Lançamentos de julho da editora Bertrand Brasil

14/07/2014

Entre os lançamentos de julho da editora Bertrand Brasil tem mais um livro do Ernest Hemingway, que esta ganhando novas edições. Destaque ainda para O conto do covarde e A cor do leite, com suas narrativas premiadas e que mexem com o coração e a cabeça do leitor.

Outros lançamentos da editora abaixo.


Na boa literatura, existem três tipos de obras: i. as que são lidas, aprovadas e colocadas na estante como recordação; ii. as que, por serem de qualidade, são indicadas para outras pessoas, pois o leitor tem certeza de que serão adequadas para elas; iii. as que mudam para sempre a própria vida do leitor. O conto do covarde, de Vanessa Gebbie, está nesta terceira categoria. 

Aclamada por suas histórias curtas premiadas e por ter vencido o prêmio Novel in a Year, do Daily Telegraph, Vanessa Gebbie apresenta o romance O conto do covarde. Com uma história ímpar, muita emoção e uma técnica impressionante, a obra foi considerada por muitos críticos um dos melhores lançamentos de 2011. 

Além da sensibilidade do texto e de personagens cativantes, o livro dialoga com o leitor ao longo de toda a história, proporcionando a nítida sensação de que ele faz parte da trama. Ele vai rir, surpreender-se, chorar, angustiar-se, e terá certeza de que está decidindo os rumos dos personagens junto com os próprios. 

O menino Laddy Merridew foi enviado para morar com a avó em uma pequena comunidade do País de Gales. Lá, inicia uma improvável amizade com Ianto Passchendaele Jenkins, o mendigo contador de histórias da cidade que é guardião do legado da Gentil Clara, uma antiga mina da região que explodiu há muitos anos e deixou marcas nas gerações futuras. Por meio das histórias do amigo, Laddy é envolvido pelo passado da cidade e pelos enigmas do presente. 

Os homens da cidade – assim como as mulheres que os geraram, as que casaram com eles e as que lamentaram suas mortes – estão interligados pelos ecos da tragédia da Gentil Clara e pela misteriosa figura de Ianto Jenkins, cujas histórias de lealdade e traição, perda e amor, formam uma inesquecível e fascinante colcha de retalhos. 

“Um livro delicadamente construído. Fascinante.” (The Guardian) 

“A delicadeza e a generosidade deste romance são fortalecidas pela precisão e perspicácia das palavras.” (Publishers Weekly) 

“Gebbie cria uma história comovente a partir do sofrimento da perda.” (Kirkus Reviews) 

“Uma estreia hipnotizante.” (The Independent) 

Vanessa Gebbie nasceu no País de Gales e começou a escrever em 2002. Autora de duas coletâneas e editora colaboradora de um livro sobre escrita criativa, ela ganhou diversos prêmios por suas histórias. Uma passagem de O conto do covarde venceu a competição “Novel in a year”, do Daily Telegraph. Atualmente, Vanessa vive em Sussex, Inglaterra. Para mais informações, visite o site da autora: www.vanessagebbie.com 

Trecho do livro: 

“Laddy desce da cadeira e Ícaro Evans diz: — Aí está. Vocês terão aulas comigo durante um ano. E, no final do ano, quem sabe um de vocês tenha feito uma pena que flutue? Os garotos sorriem uns para os outros e assentem com a cabeça. Nenhum deles está planejando fazer penas de madeira que flutuem no ar, pois algo assim, como todos já sabem, não pode ser feito. — Mas nós vamos fazer mesas, Sr. Evans? E cadeiras? Ícaro Evans suspira, guarda as penas de madeira novamente na caixa e dá tudo por encerrado naquele dia.” (p. 22) 

“A fila do cinema cresce e alguém pergunta por que o professor quer penas feitas de madeira, qual é o problema com as penas de verdade, o que deu início a isso e quando é que vai terminar. E o que será que o professor chamado Ícaro está fazendo com todas essas penas, um par de asas? E há risos, lógico, mas se perguntarem direito e se as perguntas chegarem aos ouvidos de Ianto Passchendaele Jenkins, encostado à parede ali perto, ele dará outro tapinha no relógio, girará os braços no ar como se estivesse puxando a história do céu e voltará o olhar pela rua, na direção da escola: — Ouçam com os ouvidos, pois tenho uma história para eles, sabe, sobre Ícaro Evans e suas penas. Mas as histórias precisam de um combustível, e já faz um tempinho que eu não como nada.” (p. 24)


Quando publicado, Sangue, primeiro volume da trilogia O Vampiro de Mércia, tornou-se sucesso imediato de vendas nos Estados Unidos e na Grã- Bretanha. K.J. Wignall surpreendeu os mais ardorosos fãs de fantasia ao criar um universo onde o vampiro distancia-se do perfil sentimental dos dias de hoje e se aproxima da versão mais famosa delas: o sombrio Conde Drácula.

1256. Will estava destinado a ser o Conde de Mércia, mas não viveu o bastante para herdar o título, já que foi acometido por uma estranha doença aos 16 anos de idade. Mesmo assim, apesar de sua morte – e de seu enterro –, ele não está nada morto. Ao longo das páginas, o leitor vai compreender um pouco sobre esta condição de Will. Descobrir que ele está existindo entre a vida e a morte. Ocasionalmente hiberna, sempre esperando que a morte lhe chame e, toda vez que desperta, enterrado no solo, tem uma breve lembrança do primeiro pânico que sentiu em 1349.

Sangue apresenta como um de seus principais diferenciais o fato de ser mais macabro e sombrio do que as obras atuais do gênero. Para Wignall, o romantismo é importante, mas nunca deve se sobrepor ao enredo. Assim, ele elaborou cenas angustiantes, como as que o protagonista enfrenta sempre que desperta das hibernações, além de ambientes sinistros e escuros e personagens bem-construídos, perversos e sem escrúpulos.

Próximo volume: Alquimia


“Wignall consegue manter o suspense e o clima assustador, com elegância, durante todo o livro.” 
(School Library Journal) 

“Wignall nos apresenta um vampiro inteligente, honrado e com história. Os leitores vão ficar ansiosos pela sequência.” (Debbi Carton, Booklist) 

K J Wignall nasceu na Bélgica, embora seus pais fossem ingleses. Filho de um militar, ele morou em diferentes lugares até sua família voltar para a Inglaterra, onde vive até hoje. Formado pela University of Lancaster, é autor de vários thrillers e contos adultos – assinando como Kevin Wignall –, e teve seu trabalho publicado em diversos países, incluindo Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Japão, Finlândia, Rússia e Polônia. Sangue marca sua estreia no Brasil, e é o primeiro livro da trilogia O Vampiro de Mércia. Para mais informações, visite o site do autor: http://www.kjwignall.com/#/brasil-home/4583520324

Trecho do livro:

“Um dos mistérios que me atormentaram desde que fui acometido pela doença gira em torno das circunstâncias do meu enterro. A primeira vez em que despertei do meu sono, meu pai e meu irmão, que desfrutara de uma vida longa e próspera, já estavam mortos. Portanto, não havia ninguém para me contar em detalhes tudo o que aconteceu. Eles me enterraram debaixo dos muros da cidade, isso eu sei que é verdade. Durante muitos anos, dormi enquanto meu caixão de madeira apodrecia lentamente, desfazendo-se ao meu redor.

Para mim, é difícil descrever o terror que senti ao acordar, pois só tive certeza de uma coisa e soube disso na hora: eu estava em uma cova. Não fazia ideia de quanto tempo se passara nem dos poderes que eu havia desenvolvido. Tudo o que sabia naquele momento é que fora enterrado vivo, e nunca sentira tanto medo e pânico como senti ao perceber o que tinha acontecido comigo. Meu corpo entregou-se a um espasmo terrível, chutando e destruindo o que restava do meu caixão. Era enorme o meu desespero por liberdade.” (p. 31)

“Não gosto do nome ‘vampiro’ — soa tão melodramático, tão fantasioso. Já faz tempo que prefiro usar o termo ‘morto-vivo’, pois essa é a forma como me vejo há pelo menos duzentos anos. Não é isso mesmo que sou? Fui tratado como morto, enterrado, e minha morte foi registrada — no entanto, aqui estou eu, ainda vivo, congelado no tempo. Sou o Conde de Mércia morto-vivo. Tento viver da melhor forma possível diante dessas circunstâncias. Não escolhi ser assim, e, durante a maior parte do que posso chamar de “minha vida”, acreditei ter sofrido nada mais do que um infeliz acidente — somente agora começo a entender que, embora não tenha escolhido ser um morto-vivo, de fato, fui escolhido.” (p. 33-34)


Indicada aos principais prêmios literários do planeta, tendo grande repercussão na mídia norte-americana e na europeia, Nell Leyshon surpreendeu a todos com a cor do leite. A protagonista Mary apresenta uma história sensível de superação e de coragem, com um final que vai chocar até o mais frio dos leitores. 

1831. uma menina de 15 anos decide escrever a própria história. mary tem a língua afiada, cabelos da cor do leite, tão brancos quanto sua pele, e leva uma vida dura, trabalhando com suas três irmãs na fazenda da família. seu pai é um homem severo, que se importa apenas com o lucro das plantações. contudo, quando, mesmo sem querer, é enviada ao presbitério para cuidar da esposa do pastor, mary comprovará que a vida podia ainda ser pior. 

mary não tem escolha; nunca teve. não escolheu ir para aquela casa e também não pode escolher a hora de ir embora. ela tem urgência em narrar a verdade sobre sua história, mas o tempo é escasso e tudo que lhe importa é que o leitor saiba os motivos de suas atitudes. 

a cor do leite apresenta a narrativa desesperada de uma menina ingênua e desesperançosa, mas extremamente perspicaz e prática. escrito em primeira pessoa e todo em letras minúsculas, o texto possui estrutura típica de quem ainda não tem o pleno controle da linguagem. a jovem narradora intercala a história com suas opiniões – considerados por alguns críticos os trechos mais angustiantes da obra. 

“Um livro impecável, perfeito, inesquecível.” (The guardian) 

“Se a cor do leite começa narrando a rotina simples e calma da vida rural na inglaterra do século XIX, aos poucos, letra a letra, a história toma força, revelando todo o potencial de uma menina e de sua vida destruída pelas piores falhas humanas.” (The Telegraph) 

“Um livro sobre o abuso de poder e a supremacia masculina. O projeto ambicioso de Nell Leyshon demonstra um poder imaginativo singular.” (The Independent) 

Nell Leyshon nasceu em Glastonbury e vive atualmente em Dorset, na Inglaterra. É romancista e dramaturga. Seu primeiro romance, Black Dirt, publicado em 2004, foi indicado ao Orange Prize e ficou entre os finalistas do Commonwealth Book Prize. Entre suas peças, estão Comfort me with Apples, que ganhou o Evening Standard Award, e Bedlam, que em 2010 a fez se tornar a primeira mulher a escrever uma peça para o Shakespeare's Globe, um programa internacional de incentivo à disseminação da obra de Shakespeare. Escreve para a BBC Radio 3 and 4 e ganhou o Richard Imison Award por sua primeira peça escrita para o rádio.

Trecho do livro: 

“então temos que arrumar coisas pra você fazer. que horas são? 
eu não sei. 
tem um relógio ali. 
eu não sei ver hora no relógio, dona. 
nunca lhe ensinaram?
a gente não precisa saber essas coisas lá na fazenda. 
então como vocês sabem que horas são? 
a gente levanta quando tá claro, vai pra cama quando tá escuro. os animais não usam relógio e tão muito bem assim. 
entendo. e quando vocês comem? 
quando a barriga ronca tão alto que a gente tem que comer. ou quando a mamãe chama a gente e diz que a comida tá na mesa.” (p. 60) 

“não tem nada que me aborrece. se eu não posso fazer nada pra mudar uma coisa então eu não deixo ela me chatear. se eu posso mudar uma coisa então eu faço e aí não preciso me chatear com nada também.” (p. 135) 

“eu sei o que você está pensando. 
não vai, você está pensando. não entra lá. 
mas eu entrei.” (p. 169)


Neste delicado álbum de recordações e de histórias, Luciano Pavarotti, um mestre para todos, Andrea Bocelli, em depoimento recolhido por Giorgio De Martino, narra a vida de um homem atencioso e irônico, enamorado dos Estados Unidos e das mulheres, apaixonado por pintura, por cavalos e pela boa mesa. Entremeando-os com retalhos de sua própria biografia, o intérprete de Vivo per lei nos revela os aspectos mais íntimos e desconhecidos do profundo vínculo de amizade que o uniu ao “rei dos tenores”.

A história avança por meio de momentos da vida de Big Luciano – como era conhecido Pavarotti –, de curiosidades do meio musical e de encontros com personalidades, além de experiências do próprio Bocelli, em que ele mostra o porquê do tenor ter se tornado o maior de todos os tempos.

Luciano Pavarotti, um mestre para todos apresenta também as facetas menos conhecidas do artista, como a de constante solidariedade aos mais necessitados, em particular as crianças, e a do casamento feliz com Nicoletta Mantovani, coroado pelo nascimento da pequena Alice.

Um dos pontos altos da obra é perceber os traços de uma amizade que começou de forma tímida e solidificou-se ao longo dos anos. Até hoje, Andrea Bocelli não permanece impassível nem mesmo a uma simples menção ao nome do amigo.

Luciano Pavarotti, um mestre para todos é uma narrativa sobre a vida do tenor mais famoso que já existiu, mas também uma análise, uma confissão do que este representou para o próprio Bocelli e como o influenciou em sua carreira. Uma obra dedicada, com extrema gratidão, à amizade.

Andrea Bocelli é um dos tenores mais amados no mundo. Tendo de início obtido uma vasta notoriedade graças à vitória, em 1994, no Festival de Sanremo, desenvolveu paralelamente seu fulgurante percurso clássico, enfrentando no palco — sob a direção de Lorin Maazel, Seiji Ozawa, Zubin Mehta, Fabio Luisi — os títulos do grande repertório lírico: de Macbeth e Il Trovatore a Madame Butterfly, La Bohème e Tosca, até obras-primas francesas como Werther, Romeu e Julieta e Carmen.

Voz de timbre aveludado e versátil, que ressoa em mais de 80 milhões de discos, impôs-se por toda parte como testemunha da mais alta tradição vocal italiana. Entre os incontáveis reconhecimentos, a estrela que, desde 2010, brilha em sua homenagem na Calçada da Fama de Hollywood. Artista de excelência, dos concertos diante de multidões oceânicas, Andrea Bocelli ultrapassou todos os recordes discográficos. Seu CD Arie Sacre (sob a batuta de Myung-Whun Chung) é o mais vendido álbum clássico já gravado por um artista solista.

Trecho do livro: 

“O concerto que inaugurou a lendária série dos ‘Três tenores’ em Caracalla foi para mim um momento absolutamente especial. [...]

Fiquei impressionado por aquele experimento novo, um caminho tão engenhoso e penetrante, em sua simplicidade, para ir ao encontro das pessoas, para restituir público à ópera, para recuperar uma imagem que o cantor lírico, ou melhor, o tenor, vinha perdendo dramaticamente. [...]

Muitos anos depois, Pavarotti me contou que a ideia inicial dos ‘Três tenores’ era incubada desde bem antes daquele 1990, e que a paternidade do projeto era de José Carreras. A grave doença deste último, que o levara ao limiar entre a vida e a morte, seguramente exerceu um papel importante para a concretização do plano. Aquele concerto, além de homenagear o futebol (os três cantores eram torcedores apaixonados), era um modo de comemorar a vitória de José sobre a leucemia.

Pavarotti, de início, considerou o show de Caracalla como um dos muitos eventos comemorativos dos quais lhe acontecia participar, enriquecido de sentido, neste caso, graças à possibilidade de abraçar de novo o amigo José e de financiar uma Fundação que se ocupava do tratamento da leucemia. O fato é que o potencial comercial do produto não era sequer vagamente intuível. Ficou claro em 1994, quando os três colegas se reuniram para bisar o experimento em Los Angeles, por ocasião da final do Mundial de futebol, diante de uma plateia (somando a presencial e a do show gravado) calculada entre um e dois bilhões de espectadores.” (p. 29-30)


Ter e não ter, sétimo título de Ernest Hemingway relançado com novo projeto gráfico, é seu único romance ambientado em cenário americano e uma das poucas obras a indicar alguma preocupação com assuntos políticos. Escrito em 1944, o livro tem um ambiente tipicamente hemingwayano: à exceção da primeira parte, que se passa em Havana, as demais têm como pano de fundo regiões tantas vezes por ele percorridas em seu barco de pesca, o Pilar. 

O capitão Harry Morgan, personagem central da história, pode ser visto como um dos muitos alter egos do autor. Ele não era, porém, um homem que se deixasse envolver por questões ideológicas. Sempre às voltas com problemas financeiros, ele vivia da própria competência profissional, da audácia, da ânsia de liberdade. Era um solitário, um durão, um realista que enfrentava bons e maus momentos com a mesma tranquilidade, mas também com a certeza de que um homem solitário está sempre fadado a ter um fim trágico. 

Um homem severo, decidido a enfrentar qualquer perigo para cuidar da família, só confia em si mesmo e percebe, no momento decisivo, que o poder individual é sempre relativo. 

Mestre do diálogo, do realismo contundente, da prosa direta, sem gordura desnecessária, o grande escritor norte-americano põe o leitor em contato com aventureiros de muito (ou nenhum) caráter, revolucionários e sonhadores, assassinos, prostitutas, milionários alienados, pessoas humildes esmagadas pelas engrenagens do poder, envolvidas todas numa história vigorosa e dramática que jamais sairá de nossa memória. Próximo relançamento: As ilhas da corrente. 

Ernest Hemingway é um dos pilares da literatura contemporânea mundial. Nascido em 1899, começou a escrever aos 18 anos para um jornal. Quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, alistou-se como voluntário, tornando-se motorista de ambulância para o Exército da Itália. Após ser ferido, recebeu uma condecoração do governo italiano. 

Ao voltar para os Estados Unidos, trabalhou como repórter para jornais americanos e canadenses, e então voltou para a Europa, cobrindo eventos como a Revolução Grega. Durante os anos 1920, tornou- se membro do grupo de expatriados americanos em Paris, o qual ele descreveu em seu primeiro livro, O sol também se levanta (1926). Ernest Hemingway foi agraciado com o Nobel de Literatura em 1954 e faleceu em 1961. 

Um comentário:

  1. O único que chamou minha atenção foi “O conto do covarde”, que parece ter uma trama interessante.

    *bye*
    http://loucaporromances.blogspot.com.br/

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