Cine Cult: A Entrevista

28/01/2015

A Entrevista // Nota: 2 estrelas // Estreia: 29 de janeiro
Texto: Ana Marta // Revisão: Jonathan Humberto


Antes mesmo da confusão, já não achava algo impactante no filme A Entrevista; porém após toda a confusão com o estúdio Sony e o filme até sair do circuito de lançamento, achei que algo no longa estaria cutucando o que não devia. Mesmo assim, fui assistir A Entrevista e quebrei a minha cara. Eu prefiro É o Fim...

A história mostra um apresentador (James Franco) e um produtor (Seth Roger) que acidentalmente são envolvidos num plano, que conta em entrevistar o ditador da Coreia do Norte e assassiná-lo; devido às suas ameaças em querer explodir o mundo.


Com certeza, A Entrevista é um tipo de um filme não se espera nada coerente em sua história e muito menos que leve algo mais sério. Eu estava bem ciente disso antes de ver o longa. Mas o que quebra toda a magia, é saber a confusão que aconteceu com a Sony; ela meio que acabou aproveitando para "tentar" vender o filme como se fosse o um filme hiper POLÊMICO do momento. Errado! A Entrevista não tem nenhum interesse em levar algum fato ou conflito com mais seriedade. Então, haverá alguns clichês básicos como por exemplo: o personagem de Seth Roger ser esnobado por um colega concorrente na sua emissora por tratar o seu canal com conteúdos totalmente "lixo", mas trazendo um certo humor. Também temos a questão da espionagem, que coloca dois caras que nunca fizeram nada de secreto para matar um criminoso. O resto você irá descobrindo no decorrer do filme, que é apenas clichê em cima de clichê.


O longa transmite em vários pontos na trama, referências fílmicas para construir os diálogos e conflitos com o humor negro em volta dos personagens. Assim como traz as questões políticas dos dias atuais, que no fim torna-se uma banalização e tira deboche tanto com os atos americanos quando com os da Coreia do Norte. Resumindo: satirizou tudo e todos, até o Sam e Frodo de Senhor dos Anéis não tiveram salvação neste filme. Até na estrutura dos diálogos e nos atos dos personagens tem o exagero em um nível inexplicável. A quantidade de conotação sexual relacionada a pênis, ânus, peitos e bundas é absurdamente sem limites na história. A Entrevista extrapola toda a razão em querer ir mais a fundo em todo o besteirol americano, e pouco funciona com harmonia na trama. Temos momentos em que os exageros ou a construção da cena não ficou boa o bastante, e acaba não trazendo tão bem os alívios cômicos naquele instante.

Apesar da confusão, a química entre os atores James Franco e Seth Rogen vem se mostrando cada vez mais forte e trazendo histórias loucas nos cinemas. Gostei muito do longa É o Fim, mas em A Entrevista eles evoluem para outra patamar de besteiras e loucuras; mostrando que os dois infelizmente fazem qualquer coisa com seus personagens em um filme.




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