Resenha: A Teoria de Tudo

20/07/2015


A história de Stephen Hawking é contada pela luz da genialidade e do amor que não vê obstáculos. Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen. 

Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único. 

Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre: ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida. O livro que inspirou o emocionante filme A Teoria de Tudo.

A Teoria de tudo é narrado em primeira pessoa e foi escrito pela Jane Hawking, primeira mulher de Stephen Hawking, um físico renomado, conhecido mundialmente pelo seu brilhantismo em suas pesquisas e seus livros, entre eles, Uma Breve História do Tempo. O livro começa nos contanto como Jane conheceu Stephen. Na verdade, ela já o tinha visto quando era ainda uma criança, mas só veio a ter amizade com ele já adulta, depois de ter um contato melhor com ele numa festa.

Jane e Stephen começam a namorar e, a despeito da doença dele, esclerose lateral amiotrófica (ELA), que vai degenerando todos os seus músculos, deixando-o paralisado, ela decide que seu amor é maior que tudo isso e resolve ficar ao lado dele. Stephen tem uma expectativa de vida de dois anos, após ser diagnosticado, por isso, ela e ele tentam viver ao máximo esse tempo juntos e decidem se casar, porém nada disso adia os estudos de Stephen, assim como também não diminui as perspectivas e objetivos de Jane.

Ao longo do livro, de forma muito bem escrita, Jane vai relatando sua vida ao lado de Stephen, das dificuldades que enfrenta com a doença dele, nos mostrando como é a rotina de cuidar do marido, da casa, estudar, tudo é colocado pelo ponto de vista da Jane e, de forma bastante realista e mais sincera possível, ela revela seus sofrimentos, angustias, os problemas que o casal enfrenta no relacionamento, a dificuldade de lidar com a personalidade de Stephen e os vários embates que ambos têm devido a ele ser ateu e ela ter sua fé tão convicta.

 Falar sobre a Jane ou o Stephen, analisar a personalidade de cada um, é algo bastante complicado, porque, diferente dos livros de ficção, onde é muito mais fácil falar dos personagens fictícios, temos aqui duas pessoas reais, com sentimentos reais. Mas o que eu posso dizer com segurança em relação a Jane depois de ler esse livro é que, sem dúvida alguma, ela com certeza amou o Stephen e cuidou dele como pôde, dando o seu melhor para ajudá-lo e estar ao lado dele nos piores momentos e, ainda com todos os problemas, incentivá-lo. Stephen também, apesar dos males da doença, foi muito determinado e, com ajuda dessa grande mulher, não parou.

O livro é com certeza um desabafo, pois, penso eu, que as pessoas que não têm envolvimento com a vida deles possuem uma ideia errada sobre ela. Digo isso por experiência própria, pois, quando chamei minha mãe para assistir o filme e disse pra ela, logo no início, que eles estavam separados, ela já a julgou mal. E, em geral, as pessoas têm mesmo o costume de ver apenas um lado, e geralmente é aquele que está mais visível. Mas Jane também nos deixa ciente de todos os sacrifícios e de tudo que teve de abrir mão, de todo seu esforço. Ela é realmente admirável. Não nos esconde suas falhas e defeitos, claro, não se passa como a boa moça, nem parece ter a intenção de querer justiçar o sucesso dele através dela, mas é possível ver como ela sofreu, cuidou e foi forte.


Sobre o filme eu gostei bastante, apesar de ser bem romanceado. Tudo foi bastante amenizado e acho que ficou um tanto “colorido” como foi colocado na adaptação para o cinema, os embates de religião e a maneira como o Stephen tratava a Jane, tudo ficou bem ameno. Todavia, ainda assim ler o livro e ver o filme vale a pena, sobretudo ler o livro, pois há uma riqueza maior de detalhes e veracidade.

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Jane Hawking
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