Resenha: A menina mais fria de Coldtown

01/10/2014


No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres.

Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.

Ao acordar de ressaca numa banheira na casa de amigos Tana não imaginava o que a aguardava. Todos os seus amigos, e presentes durante a festa, estão mortos. Foram atacados por vampiros e ela é a única sobrevivente. Pelo menos era o que ela achava, até se deparar com seu ex-namorado e um desconhecido atados a cama. Tana logo percebe que o ex está infectado e decide levá-lo a Coldtown mais próxima. Durante a viagem Tana vai descobrir mais sobre os segredos que o rapaz misterioso esconde e mais sobre ela mesma, já que ela nunca tinha feito algo do tipo, pensar em ir a uma Coldtown. Vamos descobrir também, que antes da viagem algo aconteceu a Tana e agora ela pode estar em sérios problemas.

O livro é narrado em terceira pessoa e acompanha vários personagens. A Tana por ser protagonista é a que aparece mais, e por isso o seu ponto de vista recebe um foco maior. Essa personagem no começo é um pouco sem sal, ela passa por uma situação complicada no inicio e fica meio barata tonta nas situações, sem ter um posicionamento firme e seguindo gente que ela nem conhece. Depois ela melhora um pouco e fica mais decidida. A sinopse pode sugerir um triangulo amoroso, mas isso não existe. O Aidan, ex-namorado, e a Tana tiveram uma coisa no passado, mas isso não acontece novamente e o rapaz misterioso vai mexer com ela sim, só que romance não é bem o que autora quer trazer para o centro dos holofotes.

A morte tem seus prediletos, como qualquer um. Aqueles que são queridos da morte não haverão de morrer.

Eu tive sérios problemas como esse livro e o primeiro deles foi o propósito. A estória não deixa claro onde ela quer chegar e o que quer passar. Por toda a abordagem de divulgação eu achei que era um livro de terror, mas a autora banaliza a morte e coloca toques de comédias que não dá para classificar nesse gênero. O livro também não é uma estória de amor, porque isso fica em segundo plano e o terror, que deveria ser o principal, é confuso, então eu terminei o livro sem saber onde a autora queria chegar com ele. Ela quis fazer uma chacota com os vampiros? Com o medo da morte? Não sei, mas para mim é o que mais chegar perto. Se o livro fosse mais delimitado e com objetivos claros me agradaria muito mais, mesmo que fosse uma paródia.

Meu segundo problema com o livro foi exatamente a confusão com os vampiros. No mundo que a autora criou os humanos sabem da existência deles e os aprisionam nas Coldtowns para que eles não sejam infectados. Só que pelos adolescentes os vampiros são vistos como 'heróis', os que ficam jovens para sempre, e alguns vampiros ostentam isso, filmando suas vidas e mostrando para o mundo. Então a protagonista não sabe se quer ser vampira ou não. Ao mesmo tempo que todo mundo teme a morte e os vampiros eles se sentem fascinados por eles. Isso é confuso porque no meio de tudo isso ainda existe a comédia nessa relação com a morte. E por fim, o ponto mais irritante de todos, o final do livro. A autora não termina a estória, ela escreve uma cena e finaliza sem dizer o que aconteceu com a protagonista, apenas isso. Com algo do tipo 'vou ficar do seu lado e vamos ver o que vai acontecer com você' acabou.

Não fiquei tão decepcionada assim com A menina mais fria de Coldtown porque foi um livro que eu peguei de surpresa para ler. Outubro é o mês do Halloween e eu fiquei com vontade de ler livros com um terror mais leve e li esse. Mas assim, gostei do começo que conseguiu me passar uma sensação de estranheza, mas depois o negócio desceu ladeira abaixo que por muito pouco não abandonei. Além de confuso o livro é extenso e quando o leitor não identifica um propósito, fica com a sensação de ser enrolado, o que aconteceu com esse livro para mim. Enfim, o bom dele é o começo e que não tem uma continuação, apesar do final aberto e irritante. Só para ressaltar que esse é o primeiro livro da autora que leio e que ela tem um outro lançado pela editora com o terror envolvido. Vou ler também este mês e com esperanças de que seja melhor.


*As fotos do post estão com efeitos, não sendo elas a capa verdadeira do livro.

A Menina Mais Fria de Coldtown
Holly Black
Editora Novo Conceito: Twitter/Facebook

4 comentários:

  1. Genteeee, que trágico! Que merda!
    Jura?
    Eu estava tão ansiosa por essa leitura, e agora murchei legal. Que pena. Pena mesmo.
    A premissa é bacana, a capa é legal, a autora é renomada lá fora, mas livro sem propósito não dá para mim. De jeito nenhum.
    Muito boa a resenha. Valeu mesmo!

    bjus
    terradecarol.blogspot.com

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  2. Olá.

    Eu adorei o livro. Na verdade achei que realmente essa foi a intenção da autora: Falar sobre a morte; sobre a ilusão que nossa geração criou com o modismo de vampiro; misturar um pouco de romance, pois ninguém vive sem amor, até pq eles nos levam a ter um proposito.
    O final me decepcionou, pois eu gosto quando/como alguns autores nos deixam finais abertos, vai de cada um imaginar o que pode ter acontecido. Isso é importante. Acredito que se ela tivesse feito um final seria totalmente clichê, tanto optando por Tana se tornar uma vampira ou ela conseguir sarar do Resfriado e tentar sair da Coldtown.

    bjs

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  3. Oi Denise,
    Eu sempre fico com um pé atrás com livros com muito marketing, daí espero acalmar um pouco para ler.

    Esse me chamou atenção por envolver vampiros, mas fiquei surpresa pelo modo como você relatou o final.
    Mesmo sendo série ou não, acho que a autora poderia ter se esforçado, enfim =/

    bjs e um ótimo final de semana
    Nana - Obsession Valley

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  4. Uma pena que não foi tão bom assim para você, meio confuso.
    Eu ainda não li, mas quero ler. Gostei da sua imagem lá de cima, muito bonita.
    Bjs, Rose

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