Resenha: O bom Prefeito

15/09/2014


Em um tempo incerto, em algum lugar ao norte do mar Báltico, a pequena cidade de Ponto é governada por Tibo Krovic, o bom prefeito. Admirado por todos, capaz de se desdobrar em incontáveis funções, esse governante impecável só não consegue administrar seus sentimentos pela bela e infeliz Agathe Stopak. Entre avanços e adiamentos, impulsos e hesitações, erros, acertos e acontecimentos mágicos, esses dois personagens trilharão os caminhos tortuosos que podem nos conduzir ou nos afastar do amor e de quem na verdade somos. Narrada por Walpurnia, a santa barbuda padroeira do lugar, esta é uma fábula sobre escolhas numa terra longínqua, que poderia ser aqui e agora.

Tibo Krovic é o prefeito de Ponto, mas ele não é apenas o prefeito, ele é o bom prefeito Tibo. Aquele que não faz nada de errado, não sai da linha, está sempre a disposição para ajudar e não tem nada a esconder. Ou melhor, ele tem algo a esconder, seu amor pela secretária da prefeitura, uma mulher casada chamada Agathe Stopak. Tibo sempre amou Agathe e sempre esperou uma oportunidade para ficar com ela, oportunidade essa que pode estar mais perto do que ele imagina. O casamento de Agathe está por um fio. Ela não é feliz e nem seu marido é, então o próximo passo seria encontrar um novo amor, algo que Agathe sabe que está por perto, mas que não tem coragem de arriscar. Em meio a muitos desencontros, Agathe e Tibo terão que buscar uma forma de superar seus medos para encontrar a verdadeira felicidade.

Quem narra o livro é a Walpurnia, a padroeira da cidade e ela não poderia ser uma narradora melhor, já que sendo a padroeira, as orações e pensamentos dos habitantes são destinados a ela, e ela também está em todos os lugares. A Walpurnia conta a estória dos protagonistas Agathe e Tibo. A personagem da Agathe não me desceu desde quando comecei a lê-la. Ela é egoísta e imatura, pensa mais nos outros do que nela mesma e com isso, faz outros personagens sofrerem. As confusões que ela se mete poderiam ser facilmente resolvidas se ela fosse uma mulher de posicionamento firme, que sabe o que quer e corre atrás disso. O Tibo é um personagem gracinha, todo metódico e com um amor imenso no peito. Ele merecia uma mulher melhor que a Agathe, mas... O fato é que por amar uma mulher como ela, ele fica preso no seu mundo de incertezas.

E era assim que as coisas aconteciam com Tibo e Agathe: todo dia era a mesma coisa. Sem variação. ... Eles enganavam um ao outro.

O romance em O bom Prefeito é morno. Eu não sei se foi a intenção do autor colocar dessa forma para mostrar que nós temos que fazer por onde as coisas acontecerem, ou se algo no meio do cominho da sua escrita deu errado. As coisas mornas se dão principalmente pela Agathe, que não sabe se fica casada ou é feliz. Não que eu seja a favor das pessoas casarem e separarem, não sou, mas o caso dela é daqueles que os dois não estão mais felizes e quando é assim, separar e procurar outra pessoa é o mais indicado, eu pelo menos acho isso. A Agathe não faz isso porque se preocupa mais com o que os outros vão dizer dela, do que em tomar conta da própria vida. Isso me irritou muito e não fez mal só a ela, mas ao Tibo também, que era o homem que poderia fazê-la feliz, mas que acaba sofrendo pela indecisão dela. Isso truncou a estória, que girava mais nas burradas da Agathe do que no romance.

A sinopse do livro foi o que me fez ter vontade de lê-lo. Ela instiga e me deu a impressão de ser um conto de fadas já que quem narra o livro é a padroeira da cidade, uma estatua. Fora que as cidades tem nomes de pontuação e outros elementos fantasiosos que eu só descobri lendo. Então eu fui ler empolgada, achando que era um livro diferente e tal, mas tive um sério problema com ele. Comecei e parei a leitura duas vezes, porque o meio da estória é arrastado. A leitura correu bem até um certo ponto, depois me cansou e passei outras leituras na frente antes de colocar na cabeça que tinha que terminar. Ele peca muito pelo excesso de expectativa, quando você acha que o romance vai acontecer ele é adiado, e de novo e de novo. O final também não me agradou e a Agathe, que eu já não tinha gostado desde o começo, faz umas coisas nada a ver, mais ainda, e aí eu não abandonei a leitura por pouco.

Dei 3 estrelas no skoob para o livro por dois motivos: a personagem que narra a estória é divertida e pelo protagonista, Tibo, que eu adorei ler. Fora isso a leitura foi bem decepcionante, eu esperava que ele fosse mais direto e com elementos românticos como nos contos de fadas, mas acabou que a leitura ficou empacada e não me prendeu. A capa não chama muito a atenção, mas se vocês lerem a sinopse e o meu resumo no primeiro parágrafo, tenho certeza que vão ficar com vontade de ler. O bom Prefeito parece ser um romance onde duas pessoas estão a espera, o Tibo pela Agathe e ela, pelo homem que vai dar alegrias a sua vida tediosa. O problema é que o livro só fica no parecer, ele parece bom, mas quando você lê, percebe que o enredo não chega lá.

Como é estranho o fato de que, sempre que o amor chega ou se vai, todo pensamento sobre comida desaparece. Por sorte, às vezes, o amor fica; se não, todos nós iríamos morrer de fome.

O Bom Prefeito
Andrew Nicoll
Editora Record: Twitter/Facebook

3 comentários:

  1. Poxa, que pena que ele não foi tudo aquilo. Acho que eu não leria, pois ele é do tipo que faz com que empacamos na leitura e, do jeito que eu sou, não o terminaria :C

    Beijos,
    Caroline, do criticandoporai.blogspot.com

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  2. Olá,
    Tudo bem?
    Estava bem ansiosa para lê-lo, adoro a capa, mas vi que se decepcionou... Então, desisti da leitura, não darei uma chance!
    Beijos*-*
    Território das Garotas

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  3. Uma pena que como história não convenceu. Não tinha lido resenha dele ainda, mas não é um livro que eu estava empolgada.
    Bjs, Rose.

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