Cine Cult: O Ano Mais Violento

30/03/2015

O Ano Mais Violento // Nota: 2 estrelas // Estreia: 02 de abril
Texto por: Ana Marta // Revisão por: Jonathan Humberto 

"Ser honesto ou ser um corrupto no mundo dos negócios? És a questão!" 


O filme se passa em 1981, o ano mais violento da história americana - aumento de roubos, assassinatos e estupros - em Nova York. O personagem Abel Morales (Oscar Isaac) e sua esposa Anna (Jessica Chastain), tentam aumentar os seus negócios no meio de tantos obstáculos e dificuldades.

O primeiro ponto que O Ano Mais Violento já deixa claro: "Não será um filme para um público amplo". O roteiro tem uma excelência ao querer abordar o tom de máfia e gangsteres (em alguns pontos o próprio visual e o modo de agir dos personagens lembram muito filmes nesse gênero), para trazer o foco principal da narrativa: "Ser ou não um corrupto no mundo dos negócios?"


Temos o perfil psicológico do protagonista Abel Morales (Oscar Isaac); o ator está excelente no papel e trouxe com perfeição a questão do "homem honesto" ao querer realizar seus sonhos, em ver o seu negócio expandir com sucesso (sem qualquer desejo de fazer algo sujo e por trás da sua empresa). O filme todo vai trabalhando esse perfil do protagonista, porém acaba ficando repetitivo pelo quesito do ritmo de como a história é narrada ao espectador. Muito devagar e quase não acontece nada que possa tirar esse ritmo lento e entediante para evoluir a trama do protagonista com mais fluidez. Assim, os três atos e até mesmo o próprio clímax acabam sendo atrapalhados pela construção do ritmo da narrativa, fazendo O Ano Mais Violento resumir a grande história numa chatice sem sentido.

 A história não é a única a ter seus furos, a construção de certos personagens também falha em trazer os conflitos internos de cada um. Um exemplo seria o coadjuvante Elyes Gabel que interpreta Julian, que no primeiro ato consegue trazer bem o conflito principal do roteiro. Todo início de que seria um ano bem complicado para os cidadãos americanos (aumento de roubos, assassinatos e estupros). Só que o roteiro persiste em acompanhar esse personagem sem muito valor para a trama e até no final do filme, o personagem tem um desfecho muito banal e que não acrescentou em nada para os protagonistas. Apenas ficou como uma pedra no caminho.


 Jessica Chastain que vive a esposa de Abel Morales, Anna, tem seus momentos bons no filme; mas diria que ela já trouxe outros personagens com excelência em outras produções. Neste filme, não senti que a atriz está tão à vontade e muito menos, tem uma certa expectativa em trazer o lado oposto do seu marido: "Fazer o que for preciso para manter a família segura e ter sucesso na empresa. Isso inclui sujar as mãos..."

No fim, O Ano Mais Violento funciona com excelência em trazer um visual e trama fiel a época; porém acaba derrapando em alguns quesitos. Acho que o filme não será muito requisitado para o grande público e pode não ser lembrado pela maioria no futuro.




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