Resenha: Amor em Jogo - Wild Cards #1

20/03/2015


Ashtyn Parker já está acostumada a ser abandonada, e aprendeu a não se deixar envolver demais em nenhum relacionamento. Quando sua irmã mais velha volta para casa, depois de dez anos, com um enteado a tiracolo, ela não quer saber de nenhum dos dois. O que Ashtyn não esperava é que o tal garoto mal-encarado e sem nenhum limite seria também... Irresistível.

Depois de ser expulso do colégio interno em que estudava, Derek Fitzpatrick não teve outra escolha senão ir morar com a esposa de vinte e poucos anos de seu pai, que está viajando pela Marinha. Além de ter que aturar a madrasta, ele recebe a notícia de será obrigado a se mudar da Califórnia para sua cidade natal, Illinois. A vida não tinha mesmo como ficar pior...

Ashtyn se esconde atrás de uma fantasia da vida perfeita: boa aluna, a única menina – e capitã! – do time de futebol americano da escola e namorada do quarterback promissor. Tudo parecia um conto de fadas. Ainda assim, ela se sente deslocada, e tem um plano para deixar tudo pra trás e correr em busca da bolsa de estudos em alguma faculdade bem longe de sua vida atual.

Tudo o que Derek menos quer é participar de mais um drama familiar – já bastam os seus. Agora, ele se vê preso a uma casa estranha, com pessoas que não conhece e em uma cidade bem diferente do que está acostumado. O que ele não esperava era que aquela garota briguenta e fã de junk food seria capaz de mexer tanto com seus sentimentos. Ainda mais ele, tão acostumado a descartar meninas por aí.

Para azar – ou sorte!? – de Ashtyn e Derek, o destino ainda guarda mais uma reviravolta na manga. Mesmo com hábitos, ideias e sonhos completamente opostos, um desejo incontrolável surge entre os dois e, juntos, eles enfrentarão o desafio de vencer os preconceitos e os tabus da cidade em que vivem, além de seus próprios medos, para se entregarem completamente a uma paixão avassaladora.

Sinopse incrível e com todas as informações necessárias para situar qualquer leitor sobre este livro. Então vamos passar para outros pontos dele. A autora escolheu dar voz para os dois protagonistas, Derek e Ashtyn alternadamente. O Derek é um garoto gente boa, um pouco confuso devido a seguinte situação: seu pai passa mais tempo num submarino e ele fica em um colégio interno, então contato com família é quase inexistente. Quando ele é expulso do colégio vai passar um tempo com a família da madrasta, que é bem jovem e já possuí um filho de outro casamento. Até que ele lida bem com a situação, mas deixa claro na sua narrativa que isso não o agrada totalmente, que ele sente falta do pai e de uma família mais presente.

A Ashtyn vocês percebem que faz algo super diferente né? E essa é a graça do livro, provavelmente sem isso o livro seria mais do mesmo. Do que estou falando caso você não tenha lido a sinopse, a Ashtyn é capitã do time de futebol americano da sua escola. A personalidade dela vai acabar se separando entre a imagem que ela quer passar e quem ela é de verdade. Para liderar um grupo de garotos em um esporte totalmente masculino, ela precisa ser forte, firme e não estar para brincadeira, ao mesmo tempo que ela fica chateada com as chacotas, a falta de confiança no trabalho dela e as brigas com o pai que não a incentiva. É uma personagem complexa, mas ao mesmo tempo real e que você sente muito apego e vontade de ser amiga para dar uma força.

Sou forte, valente, e ninguém vai me amendrontar.
Eu não desisto.
Sou a capitã do time de futebol americano da Fermont High!


O futebol americano vai permear todo o livro não só com a Ashtyn, pois depois descobrimos que o Derek também é envolvido com o esporte de alguma forma. O esporte não está ali só para fazer com que a protagonista seja diferente, a autora insere a gente nesse universo com os treinos, as palavras próprias que o esporte tem, o que se espera de um capitão, de um time, como o grupo lida com os jogos, essa questão tão importante para os americanos que é a bolsa de estudos esportiva e por ai vai. A autora conseguiu criar um equilíbrio entre a protagonista ser menina e estar num ambiente masculino. Ela não masculinizou a personagem e fez com que ela tivesse situações que qualquer menina passa e as ligadas ao futebol americano.

O romance envolvendo a Ashtyn e o Derek é complicado, porque primeiro eles não se gostam a principio, já que o Derek vem passar um tempo na casa dela e se intromete em sua vida. Depois temos o fato de os dois enfrentarem seus dramas pessoas, o Derek sem o pai e a Ashtyn lidando com a hostilidade por ser a capitã do time e outras coisas também. Quando eles se envolvem a autora resolveu ser natural nesse aspecto; eles são jovens, inconsequentes, quebram a cara, transam e fazem o que qualquer jovem faz. Ela preferiu focar neles amadurecendo do que colocá-los como imperfeitos demais ou o contrário. Para não ficar um YA óbvio como disse, ela acrescentou uma diferença e tratou dos assuntos que estamos mais ou menos acostumadas.

Tem algo em Derek que atrai meu olhar para ele, mesmo que eu me odeie por reconhecer isso.


Eu já tinha tido contato com a Simone lendo o livro mais conhecido dela, Química Perfeita, e mesmo que eu não tenha amado como o primeiro que li, eu gostei muito desse. Gostei principalmente de dois fatos, o primeiro que o livro termina de um jeito normal, não dando um final feliz, mas com a ideia de que pode dar certo ou não. A ideia de que a vida acontece com as pessoas. E a mensagem que vem com a protagonista é importante, o de não desistir daquilo que você ama mesmo se você não tem o apoio das pessoas. Claro que ter a família do lado é ótimo e faz diferença, mas se você não tem, não deixe de fazer por isso. Esse livro faz parte de uma série que eu ainda não sei se a Globo vai continuar lançado, mas que com certeza lerei se eles fizerem isso.

Ashtyn tem poder sobre os homens... poder que não tem nada a ver com ser jogadora de futebol.

www.seja-cult.com Amor em Jogo Wild Cards - Livro 01
Simone Elkeles
Globo Livros: Twitter/Facebook

6 comentários:

  1. Oiii Denise,
    Euuu quero esse livro, deve ser muito fofo :)
    Adorei a resenha, só aumentou minha curiosidade e ansiedade para ter um exemplar do mesmo.
    Beijos.

    Leitora Assídua.

    ResponderExcluir
  2. Não sou apaixonada por futebol americano, confesso. Mas gosto de livros que retratam e abordam o esporte, acredito que dá um ar mais americanizado nas obras.
    Não conhecia o livro e nem sabia que se tratava de uma série.
    Vou querer conferir.

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista. São 3 ganhadores e você escolhe o livro que deseja ganhar.

    ResponderExcluir
  3. Olá, Denise.
    Adorei a resenha!
    O livro parece ser muito bom... já gostei da Ashtyn!
    Bjos, Helena

    http://doslivrosumpouco.wordpress.com

    ResponderExcluir
  4. Oi Denise, eu gosto de livros YA e fiquei interessada em ler este. A única coisa que me incomodou, é que você fala em sua resenha que a autora meio que deixa o final indefinido, e sou meio chata com isso...
    Mas, vou colocar aqui na lista e quem sabe uma hora dessas resolva ler.
    Bjus
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Lia, o livro tem final sim, acho que me expressei mal na resenha. O que eu quis dizer é que a autora não terminou no felizes para sempre, num formato perfeito para casal, mas de um jeito comum sem dar falsas esperanças.

      O livro tem uma vibe realista e na vida a gente sabe que nem sempre tudo termina bem, então ela terminou ele normal sem nada grandioso ou prometendo que tudo vai dar certo para sempre. Foi mais ou menos isso que eu queria passar. kkkkkkkk

      Bjs, Denise.

      Excluir
  5. Olá Denise tudo bem?

    Não conhecia o livro, parece uma história interessante e mesmo você recomendando a leitura ainda tenho um pouco de dúvida em relação a ele, abraço.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.