A mão esquerda da escuridão volta às prateleiras em nova edição

17/10/2014

Esgotado há algum tempo do catálogo da editora Aleph, o romance da escritora norte-americana Ursula K. Le Guin ganha nova capa. A venda de A mão esquerda da escuridão logo logo.

Obra-prima da ficção científica. - Newsweek

Tão profunda e original em sua inventividade quanto “O Senhor dos Anéis”. - Michael Moorcock


O que me pegou foi a qualidade da narrativa. Ursula se valeu da mitologia, da psicologia – toda a criatividade ao redor – e teceu-as em uma história rara. - Frank Herbert, autor das "Crônicas de Duna”


Alçado pela crítica literária à categoria de obra-prima da literatura moderna, A mão esquerda da escuridão, de Ursula K. Le Guin, retorna às livrarias em uma edição revisada e com nova capa. O livro ganhou diversos prêmios, entre eles o Nebula e o Hugo, consagrando-se como um dos maiores clássicos da ficção científica. Le Guin é uma das raras mulheres a ser aventurar pelo gênero.

Publicada originalmente em 1969, a obra narra a história de Genly Ai, um emissário da federação galáctica Ekumen, cuja missão é convencer os governantes do gélido mundo de Gethen, ou Planeta Inverno, a aderirem a um grupo de mais de 80 planetas que visa a troca comercial e cultural entre seus habitantes. A autora apresenta Gethen de forma muito envolvente para o leitor, explicando suas lendas e características, com detalhes impressionantes da geografia e dos costumes do planeta inventado.

Porém, um dos pontos mais interessantes da trama é a sexualidade. Genly e seu aliado, Estraven, se deparam com um lugar único, habitado por seres andróginos e passíveis de ser, sexualmente, tanto homens quanto mulheres. Os habiantes do lugar assumem uma condição de homem ou mulher dependendo da época, chamada de kémer. Essa peculiaridade possibilita a eles serem tanto mães quanto pais.

Envolvido em uma longa jornada planetária, o emissário terá de lidar com usos, costumes e percepções muito diferentes dos seus, questionará suas próprias crenças e enfrentará interesses que podem colocar a perder toda sua missão. E é no intuito de cumpri-la que o enviado se vê em uma viagem de conhecimento, tolerância e grandes descobertas.

Ursula Le Guin faz de A mão esquerda da escuridão uma parábola das crises das civilizações, com suas manobras políticas, seus interesses pelo poder, sua amizade e honra. O romance trata também da natureza inóspita do planeta, da exploração de seus recursos naturais, da formação das cidades e da relação de seus habitantes com as coisas materiais, espirituais e sexuais que os constituem como uma civilização.

“Se eu pudesse responder sem metáforas, não teria escrito todas essas palavras, esse romance; e Genly Ai nunca teria sentado à minha escrivaninha e gastado toda a tinta da fita de minha máquina de escrever para me informar, e a você, um tanto solenemente, que a verdade é uma questão de imaginação”, afirma a autora, no prefácio da obra.



Um comentário:

  1. Confesso que ficção científica nunca foi muito de meu agrado. Mesmo que a premissa do livro tenho me interessado, não sei, tenho um pé atrás.
    Ahh, há tanto tempo que não visito blog's - muito menos atualizo o meu -, só agora vi que mudasse o lay... ficou lindooo!!!! Amei <3

    Beijoss,
    Thamyris
    http://www.nacabeceiradacama.com.br

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