Cine Cult: Ted 2

28/08/2015

Ted 2 | Nota ★★★ (Bom) | Lançamento: 27 de Agosto de 2015
Texto: Lucas Simões | Revisão: Kamila Wozniak


A continuação da saga nada convencional do ursinho Ted (dublado por Seth MacFarlane) inicia com o casamento do mesmo, pontuando um momento de mudança, maturidade e entrada plena na vida adulta responsável... só que não. Ted e sua esposa, Tammy-Lynn (Jessica Barth) brigam constantemente após um ano de casados e decidem ter um filho. Por Ted não ter condições de fazer seu papel nesse departamento, ele e seu melhor amigo Johnny (Mark Wahlberg) correm atrás de resolver esse problema, no fim sendo um esforço inútil pois Tammy-Lynn é infértil. Eles decidem adotar, e aí a história de verdade começa. Ted entra na mira do governo dos Estados Unidos e é punido por isso, resolve então buscar reparação legal e conhece a advogada júnior, Samantha Jackson (Amanda Seyfried) que assume a missão de ajudar Ted em sua busca.

John se divorciou e está sem interesse em se relacionar, mas para Ted, o amigo e Samantha são perfeitos um para o outro, ele resolve bancar o cupido então. A ação contra o governo falha pois o advogado de defesa, Shep Wild (John Slattery), é bom demais e Sam resolve recorrer a um grande advogado para o lado deles, Patrick Meighan (Morgan Freeman). No meio de tudo isso Ted e os outros não sabem que o antigo inimigo de Ted, Donny (Giovanni Ribisi), está no encalço dele. Depois de muita coisa acontecer o caso vai a julgamento novamente e... assistam o filme.

MacFarlane é notório, isso desde que fazia apenas suas animações de Uma Família da Pesada, por ter um pé no grotesco e outro pé no sublime. Quero dizer, tudo que ele faz possui uma pitada de amor pelo grande cinema, pelos grandes clássicos, e uma pitada de amor pelo humor independente, mais nada politicamente correto. A diferença de tom entre o primeiro filme do ursinho e esse é bastante perceptível, e ao invés de o personagem Ted evoluir entre um filme e outro o que evolui é o tom de comédia entre os filmes, ficando bem mais suave e menos ofensivo.


A cena de abertura do filme que presta uma homenagem aos musicais megalomaníacos de Busby Berkeley, com gigantescas locações e dezenas de dançarinos que criam formas e paisagens, parecendo notas musicais dançando sobre uma partitura musical feita de diamantes. Essa cena inclusive é assim para metaforizar o momento interior de Ted, que acabou de se casar e está no “dia mais feliz de sua vida”, coisa que a cena seguinte ironiza muito bem. O humor do filme ainda tem uma pegada infantil e besta só que o tom é bem mais suave de maneira que não ofende gratuitamente.

O filme se pauta mais em referências a clássicos e em presenças de grandes astros que suavizam a acidez que surge nos diálogos de tempos em tempos. É uma comédia de sátira meio bagunçada, porque começa comédia com tons de sátira, depois vira filme de advogado, depois vira roadmovie, depois vira filme de ação, depois vira drama, e volta pra comédia. O roteiro tem umas forçadas de barra, algumas coisas ficam muito coincidentes e as motivações de personagem se criam em cima de coisas meio sem sentido. A referência mais legal do filme é a que se faz a Pinóquio, pelo fato que Ted perde sua humanidade e Sam, a gatinha loira de olhos azuis, é a encarregada de restaurá-la, como uma fada azul.

Uma comédia sensacional, apesar dos errinhos de roteiro, extremamente recomendada para cinéfilos.



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