Cine Cult: Pixels

24/07/2015

Pixels | Nota ★★★★★ (Excelente) 
Escrito por Lucas Simões | Revisão por Lucas Silva 


Adam Sandler nos traz mais uma de suas comédias com tom autobiográfico, em que ele interpreta, o que parece ser, uma versão dele mesmo antes da fama. O protagonista, encarnado por Sandler, é Sam Brenner, um nerd, gênio dos videogames que após ser derrotado em um campeonato de videogames fica preso no passado, incapaz de superar suas falhas. Ele foi derrotado por outro jogador habilidoso chamado Eddie (Peter Dinklage) ou “Fireblaster” como ele se promove, e esse campeonato foi gravado pela Nasa e enviado para o espaço como uma “mensagem” para outras formas de vida. Sam tem um amigo de infância, Cooper (Kevin James), que sempre esteve com ele e para a surpresa e risadas de todos se torna o presidente dos EUA de alguma forma. Fechando o trio está o amigo nerd, que realmente é nerd, daqueles que vivem dentro de um universo particular, Ludlow (Josh Gad), que é obcecado por uma personagem de videogame chamada Lady Lisa (Ashley Benson).

Sam se tornou um técnico de eletrônica que instala/conserta aparelhos porque não consegue explorar seu verdadeiro potencial de gênio após ter sua autoestima abalada pelo trauma da derrota. Em uma de suas assistências rotineiras conhece Violet (Michelle Mohaghan), uma mãe solteira recém-divorciada que é chefe do desenvolvimento de armas do exército americano, e rola um clima entre eles. Mais adiante no filme se revela que a gravação do campeonato havia chegado de fato até alienígenas e que os mesmos encararam a mensagem como uma declaração de guerra, enviando seres pixelados para lutar contra os grandes guerreiros do arcade e se eles perderem a terra será destruída. O filme é uma boa e velha comédia de Sandler, coisa que fãs mais religiosos do ator vão adorar e os novos, e pequenos, também apreciam em igual medida.


O filme faz uma boa ponte entre os universos de adulto e infantil pois as personagens mantiveram suas crianças interiores bem vivas, mesmo que o filho de Violet, Matty (Matt Lintz), não apareça tanto. O arco da personagem de Sandler é a jornada clássica de um homem atormentado por seu passado e considerado um perdedor, precisando explorar seu passado para se libertar das amarras e mostrar seu verdadeiro potencial. Uma coisa muito agradável de se ver nos filmes de Sandler são suas personagens nada estereotipadas, que independente de tipo físico ou de emprego conseguem ser bem-humoradas, bons amigos e os relacionamentos.

As suas personagens são perdedoras mas nunca perdedoras no sentido pejorativo da palavra, como pessoas ridículas, patéticas, risíveis. As personagens perdedoras de Sandler são perdedoras simplesmente porque acreditam que são, e quando deixam de acreditar que são, vencem. A mensagem que Sandler deixa em praticamente todos os seus filmes é que “perdedor” é apenas uma palavra e todos somos capazes de grandes coisas. Outra coisa que se nota bastante nesse filme é a escolha da fotografia, mais distante e bastante colorida, dando às imagens uma estética de brinquedo.

As atuações são muito boas, a comédia é mais visível nos diálogos que na imagem, que se encarrega de levar quilos de ação e efeitos especiais que pulam na nossa cara. Nesse sentido o filme lembra bastante Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010), que também consegue dividir muito bem a comédia, a ação e os efeitos especiais de maneira que tudo se mantenha muito bem. Nostalgia para os mais velhos, diversão certa para os jovens, um prato cheio e um 3D absolutamente fenomenal. Imperdível!



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