçam com tendências a um caminho ou outro, mas é a maneira como se vive a vida que importa. E as pessoas que conhecemos. 


Como eu li esse livro muito tempo depois de lançado sabia que a série não tinha acabado nele, mas durante a leitura me veio a mente que a autora provavelmente já imaginava que teriam outros livros, não só pelo final. Ela responde tudo o que a gente quer saber, mas deixa possibilidades para continuações. Eu não fiquei insatisfeita com esse livro, longe disso, só vale ressaltar que se não tivesse uma continuação esse seria um livro bem complicado de engolir pelas pistas que ela deixa de que a estória não acabou. Ela foi feliz em ter respondido o que queríamos e no final ter deixado um super gancho. O que nunca me agrada, isso em livro nenhum, é morte e nesse a Cassandra foi pesada com um personagem que não aparece muito, mas que quando aparecia era interessante. Não vi necessidade em ele morrer.

Quando o relacionamento da Clary com o Jace é finalmente resolvido eu fiquei muito feliz com o modo como as coisas acabaram. A autora deixa isso para as páginas finais, então não dá muito tempo para eles ficarem juntos mesmo, o que provavelmente deve acontecer nos próximos livros. A descoberta do que a Clary pode fazer, da capacidade dos seus poderes, explica muita coisa de Cidade das Cinzas e dos Ossos, porque ela vê o submundo, porque ela pode inventar algumas coisas, e isso foi uma das questões que me deixavam mais curiosa, essa e a do Valentim com os Instrumentos Mortais. Sobre esse último basta dizer que eu acho que a Cassandra bebeu da fonte da Segunda Guerra Mundial para criar este personagem em particular, são muito semelhantes.

Eu amo você, e vou amar até morrer, e se houver vida depois disso, vou amar também. 


Este foi o melhor livro dos três que li até agora e com certeza isso se dá pela cena final da Clary com o Valetim, foi espetacular. É o tipo de cena que só dá para imaginar em livro e que para a série, eu não imaginava que aconteceria, mesmo isso ficando no ar em determinados momentos. Foi muito bem escrita, aliás, o que todo mundo comentava, de que os livros da série cresciam em relação aos anteriores, é muito verdade. Eles ficaram cada vez melhores e a estória ficou muito bem construída; mesmo com tantos seres, personagens e enredos paralelos, tudo fez sentido, se encaixou, e criou uma trama maior viciante. Este foi o livro que eu li mais rápido, não dá para largar. E este também foi o livro que eu mais me apaguei a personagens que antes eu não ligava muito, tipo o Hodge.

Lembra quando eu falei o que o Sebastian era um personagem bem importante para as continuações? Então, o final envolvendo ele não é concluído, então é a partir dele que a segunda leva da série começa. Esse é um personagem que eu não li dando tanta atenção e acho que essa foi a intenção da autora, porque quando eu descobri o que ele representava, fiquei bem chocada. Sério! Até aqui a série está mais do que recomendada. Não parem no primeiro porque é muito confuso, o que acabou não acontecendo tanto para mim neste. A estória cresce, tem muita ação, romance, drama e um enredo rico de aspectos diferentes do que a gente lê por aí. Agora que completei este primeiro ciclo com a resenha que faltava, estou pronta para continuar com a trama.

Fraqueza e corrupção não estão no mundo. Estão nas pessoas. E sempre estarão. O mundo só precisa de boas pessoas para equilibrar. 

www.seja-cult.comCidade de Vidro Os Instrumentos Mortais - Vol. 3
Cassandra Clare
Editora Galera Record: Twitter/Facebook 


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