Resenha: A Elite

18/05/2015


A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.
 

America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.

Não sei se ainda existe uma pessoa que não conhece essa série, porque eu me considero uma das mais atrasada do mundo lendo. A série já esta na sua segunda fase e eu lendo o começo praticamente. Em A Seleção a America participa de uma seleção onde a nova princesa de Illéa será escolhida. Antes eram 35 garotas, em A Elite são 6. Dessas 6 sobrará apenas uma. Em A Elite os sentimentos da America estão bagunçados, ela não esperava gostar do príncipe, mas a cada momento ele vai conquistando mais espaço no coração dela. Em contrapartida, Maxon se faz presente como guarda do palácio. Vai pesar sobre ela além da decisão de qual dos dois escolher, se ela está ou não preparada para ser uma princesa.

A America continua narrando a estória e ao contrário do primeiro, onde ela se mostrou forte quase o tempo todo, aqui ela se mostra mais confusa e indecisa. Tendo o Maxon e Aspen por perto, ela fica dividia entre a familiaridade do Aspen e as possibilidades de uma nova vida que o Maxon oferece. Ela também é testada quanto a ser uma princesa e essa foi uma parte legal do livro, ver como as meninas precisam se comportar como anfitriãs de eventos importantes, o que elas podem fazer para mudar o país e aprendem que uma princesa não é só uma figura de mentira, ela pode fazer a diferença. Personagens secundárias vão aparecer e roubar um pouco a cena em algumas partes. Tem uma reviravolta ótima no livro envolvendo uma das amigas da America, é surpreendente.

Você não deve apegar-se muito a ele, pois basta um instante para que o coração dele seja levado para sempre.


Esse livro me deixou com um pouco de raiva da America, preciso confessar. Vocês sabem que eu a adoro, inclusive citei ela em uma tag que criei como a personagem que eu queria que fosse a minha melhor amiga. Essa raiva se deu por ela ficar o tempo todo em cima do muro. Com essa de 'eu preciso de mais tempo' ela enrola os dois personagens sem deixá-los livres para tentarem com outras pessoas. É o que sempre me dá raiva nos triângulos amorosos, o central pensa só em si, no que ele quer, ao invés de escolher logo e deixar o outro livre para ser feliz. Ninguém é obrigado a ficar com ninguém, mas é preciso ter um pouco de bom senso e se colocar no lugar do outro, e foi exatamente isso que faltou a America.

A construção do livro me surpreendeu um pouco, porque eu esperava um foco quase que total nas eliminações até que ficassem apenas a elite, poucas garotas para o Maxon escolher. Tem esse foco sim, mas a autora chama a nossa atenção para a parte distópica da coisa. Ela levantou alguns questionamentos sobre essa sociedade que separa as pessoas em castas e elas são condicionadas a morrerem dessa forma. A ideia de um príncipe escolhendo a sua princesa em meio a festas e luxo é muito atraente, e às vezes ofuscam o que está por trás disso. Foi isso que a autora tentou fazer em A Elite, colocando os rebeldes no meio, a America perguntando porque as castas inferiores não tem acesso a livros, um diário aparecendo e sendo importante e outros detalhes como esses.

Às vezes, acho que Maxon e eu somos a sua Seleção particular. Somos apenas ele e eu: um de nós vai ficar com você no final.


Tem uma revelação sobre esse livro, envolvendo o Maxon, que eu fiquei bem tensa. Vocês sabem que eu torço para o Aspen, e continuo torcendo para ele, mas entendo porque o Maxon é tão querido, ainda mais depois desse livro. Na verdade a personalidade altruísta do Aspen me chama muito a atenção. Eu não vejo ele como um personagem que só atrapalha os dois, eu o vejo como um cara especial que faz tudo pela pessoa que ama, que se anula em muitos momentos. Só que claro, li apenas o primeiro e segundo livro, não sei se no terceiro ou no livro de contos terá algo que me fará mudar de ideia. Por enquanto, o príncipe não me conquistou. O Aspen ainda é meu preferido e eu espero que ele ganhe um final feliz e merecido daqui até o fim.

Eu estou super na empolgação para ler o terceiro livro e já deixei ele separado para em algum fim de semana ai eu pegar e lê-lo. A escrita da Kiera é muito gostosa e rápida, envolve que as páginas correm como se você não tivesse mais nada para fazer na vida além de ler. Não peguei spoiler de nada, mas é claro que eu já meio que sei como termina, só que nem isso me faz olhar para essa série com olhos de menos do que favorito. Recomendo muito, muito, muito. E só para deixar a coisa mais 'meu Deus, preciso terminar de ler' a America toma uma decisão no fim desse livro, então no terceiro ela vai lutar para conseguir isso e contra um possível vilão que se revela da metade para o final da narrativa.

Será que eu podia mesmo fazer isso? Será que eu podia ser a próxima princesa de Illéa?

www.seja-cult.comA Elite
Kiera Cass
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