Cine Cult: Grandes Olhos

30/01/2015

Grandes Olhos // Nota: 3 estrelas // Estreia: 29 de janeiro
Texto: Ana Marta // Revisão: Jonathan Humberto


Grandes Olhos é baseado em fatos reais sobre o casal Keane, que ficaram famosos entre os anos 50 e 60 pelas pinturas de mulheres e crianças com os olhos grandes. E parecia ir tudo bem no casamento, até que a fama e o dinheiro aparecem após Walter (Christoph Waltz) confirmar que os quadros foram pintados por ele. Até que um dia, Margaret Keane (Amy Adams) não aguenta mais a farsa do marido e acaba falando a verdadeira história: que ela mesma quem pintou os quadros.

O diretor Tim Burton é conhecido por trazer filmes com estilo distinto dos demais diretores, com tom dramático, gótico e um pouco de terror. Até mesmo recriando mundos e personagens totalmente fantásticos, nem preciso mencionar os melhores filmes da sua carreira. Enfim, aqui ele veio com uma cinebiografia de Grandes Olhos; e de início o filme me conquistou pela história e por trazer uma personagem em conflito consigo mesma. Algo que o diretor conseguiu fazer bem em suas produções anteriores, porém este filme tem algo a mais do que já vimos no mundo de Tim Burton. Não sei se é porque tenho uma certa admiração pelo seu trabalho, mas em Grandes Olhos senti que a visão do diretor foi quase inexistente.


A própria trama é um detalhe a se notar no filme, não sei se ela está 100% fiel ao original, mas consegue prender o espectador por alguns momentos: nos dois primeiros atos. Porque logo após, a trama não consegue trabalhar harmonicamente em cima do perfil psicológico da protagonista e como ela está sofrendo por entrar na farsa do marido; que quer ganhar fama e dinheiro em cima do trabalho da esposa. A cada cena que passa, vai deixando o conflito pessoal da protagonista desgastado e arrastado com o decorrer do filme. Então, quando chega a cena final e a comprovação da personagem, ela não chega a ser tão marcante na trama, assim como outras cenas anteriores.

Mesmo tendo um elenco bem interessante - Amy Adams, Christoph Waltz, Danny Huston e Terence Stamp - eles só trazem atuações que foram propostas pelo roteiro. Então, não se tem muitos momentos que possam elevar as interpretações de cada um. Claro que a cena de Amy Adams tendo as suas loucuras e vendo os próprios quadros nas pessoas; e quando o personagem de Christoph Waltz surta em duas cenas vale a pena. Eles conseguem trazer bem o personagem e a complexidade de cada um. Mas como disse, nada que possa ser tão relevante como os personagens de outras produções.



3 comentários:

  1. Nossa esse filme deve ser muito bom <3 Louca para assistir!
    Bjs, comenta por favor nessa resenha ajudaria muito:
    http://resenhasteen.blogspot.com.br/2015/01/o-duque-e-eu.html

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  2. Seu blog é tão lindo ^^

    Bom, não conhecia o filme e fiquei bem curiosa para assistir. Vou dar mais uma pesquisada e espero gostar se o ver

    Beijos
    www.amorliterario.com

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  3. Olá!

    Eu também admiro bastante o trabalho do Tim Burton e achei interessante esse seu comentário sobre a visão quase inexistente (dele como diretor)... Sobre o filme, eu não tive vontade de assistir porque tenho "problema" com enredos que envolvam olhos, de alguma forma, rs. É, cada um com suas maluquices! :P

    beijos,
    Mi
    www.inteiramentediva.blogspot.com.br

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