Resenha: Cidade da Meia-Noite

23/05/2014



A Terra é conquistada por uma raça alienígena conhecida como os Confederados. A população adulta da Terra desaparece de vista, sucumbida pela Estática - um poderoso sinal telepático irradiado pelos alienígenas, que reduz as pessoas a um estado de total servidão. Mas existe um grupo imune aos seus efeitos: as crianças e os adolescentes. Enquanto isso, Holt Hawkins, um caçador de recompensas, tem como alvo Mira Toombs, uma astuta caçadora de tesouros com a cabeça a prêmio. Não demora muito para Holt capturar sua presa, mas a forte atração que surge entre os dois não é algo com que ele contasse. 

A queda de uma nave dos Confederados nas proximidades do lugar onde Holt e Mira estão acampados revela uma surpresa - a única sobrevivente é uma garotinha que não se lembra de mais nada a não ser do próprio nome: Zoey. Logo eles descobrem que todo o exército alienígena está à procura de Zoey. O que ela tem de tão especial? Será que os poderes dessa garota, por mais improvável que isso possa parecer, são a chave para deter os Confederados de uma vez por todas? 

A sinopse do livro esta bem explicada e com vários detalhes, não spoiler, iniciais para que o leitor saiba o que esperar do livro, pelo menos no começo. Então quando você for ler Cidade da Meia-Noite é importante saber que a Terra como a conhecemos hoje foi invadida por alienígenas e através da Estática, um sinal que entra dentro da cabeça dos adultos, eles separaram a população humana entre as crianças/adolescentes, imunes e os adultos. Os adultos viram escravos deles e não aparecem na narrativa, a maioria deles, as crianças/adolescentes estão condenadas a serem escravos quando crescem e os imunes são aqueles que não são afetados pela Estática, e portanto, os únicos que passam dos 19/20 anos. O ambiente que o livro se passa é um caos total e a única coisa que importa é a sobrevivência.

O livros é narrado em terceira pessoa acompanhando os personagens Holt, Mira e Zoey. Holt é o personagem principal, pois o acompanhamos mais, e ele é todo vontade de viver, tudo o que o Holt pensa e faz é para sobreviver. Perder seus pais e a irmã o tornou uma pessoa mais séria, não fria totalmente, mas sem querer se envolver muito. Seu único companheiro é o pastor alemão Max e qualquer semelhança com o filme Eu sou a Lena é mera coincidência, ou não. A Mira é uma jovem que tem sua cabeça a prêmio por algo inacabado do seu passado que ela quer resolver. Quando ela conhece Holt, ele a está caçando para resolver seus problemas com o que vai ganhar caso a capture. O que começa com uma relação captor capturada logo vira algo mais, só que a aparição da personagem Zoey, que não vou comentar muito para não dar spoiler, vai ajudar e atrapalhar os dois a alcançarem seus objetivos.

Representantes do governo deixaram seus escritórios. Pais deixaram seus filhos chorando na cama. Como zumbis, a população adulta na Terra começou a marchar em massa para o Parlamento Confederado mais próximo [...]. Elas marcharam para lá, milhões de pessoas... e, uma por uma, desapareceram [...].

A primeira coisa que me chamou a atenção no livro foi a questão da sobrevivência. O autor deixa claro que num mundo como esse que ele criou é cada um por si, mas isso não quer dizer que a gente vai ter lutas sangrentas ou coisas ao extremo, é mais a questão de encontrar um local seguro para viver. O dinheiro não tem valor nenhum e os itens que eles precisam como de higiene, alimento, água, etc, são trocados. O engraçado é que hoje a gente dá tanto valor ao dinheiro, mas numa situação como essa ele perde significado e o que é importante mesmo, o que ás vezes a gente desvaloriza e acha pouco ou pequeno, vale muito.  Li algumas resenhas onde classificaram esse livro como distopia e eu não acho que ele se encaixe nesse gênero, mesmo tendo várias facções lutando pelo poder. Isso é melhor explicado no livro, mas não existe um sistema, ou governo, que eles sigam e obedeçam, por isso acho que distopia não é o caso.

O livro não é focado no romance romântico, embora a gente tenha um casal e eles se relacionem em determinadas partes do enredo. Só isso é tão segundo plano que eu nem chamaria de romance mesmo. O foco do livro é nessa aventura envolvendo três pessoas que querem sobreviver num mundo destruído. Ação tem bastante, correria, eles se descolando de uma 'cidade' para outra e mostrando como elas ficaram e outras situações assim. Eu senti um toque de melancolia na narrativa também. O autor conseguiu passar a sensação de se estar num mundo sem pais, vínculos ou outros seres humanos da sua idade. Tem uma cena que o Holt é abraçado pela Mira e que ele fala que não sabe mais como abraçar uma pessoa, porque faz muito tempo que ele fez isso. Você sente essa tristeza em algumas cenas em que eles se relacionam ou quando olham para alguma coisa que remete ao passado antes da invasão.

Este foi um livro que eu demorei bastante para ler, mas não porque ele seja ruim ou cansativo, é só que ele tem o tempo dele. Li devagar, assimilando cada informação, situação e nome diferente que o autor deu para as coisas do seu mundo, fora as criaturas que ele criou. Isso não deixou o livro difícil nem nada assim, tudo faz sentido e tudo tem coerência. A minha primeira experiência com alienígenas não poderia ser melhor. Gostei dos personagens, do enredo e de como o autor explorou a sobrevivência nesse mundo invadido. O título tem tudo a ver com o enredo e a capa também, então prestem atenção a esses detalhes para ficarem mais instigados ainda para ler. O segundo eu não sei quando sai, mas sei que é uma trilogia e que tem um conto antes desse livro. Não sei ainda do que se trata, mas quero ler. Aliás, quero e vou continuar acompanhando a série toda.

A sobrevivência era um fator importante em cada decisão que Holt tomava. Era como ele vivia, e significava muitas coisas. Um delas era descobrir o que tinha valor. Se você tivesse coisas de valor, poderia sobreviver.

Cidade da Meia-Noite - Saga da Terra Conquistada - Livro 01
J. Barton Mitchell
Editora Jangada: Facebook


5 comentários:

  1. Oie, tudo bom?
    Eu estou curiosa para ler esse livro porque gosto de livros no estilo distópico. Mesmo você falando que ele não se encaixa no gênero, eu achei a narrativa bem instigante e espero ler em breve. Eu achei a história um pouco parecida com outro livro que eu li.
    Beijos!
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  2. Primeira resenha que leio desse livo. Me interessei muitíssimo por ele. Gosto muito de livros desse gênero e esse acho que vou gostar. Achei bom não ser o foco no romance, acho que tem muitos livros do genro que se perdem por ficar só romance.

    Blog Prefácio

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  3. Oi :)
    Eu tava louca por esse livro desde que li a sinopse e gostei muito da sua resenha pois me ajudou a ter a certeza de que preciso ler! Eu gosto muito de ficção e gostei mais ainda dessa coisa de o romance não ser o foco, sempre fico preocupada com isso pois muitos livros de ação/ficção tem algum casalzinho que acaba tirando toda atenção do enredo e eu particularmente corro de romances ahuahua

    Beijos
    Débora - Clube das 6
    http://www.clubedas6.com.br

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  4. Olá Denise,

    Esse é mais um livro que fico conhecendo aqui no seu blog, a sinopse é interessante e a capa bem legal, acho que não li nada do estilo, dica anotada...abraços.


    devoradordeletras.blogspot.com.br

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  5. Oi Denise!
    Já tinha ficado interessada por esse livro quando vi o lançamento, mas as resenhas que leio só aumentam a minha curiosidade! Parece ser uma história ótima, cheia de ação!
    Beijos!
    http://sobrelivrosesonhos.blogspot.com.br/

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