Resenha: Homens, Mulheres & Filhos

25/05/2015


Homens, mulheres & filhos é a melhor obra de ficção já escrita sobre a sexualidade de adolescentes e adultos em tempos de Internet. O autor cria uma rede de personagens que levam vidas comuns e aparentemente normais, mas, no fundo, repletas de neuroses, fraquezas, pudores, perversões, inseguranças, ingenuidades, e cujo comportamento é influenciado diretamente pela mídia e pelo mundo virtual.

O filho obcecado por videogames, a adolescente com mania de magreza, a mãe superprotetora, a filha rebelde, o jovem deprimido, a esposa que não se sente mais desejada, o marido que foi abandonado pela mulher, o pai viciado em pornografia on-line neste livro fantástico existe um personagem para cada um de nós. 

Homens, mulheres & filhos abre uma janela para mostrar, de um jeito direto, honesto, às vezes trágico, algumas vezes cômico, como funciona a cultura emocionalmente traiçoeira em que vivemos. Um livro extremamente bem escrito que vai entreter o leitor e, ao mesmo tempo, fazê-lo pensar. 

Homens, mulheres & filhos foi adaptado para o cinema e o filme (de mesmo nome) estreia no Brasil em 4 de dezembro. O filme foi dirigido pelo aclamado Jason Reitman e estrelado por Adam Sandler, Jennifer Garner, Emma Thompson, Judy Greer e Ansel Elgort (o jovem ator que interpretou o personagem Gus no filme A culpa é das estrelas). 

 Homens, mulheres & filhos é um retrato sem paralelo da política sexual na era das redes sociais. Ele me faz lembrar do primeiro contato que tive com filmes como A primeira noite de um homem e Beleza americana. Jason Reitman, diretor de Juno e Amor sem escalas. 

Este livro mostra a solidão em um mundo no qual mensagens de texto no Facebook e chats on-line são considerados formas íntimas de comunicação. New York Times

Homens, Mulheres & Filhos é um livro narrado em terceira pessoa que conta várias estórias aleatórias, que, no entanto, vão se interligando, se encaixando, e, conforme avançamos na narrativa, vemos a vida de um se unir á vida do próximo de uma forma ou de outra.

Como o livro não tem um herói específico, nem tem personagens bons ou maus, ou grandes acontecimentos, vou me ater a um todo. No início somos apresentados a um personagem que, por não ter relações com a esposa, procura outras formas de se realizar (no aspecto sexual), procurando sites com pornografia e aproveitando todo o tempo que tem para se divertir sozinho (se é que vocês me entendem).

Temos também vários dramas adolescentes como: a menina que não come, mesmo prejudicando sua saúde, para sempre se manter magra mais que o normal, ocasionando assim um transtorno alimentar; meninas e meninos preocupados com a primeira vez sem estarem preparados para o ato; trata sobre o abandono de lar, em como isso pode afetar um adolescente e até mesmo um adulto; sobre a competitividade nada saudável entre os jovens; sobre a sensação de amizade que você nutre no meio virtual por pessoas que nem conhece ou sequer sabe o nome. Esses foram os temas que eu consegui captar nas páginas que li.

Infelizmente não consegui gostar desse livro, pois, apesar de todo o tema tratado, o centro de tudo é o sexo. Não estou dizendo que o sexo é usado na obra de forma superficial, mas é usado o tempo todo. Talvez eu tivesse gostado do livro se, apesar do tema sexo, tivesse sido abordado de modo sutil. Mas nesse livro nada é sutil. As cenas são narradas de forma nua e crua, explícitas, são usadas palavras e situações chulas, e eu confesso que não me senti à vontade com a leitura e cheguei mesmo a pular algumas partes que achei extremamente desnecessárias.

Enfim, não posso dizer que eu indicaria esse livro, ainda mais para pessoas sensíveis que estão acostumadas com uma narrativa mais leve, ou com narrativas mais pesadas que, porém, tenham sentimentos mais românticos. O fato é que o autor quis fazer uma crítica social e, sim, eu sei que talvez para ele uma coisa suave não caberia para alcançar seu objetivo, então o que posso dizer é: quem tiver curiosidade tire suas próprias conclusões, afinal, cada leitor enxerga a obra de um modo. Claro, o livro tem seu lado positivo, pois é um alerta para muitas questões importantes, como eu já havia ressaltado antes que é questão da falsa sensação de amizade e de todos os outros males que traz a juventude contemporânea junto com a tecnologia, mas não deu certo comigo.

Sei que há um filme do livro e um dos atores que compõem o elenco é Ansel Elgort que fez A Culpa é das Estrelas. Não assisti, mas me parece que o filme é um pouco mais leve, então pode ser que eu veja algum dia, porque, enfim, a estória em si não é ruim.

https://www.facebook.com/literaturadeepoca?fref=tsHomens, Mulheres & Filhos
Chad Kultgen
Edtiora Record: Twitter/Facebook


4 comentários:

  1. Eu também não iria gostar desse livro. Com sinceridade... não curto livro que fala de sexo e sexo toda hora. Por isso odiei o livro erótico da Portia da Costa. Enfim... canalhão como esse marido ai tem um monte. cruz credo. kkkkkkk
    Beijos,
    Monólogo de Julieta

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  2. Já não me interessava antes por esse livro, e bom saber que não tô perdendo nada kkk é bem chato essas obras que só sabem falar de sexo, e ok que isso é um grande assunto no mundo dos jovens, mas tem limite pra tudo

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/
    Tem post novo no blog sobre os Multitalentos, vem conferir!

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  3. Simplesmente amei a capa, desse livro ^^
    resenha perfeita mesmo não curtindo o gênero ^^
    beijinhos
    http://omagodocondado.blogspot.com.br/

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  4. Oiee, tudo bem?

    Confesso que gosto de livros que façam uma critica forte, claro que também adoro romances, mas quando o autor sabe ponderar e abordar bem um tema mais polêmico, fica tudo interessante. Não leria o livro pelo fato dele centrar tudo no sexo. Ai eu já acho, além de banalização do ato, algo totalmente desnecessário. Pena que você não gostou do livro.

    beijos
    Kel
    www.porumaboaleitura.com.br

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