Resenha: Matando Borboletas

17/07/2015


O primeiro amor, a inocência perdida, e a beleza que pode ser encontrada até nas circunstâncias mais perversas. Sphinx e Cadence — prometidos um ao outro na infância e envolvidos na adolescência. Sphinx é meiga, compassiva, comum. Cadence é brilhante, carismático — e doente. Na infância, ele deixou uma cicatriz nela com uma faca. Agora, conforme a doença de Cadence progride, ele se torna cada vez mais difícil. Ninguém sabe ainda, mas Cadence é incapaz de ter sentimentos. Sphinx quer continuar leal a ele, mas teme por sua vida. O relacionamento entre os dois vai passar por muitas reviravoltas, até chegar ao aterrorizante clímax que pode envolver o sacrifício supremo.

Muito antes de nascerem, Cadence e Sphinx foram prometidos um para outro. Suas mães, melhores amigas desde pequenas, traçaram um plano para que uma tivesse um menino e a outra uma menina. O sonho delas é que eles se cassassem e elas não perdessem a amizade, criando assim, um vinculo uma com a outra. O plano poderia ter dado certo se Cadence não tivesse uma personalidade diferente, uma personalidade que assusta e fere Sphinx. Foram as ações de Cadence que acabaram afastando ambos por muito tempo. Mas agora Cadence está doente e quer rever a amiga e sua prometida, e Sphinx, como aquela menina que sempre seguiu o brilho do amigo, vai ao seu encontro para descobrir do que ele é capaz.

O livro é narrado pela Sphinx uma jovem comum que tem com o amigo uma ligação especial, mas que não entende algumas reações dele. Cadence é sempre descrito por ela como brilhante, o mais bonito e que chama a atenção de todos, enquanto ela só se sente notada quando está perto dele. Quem ler o livro vai notar que ele tem um tom melancólico e derrotista por causa dessa personagem, que é a que narra. Ela é uma menina que ainda não se encontrou, não sabe quem é ou o sue lugar. Não vou falar muito sobre o Cadence porque ele é a alma do livro. Pode não parecer, mas tudo se estrutura envolta dele. Vou apenas dizer que cruel é um bom sinônimo, mas outros mais pesados e nessa linha também serviriam.


O que me chamou a atenção em Matando Borboletas logo que eu recebi ele, aliás, quando recebi o release da editora, foi o titulo. Isso era uma coisa que eu precisava entender e queria que a narrativa tivesse uma explicação e ela tem. Se você derem uma olhada na capa vão ver que tem uma borboleta e que em cada asa da borboleta tem um rosto, um de um menino e de uma menina. Tudo isso tem uma razão e eu gostei de não terem deixado para o leitor interpretar, ou ficar avulso. A segunda coisa que reparei é que é um livro estranho. Os personagens são estranhos, a construção do enredo é estranha, o final, o tom da narrativa... tudo causa uma sensação estranha, aquela difícil de explicar e que não é boa.

Me parece que a autora tentou criar um livro que fosse simples e chocasse ao mesmo tempo. O que ela conseguiu para mim foi criar uma personagem fraca que é Sphinx, um personagem bizarro que é o Cadence e uma trama que não encaixa. O fato dos filhos seguirem um plano das mães já não é muito real, e esse plano ser sobre o casamento deles é mais do que irreal, é infantil e bobo; coisas de menina que crescem e esquecem. Dois adolescentes que nem se conhecessem mais, porque passam um tempo afastados, se reencontrarem e pensar nisso não me desceu. Sem falar que o Cadence é um cara complicado, ele sente de forma diferente das pessoas e a explicação da autora para isso é até plausível. Dai vem a menina de 16 anos aceitando o fato desse cara ser cruel com tudo e todos e pensando nele como seu marido.

O livro tem um pouco mais de 200 pg que eu li um pouco, parei e depois voltei. O tom de que alguma coisa vai dar errado, que a sinopse já traz, fez com que a minha leitura fosse mais devagar. Eu acabei dando três estrelas para ele no skoob porque o livro tem problemas no enredo e com os personagens e eu apenas gostei de como o Cadence pode ser um alerta. As ações dele apontam para um problema grave que às vezes passa despercebido pelas pessoas e um livro como esse, direcionado para os jovens, pode servir como um sinal. É um livro único e a autora fechou o enredo, só que as palavras que ela usou para isso me deixaram em dúvida se aconteceu o que ela afirma ter acontecido. Em nenhum momento ela deu indícios disso, mas no final a Sphinx fala uma frase que me deixou na dúvida. Então, não sei se entendi o final ou não, simples assim.

Você não sabe que foi tocada por um anjo?

www.seja-cult.comMatando Borboletas
M. Anjelais
Verus Editora: Twitter/Facebook

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