Cine Cult: O Exterminador do Futuro - Gênesis

03/07/2015

O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015) | Nota: ★★★ | Estreia: 02 de Julho de 2013 (2D e 3D)
Escrito por Ana Marta | Revisão por Jonathan Humberto


Após o fracasso do quarto filme O Exterminador do Futuro: Salvação, temos um retorno bem favorável da franquia e do grande personagem nos cinemas: T-800 interpretado por Arnold Schwarzenegger. Na direção de Alan Taylor (trouxe ótimas melhoras ao Thor: O Mundo Sombrio da Marvel), em conjunto dos roteiristas (Laeta Kalogridis, Patrick Lussier, James Cameron e Gale Anne Hurd) tem-se uma grande homenagem e ainda adiciona uma nova cronologia à franquia das máquinas. Com certeza, os fãs vão com grande expectativas ou com dúvidas sobre O Exterminador do Futuro - Gênesis. Afinal, quem acompanhou a campanha de marketing da internet e fora dela; vai notar vários "spoilers" que o próprio estúdio fez questão de mostrar. "Será que é por medo de um possível fracasso de público e crítica"?

Neste quinto longa, John Connor (Jason Clarke), líder da resistência humana, envia o Sargento Kyle Reese (Jai Courtney) de volta para 1984 para proteger Sarah Connor (Emilia Clarke). Mas uma mudança inesperada nos acontecimentos cria uma linha do tempo fragmentada. Agora, o Sargento Reese se encontra em uma nova e desconhecida versão do passado, onde ele encontra aliados improváveis, incluindo o Guardião (Arnold Schwarzenegger), novos e perigosos inimigos e uma missão inesperada: redefinir o futuro.


A própria construção do roteiro de O Exterminador do Futuro - Gênesis, tem seus altos e baixos. Começando com o 1º ato, que traz uma excelente iniciação e referências desde os cenários, enquadramentos e diálogos (com certas alterações) do original lançando em 1984. Com certeza a nostalgia aflora com toda alegria e esplendor, ao assistir em 3D e tela grande as cenas idênticas; e com poucas alterações no início da película.

Apesar do momento magnifico em seu 1º ato, o roteiro traz ao espectador uma nova ideia para a cronologia em seu 2º e 3º ato. Um pouco confuso e que se perde em suas teorias, trazendo lembranças dos personagens e futuros alternativos criados durante a alteração da linha do tempo. Claro, se não tivesse um romance meio chato, algumas piadas forçadas e diálogos explicativos; a narrativa poderia ter sido mais complexa, inteligente e equilibrado a ação. É uma trama confusa e desconexa em certos pontos do filme. Outro ponto que pode levar o grande público ao cinema é a ação bem coreografada. Com certeza, O Exterminador do Futuro - Gênesis consegue ganhar em vários quesitos dos dois últimos filmes, se for parar para analisar a fundo.


Quanto ao elenco, não erra muito em trazer novas personalidades aos clássicos personagens. Afinal, quem ama O Exterminador do Futuro (1984) e O Exterminador do Futuro - O Dia do Julgamento (1991), os atores Linda Hamilton (Sarah Connor) e Robert Patrick (T-1000) trouxeram os melhores momentos de suas atuações para franquia. A atriz Emila Clarke como Sarah Connor e o ator Jai Courtney como Kyle Reese, não falham em trazer bons momentos. O que atrapalha um pouco é como a narrativa não soube trabalhar bem o T-1000 vivido por Byung-Hum Lee e o personagem secreto (acho que foi a única coisa que o estúdio não revelou) do ator Matt Smith. Nenhum momento conseguiram ter um momento ou cena que se destacasse e tivesse espaço para apresentar as novas personalidades. Por fim, o grande spoiler revelado pelo marketing: John Connor é o antagonista principal. No início fiquei com pé atrás, mas era algo que poderia trazer uma novidade. Contudo, a narrativa confusa consegue novamente atrapalhar, trazendo um antagonista fraco e previsível.

Por fim, os efeitos visuais conseguem agradar bem aos olhos e ainda na conversão em 3D; superando os dois últimos filmes da franquia. Principalmente na construção da versão mais jovem do ator Arnold Schwarzenegger como T-800 nos anos 80, feito totalmente em CGI. O Exterminador do Futuro - Gênesis vemos um cuidado maior para trazer algo papável e agradável de se ver, os cenários e dos próprios robôs.

Contudo, O Exterminador do Futuro - Gênesis consegue ser um reboot para apagar os dois últimos filmes e ser um remake por fazer referências aos dois primeiros longas. Com certeza, acertou em vários pontos; mas ainda tem que trabalhar muito para chegar aos pés do grande clássico do diretor James Cameron.



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