Cine Cult: Birdman - A Inesperada Virtude da Ignorância

19/01/2015

Sei que vocês viram no título que vou postar a crítica de Birdman, mas antes, gostaria de contar para vocês uma super novidade. O Seja Cult fez uma parceria com o Portal Crítico para que eles representassem o site nas cabines de imprensa que acontecem aqui em Brasília. São nessas cabines que vemos os filmes antes da estreia para poder dar a nossa opinião. Eu não estava conseguindo ir em todas, ou uma por semana, e com essa parceria vocês vão conferir a crítica em primeira mão da maioria dos filmes que estão em evidencia e estreando no Brasil.

Vou continuar fazendo as críticas também, mas de filmes que eu gostar bastante ou achar interessante compartilhar com vocês. As estreias mesmo ficam por conta deles, que são uma equipe, e site, especializado nisso. A gente tá muito chique né?!! Então é isso, espero que gostem, acompanhem e comentem nos textos. Já aviso que vem muita postagem de cinema por aí!!!

*Não esqueçam de conferir na barra lateral as informações sobre o site e acessar tanto ele quanto as redes sociais do Portal Crítico. Lá vocês vão encontrar as críticas de outros filmes e séries de tv.

Birdman // Nota: 5 estrelas // Estreia: 29 de janeiro //Escrito: Ana Marta // Revisão: Jonathan Humberto


Tenho que ser sincera, este é o primeiro filme que vejo do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu e já me fez enxergar outro mundo de como fazer uma história notável. Birdman - A Inesperada Virtude da Ignorância é praticamente um filme que muitos irão comentar pela forma criativa e metafórica em trazer uma crítica em volta do universo do entretenimento (cinema e teatro) e um humor negro através da mente do personagem Riggan Thomson (Michael Keaton). Eu digo que seria mais uma história dramática, ao invés da comédia que alguns estão falando.

A trama narra uma simples história, mas como ela é trazida à telona é outra questão. O personagem Riggan Thomson que recusou fazer a sequência do seu grande personagem Birdman nos cinemas, sendo assim, a sua carreira decaiu. Para se recuperar novamente, ele dirige e atua numa peça de teatro na Broadway. Porém nas vésperas da estreia, nada sai como planejado e Riggan Thomson terá que lutar contra seu ego para recuperar a sua carreira, família e a si próprio.


O filme te atrai pela forma de construir seus atos dramáticos do personagem que está decaído após recusar o papel e ter que lidar com alguns pessoas para conseguir se reerguer na fama. A frustração, o ego e o desejo de voltar à fama são colocados nos pontos de ouro no roteiro e nos momentos-chave ao transmitir todo o mundo do entretenimento. E como alguns podem deixar a razão e fazer o impossível para serem lembrados pelos admiradores. O ritmo da narrativa ajuda nas cenas; claro que teremos alguns momentos calmos e sem muita ação. Enquanto noutras cenas veremos um ritmo mais acelerado para os conflitos se desenvolverem com mais intensidade. Assim equilibrando com leveza a trama do protagonista com os personagens de base, sem deixar nem exagerado e nem faltando algo na cena. O visual acompanha bem o ritmo da narrativa com a câmera quase sem cortes, sempre em sequência e acompanhando os personagens através do cenário e observando os atos de cada um presente.

Os diálogos são outro deslumbre no longa-metragem, que conduz alguns detalhes com falas entre os personagens bem intensos e marcantes. Mesmo com as melhores interpretações, nada se compara aos diálogos entre Riggan Thomson com seu próprio ego, que seria o personagem Birdman do passado conversando com ele mesmo. Sãos esses momentos que são expostos os melhores pontos do roteiro e acompanhado das loucuras e fantasias mentais do personagem.


Além do lado dramático e do humor negro entre as loucuras do protagonista, o roteiro traz com firmeza e torna-se algo importante a trama, a crítica o mundo do cinema e teatro. Como a fama é vangloriada e desejada pelo personagem, como o limite da razão é quase inexistente em seus pensamentos para chegar no renascer de sua carreira. Não veremos isso somente no protagonista, mas em outros personagens de base e no próprio ator Edward Norton como Mike Shiner, que mostra outro lado da moeda e do perfil psicológico. Na minha opinião, os atores Michael Keaton e Edward Norton são as estrelas desse filme com um nível de interpretação totalmente oposto do que já vi de ambos nos cinemas.

Outro lado que chamou a atenção foram os críticos que analisam os produtos do entretenimento. É aqui que você sente outro lado do protagonista querer toda atenção não só dos admiradores, mas também o fato dos críticos serem a chave para o sucesso da sua carreira. Haverá uma cena que se resume toda a loucura Riggan Thomson ao querer ver a sua carreira decolar e agradar todos com a sua peça, tanto fãs, espectadores e críticos. Essa cena com certeza extrapola toda a razão e juízo da verdade do personagem em querer transmitir o máximo do realismo em sua peça, sem pensar nas consequências dos seus atos.​




Um comentário:

  1. Se eu quero ver? EU QUERO MUITO VER! hahaha Na verdade, pretendo assistir a todos os indicados a melhor filme do Oscar, só esperar chegarem no Brasil! E parabéns pela parceria e pela oportunidade de ir nas cabines de imprensa! Que traga ainda mais sucesso ao blog!

    www.bibliophiliarium.com

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