Cine Cult: Sobrenatural - A Origem

31/07/2015

Sobrenatural - A Origem | Nota Final ★★★★ (Bom) | Estreia: 30 de julho
Escrito por Lucas Simões | Revisão por Kamila Wozniak


O terceiro filme (ou capítulo, como fica expresso no título original) da série Sobrenatural (Insidious) fecha a trilogia fornecendo informações que complementam eventos inexplicados dos primeiros filmes. É um prequel, ou seja, um filme que se passa antes dos eventos dos filmes anteriores, se fosse uma sequência normal se chamaria sequel. O filme narra a história de Quinn Brenner (Stefanie Scott), uma jovem que está se formando no ensino médio e persegue uma carreira de atriz e também tenta entrar em contato com sua mãe, recém falecida (Ele Keats). Para tal, ela busca a ajuda de Elise Rainier (Lin Shaye), uma médium extremamente habilidosa capaz de sentir uma presença maligna próxima à Quinn, que pode se aproximar ainda mais se ela persistir na ideia. Elise aconselha Quinn a não tentar contatar sua mãe sozinha pois é muito perigoso, porém ela não lhe dá ouvidos.

Pouco a pouco Quinn vai sendo afetada fisicamente pela presença maligna que se manifesta ao redor dela. O pai de Quinn (Dermot Mulroney) é atencioso, presente e protetor mas descrente dos acontecimentos até eles se tornarem reais o suficiente para ele. Elise não quis ajudar Quinn no início e relutou muito tempo voltar ao seu ofício de médium, por conta de seu último trabalho ter tido consequências desagradáveis. Um espírito que Elise ajudou a expulsar, jurou que a mataria se ela voltasse a entrar no mundo dos mortos novamente, e ela acreditou. Após Elise compreender a natureza dos mortos e o limite de sua influência ela conseguiu achar a resolução para finalmente ajudar Quinn.


A razão pela qual os filmes da franquia Insidious são tão incríveis, para o gênero, na opinião deste crítico, é a auto-afirmação constante do fator humano que eles apresentam. Em Insidious as entidades não são nem intocáveis nem imbatíveis, são criaturas diferentes dos vivos e que também podem ser derrotadas, e são sempre inferiores aos vivos. Não querendo ser contra religião nem nada do tipo, mas todos os filmes com essa temática que apresentam um fundo religioso não seguem essa regra, sendo o plano sobrenatural sempre o plano superior, por razões óbvias. Então o fato de os humanos em Insidious não serem criaturas simplórias e descartáveis, torna os personagens muito mais fortes e o filme ganha um certo otimismo. As batalhas não estão praticamente perdidas antes de serem travadas, e isso é ótimo. Existem porém os infelizes jumpscares (coisas pulando na sua cara para te assustar de vez em quando e você lembrar que está em um filme de terror e não em um filme onde não acontece nada), que são bastante desagradáveis, tirando um pouco do charme da narrativa e de seus personagens.

No geral o filme mantém uma outra característica excelente dos outros filmes da franquia, que é manter um enquadramento amplo e distante o tempo inteiro, com bem menos close-ups, e enfatizando grandes corredores e cantos escuros. Os monstros costumam ser revelados tanto em jumpscares quanto em planos onde eles simplesmente surgem do nada, mantendo uma boa dose de suspense e terror. O filme ganha muito em originalidade, em fechar os pontos soltos dos primeiros filmes, em bons personagens e boa utilização do gênero. Perde alguns pontos pelos sustos previsíveis, coisa que os enquadramentos diferenciados ajudam a mascarar mas não muito. E um último problema, e sério, são três personagens completamente avulsos que não precisavam existir no filme: a amiga de Quinn, Maggie (Hayley Kiyoko), o interesse amoroso de Quinn, Hector (Ashton Moio), e o irmão caçula dela, Alex Brenner (Tate Berney).

Os três aparecem no filme basicamente pra reforçar características de Quinn, que ela é responsável, bonita e uma amiga fiel. Esses três personagens não adicionam nada a si próprios nem ao filme, sendo completamente dispensáveis. Erros de roteiro como esse são comuns em filmes de trilogia, infelizmente, mas isso não tira o brilho do filme. Recomendado. Para fãs da franquia, imperdível.




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