Resenha: Ser feliz é assim

10/11/2014


A vida — assim como o amor — é cheia de conexões inesperadas e enganos oportunos. Uma ligeira mudança no curso pode gerar consequências surpreendentes. Afinal, às vezes, o desvio, o atalho é o verdadeiro caminho. A estrada que deveríamos ter escolhido desde sempre... Se pelo menos tivéssemos a coragem de fazer do coração nossa bússola. 

Graham Larkin e Ellie O'Neill não poderiam ser mais diferentes. O rapaz é um ídolo adolescente, um astro das telas de cinema; uma vida calcada na imagem. O cotidiano constantemente sob o escrutínio dos refletores. Agentes, produtores, RPs, assessores... Já Ellie passou a vida escondida nas sombras, fugindo de um escândalo do passado enterrado em sua árvore genealógica. 

Mas, mesmo sem aparentemente nada em comum, os dois acabam se conhecendo — ainda que virtualmente — quando Graham envia a Ellie, por engano, um e-mail falando sobre o porco de estimação Wilbur. Esse primeiro contato leva a uma correspondência virtual entre os dois, embora não saibam nem o nome um do outro. Os dois trocam detalhes sobre suas vidas, esperanças e medos. 

Então Graham agarra a chance de passar tempo filmando na pequena cidade onde Ellie mora, e o relacionamento virtual ganha contornos reais. Mas será que duas pessoas de mundos tão diferentes conseguirão ficar juntas? Será que o amor é capaz de vencer — mesmo — qualquer obstáculo? E mais importante... é possível separar ilusão de realidade quando o coração está em jogo? 

Uma mensagem enviada para a pessoa errada poderia virar um romance? Graham Larkin e Ellie O'Neill vão descobrir isso. Ele acaba enviando um email errado para ela, só que quando ela responde, os dois começam a conversar. O que ela não sabe é que na verdade está conversando com o famoso ator Graham Larkin, e quando surge a oportunidade dele filmar na cidade em que ela mora, os dois se encontram. Um coisa é você conversar durante meses com uma pessoa que nunca viu, imaginando como ela seria e se na vida real vocês teriam química, e outra é o ao vivo. Eles se encontram e os problemas que a fama dele acarretam podem ser grandes demais para esse casal que está apenas começando.

O livro é narrado em terceira pessoa e acompanha os protagonistas Graham e Ellie. Graham é um garoto que teve uma reviravolta na vida depois de ser descoberto em uma peça de teatro. De uma hora para outra, ele passou de um garoto simples para um astro de cinema em ascensão. E como a gente sabe, com esse pacote vem várias complicações. Ele é um garoto muito doce e tranquilo, que gosta de um jeito bem meigo. Já a Ellie é mais cabeça e pé no chão, isso se deve a uma segredo que descobrimos ao longo da narrativa. Ela não expressa os seus sentimentos com facilidade, é daquelas que pondera todos os ângulos antes de se decidir. Fiquei com a impressão de que o Graham gosta mais dela do que o contrário.


Esse foi o meu primeiro contato com a autora Jennifer Smith. O outro livro dela, de nome grande e que está em produção para ser adaptado para o cinema, eu tenho, mas ainda não li. Quis começar por esse que é um lançamento, tem uma capa fofa, sinopse clichê, mas que passa uma vibe boa. Tudo passava a ideia que eu iria adorar, só que não foi bem assim. O inicio do livro me prendeu, postei até foto no instagram comentando que era fofo e tal, mas quando o enredo de fato começou a se desenrolar a leitura me perdeu quase que totalmente. A narrativa em terceira pessoa não me passou a emoção que eu esperava sentir. Isso é pessoal, para romance eu não gosto de terceira pessoa, acho que a interação, e as confidências, que os protagonistas poderiam ter conosco se perdem. Fica uma leitura mecânica, sem muita emoção.

O fato de ser narrado em terceira pessoa dá para relevar, mas o quanto o livro é arrastado, não. A estória propõe algo relativamente simples, o casal protagonista enfrentando o fato dele ser conhecido e ela não, dai tem algumas reviravoltas paralelas, mas o central é isso. Só que a autora optou por fazer um detalhamento muito maior do que ir direto ao ponto, fora que, o livro tem poucos diálogos, são mais analises dos personagens. Isso me incomodou a ponto de eu pegar outros livros, passar na frente e depois voltar. Pensando sobre ele me veio até na cabeça que se existisse uma categoria de livro infinito em alguma tag, aquele que você lê, lê, lê e nunca acaba, Ser feliz é assim se encaixaria perfeitamente. Eu queria que as coisas se desenrolassem logo quando a autora segurava a mão, foi assim quase que o livro todo.


O título tem uma relação direta com o enredo. Em uma das trocas de mensagens, a felicidade vira tema e os protagonistas comentam o que é felicidade na opinião deles. Embora o livro passe essa impressão de que será sobre a felicidade e um romance fofo, eu senti um ar melancólico no enredo. O Graham é um ator recente, um menino que saiu das casa dos pais por acaso e no momento em que a estória se passa, ele está sozinho. E é aquele tipo de solidão que faz questionar como as coisas seriam se esse rumo, ator, não fosse tomado. Como os pais não o acompanham, é só ele viajando de um lado para outro e não tendo relações firmes com outras pessoas. Eu achei as partes dele mais triste.

Embora a leitura não tenha me agradado tanto assim, não vou desistir de ler o livro de nome grande da autora. Acredito que por ser um enredo mais curto e direto, vá me agradar mais. Só que esse tem seus pontos negativos sim, mas também tem os positivos. Por mais que o romance seja pé no chão, e isso inclui a mensagem errada encontrando alguém que pode sim acontecer, o Graham se mostrou um garoto encantador, solitário, mas digno de atenção. A maturidade dos dois também chama a atenção, eles lidam com situações familiares sérias e mesmo assim encontram formas de ser feliz. Pesem vocês se os prós e contras valem a leitura.

Ser Feliz É Assim
Jennifer E. Smith
Editora Galera Record: Twitter/Facebook

3 comentários:

  1. Oie!
    Eu li A probabilidade... e gostei bastante, então quando li sobre esse lançamento já coloquei na lista de desejados. É uma pena que a história seja enrolada, pois gostei bastante da sinopse. O outro livro da autora é bem direto, espero que goste!
    Beijos
    sobrelivrosesonhos.blogspot.com.br

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  2. Que pena que a leitura foi arrastada, estava gostando do início da resenha e do enredo do livro, mas não custa dar uma chance.
    Bjs, Rose.

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  3. Olha só, eu li o A Probabilidade... e adorei!!
    Porém esse não me chamou a atenção desde que a capa e sinopse me foi apresentada.
    Imagino que minha reação seria a mesma que a sua.
    Mas não desista, leia o outro, é rapidinho e muito bom!!!

    Bjks

    Lelê - http://topensandoemler.blogspot.com.br/

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