Resenha de Ouro: Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda

25/04/2014



O ilustrador e escritor Howard Pyle revive, em palavras e imagens, a saga do Rei Arthur e seus cavaleiros, desde o momento em que Arthur estabelece seu direito ao trono, ao retirar de uma bigorna a espada nela cravada. O livro relata suas batalhas com o Cavaleiro Negro e com o Duque da Nortúmbria, e seus esforços para manter consigo a mágica Excalibur; seu amor por Lady Guinevere e as origens da Távola Redonda; Merlin, traído pela feiticeira Vivien, além de Morgana e a Dama do Lago; Sir Pellias, Sir Gawaine e tantos outros nobres cavaleiros. E, ao fim, vê-se formulado o enigma de cuja resposta depende a vida de Arthur... 

Essa Edição Comentada e Ilustrada inclui todas as 41 ilustrações e o texto integral do primeiro livro de Pyle sobre a saga de Arthur, rei da Bretanha. A linguagem e a diagramação do livro são inspiradas nos textos medievais, com resumos da história em pequenos destaques ao longo do texto. 

Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda vai narrar as lendas sobre o Rei Arthur e algumas pessoas que o cercavam. No vou dizer apenas cavaleiros porque uma das partes do livro fala sobre o Merlin, que era mais um conselheiro. Além da apresentação inicial que a Lênia Márcia Mongelli faz, o livro é dividido em duas partes. A primeira sobre o Rei Arthur e a segunda sobre três homens importantes: Merlin, Sir Pellias e Sir Gawaine. Todas elas são narradas em terceira pessoa e comento mais para baixo como é feito essa narrativa. Mesmo que a segunda parte seja sobre outros personagens que não o Arthur, ele esta presente, então da para perceber que tudo gira na estória do Rei. Desde o seu nascimento até a sua acensão, passando claro, pelo casamento.

As duas partes do livro são boas, mas com certeza a que mais me agradou foi a do Rei Arthur, isso porque eu já tinha um conhecimento, meio por cima, sobre o que esperar. No caso nem me incomodei com spoiler e acredito que hoje poucas pessoas não conheçam pelo menos o básico da lenda do menino que tirou uma espada da pedra e se tornou rei. Saber mais detalhes sobre isso foi interessante para encaixar peças que eu não sabia ou me lembrava. Já as outras partes, relativas aos homens importantes, são mais dramáticas, principalmente a do Merlin, pois sua parte é sobre um romance mal sucedido entre ele a Vivien. Os outros dois são cavaleiros da Távola e as suas partes são trechos de aventuras, nada muito extenso. Aliás o livro não é tão grande assim e a parte do Arthur é a maior.


Eu lembro de ter comentado com vocês sobre os autores que criam um personagem na hora de narrar as suas estórias e esse narrador ser bem próximo do leitor. Em Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda acontece quase isso, a diferença é que o autor está mesmo narrando. O Pyle coloca prefácios antes dos livros e de alguns capítulos falando diretamente com a gente. Ele antecipa o que o capítulo vai ter, sobre o que é e faz agradecimentos por conseguir escrever as estórias, isso mais no fim. Nesse agradecimento final ele expressa o desejo de continuar escrevendo sobre outros cavaleiros que não os citados durante a narrativa e na biografia dele comentaram que existe mais três estórias após essa. A Zahar ainda não lançou, mas eu espero que lance. O fato de Pyle narrar o livro deixa tudo mais próximo e íntimo, como se ele estivesse no centro de uma roda contando as aventuras do Rei Arthur e de quem fazia parte da vida dele.

Como uma fã das estórias sobre esse personagem foi interessante ler esse livro, mas tenho algumas ressalvas sobre ele. Não tenho um parâmetro grande sobre o assunto, porque embora goste, esse é o segundo livro do assunto que leio. E assim como o anterior, achei a narrativa dele bastante infantil e repetitiva. Infantil no sentido de que dá a impressão de que o autor queria atingir esse público quando narra. Então ele utiliza palavras mais amenas na hora das batalhas, tem várias expressões pomposas e o tom acabou sendo diferente. No caso da repetição, algumas partes ficaram quase iguais nos livros, como as batalhas. Faltou o autor usar modos diferentes para narrar um assunto em comum. Esses aspectos me incomodaram? Sim, mas nem por isso o livro foi ruim.


Além de ser comentado o livro também é ilustrado e as ilustrações, embora com traços mais fortes e escuros, dão uma visualização melhor do que o autor queria passar. E foi legal que o livro tem muitos desenhos, acho que é o mais ilustrado que eu tenho da Zahar. Fiquei com essa impressão. Ah, sobre os comentários. Além das notas de rodapé, do lado de algumas passagens vem pequenas frases resumindo sobre o que aquela parte fala. No começo eu achei que elas eram as informações extras, mas não, são só para situar o leitor sobre o que esta acontecendo. Em resumo, foi uma boa leitura e tirando as partes que citei como não positivas não vi problema algum. Só que assim, o que eu disse que não me agradou pode não ser levado em conta por outros leitores. Isso aconteceu porque eu esperava algo mais histórico e verdadeiro, e não uma aparência de contos de fadas. Então vai depender do que você espera do livro num primeiro momento e se quando isso muda, gosta da nova proposta.

Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda
Howard Pyle
Editora Zahar: Twitter/Facebook

Essa resenha faz parte do Abril especial editora Zahar! Clique aqui e saiba como participar.

http://www.seja-cult.com/2014/04/abril-especial-editora-zahar.html

14 comentários:

  1. Oi Denise

    Eu gostei muito da sua resenha, mais tenho que admiti que eu não sei se vou gostar muito desse livro, porque como você disse ele é meio infantil e repetitivo, mais talvez realmente esse tenha sido o objetivo do autor (alcançar esse publico mais infantil), eu também cheguei a pensa que ele fosse um livro mais histórico, ou ater mesmo um pouco mais adulto, eu não gosto muito de livro com palavras pomposas como você disse, mais como você também disse que tirando esses pontos negativos você gostou do livro, então ele dever ser bom, eu pretendo lê-lo quem sabe um dia se eu tiver uma oportunidade, ater porque achei interessante ele ter duas partes uma do Rei Arthur e outra sobre os três homens importantes: Merlin, Sir Pellias e Sir Gawaine. Admito também que fiquei mais curiosa pela historia de Merlin.
    Bem eu nunca li nenhum livro da editora Zahar, mais sempre tive vontade de lê a nova edição de Alice, que eles lançaram, aquele que você fez uma resenha em vídeo aqui no seu blog, eu super adorei ele, eu to meio que juntando dinheiro pra poder compra ele rsrs, de todos os livros que a Editora Zahar já lançou Alice é o que eu mais tenho vontade de compra, ele é um sonho de consumo, mais ainda é um sonho muito distante. De qualquer forma adorei sua resenha.

    Bjs!!

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  2. Eu não tenho problemas com livros escritos em um tom mais infantil porque eu realmente adoro histórias leves e mágicas (me fazem relembrar a minha infância). No entanto, entendo o seu posicionamento. É complicado quando esperamos uma coisa e no decorrer da leitura somos surpreendidos dessa forma. Ademais, apesar de gostar bastante da lenda do Arthur e de amar a série Merlin, não sei se tenho interesse em ler o livro agora. Futuramente? Sim, mas por agora estou com a enorme pretensão de ler os clássicos da linha infanto-juvenil e depois os livros do Dumas. rs
    Beijos,
    Isabelle | http://www.mundodoslivros.com/

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  3. A história do Rei Artur tem muitas versões em livros. Ano passado dei a um amigo o 1º livro das Crônicas de Artur (do Bernard Cornwell) e ele gostou bastante. Pelo que você explanou nessa resenha tem um tom bem diferente da edição da Zahar e não vou negar que esta me interessou menos (exceto pela edição ser lindaaaa rs), mas quem sabe um dia né! Se eu gostar muito da história, posso querer conhecer outras versões e essa seria uma delas :)

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  4. Que livro lindo!!!!!!!! Como sempre a Zahar caprichando em seus livros. Tenho muita vontade de conhecer a história do Rei Athur (não sei quase nada sobre o assunto) mesmo que seja de uma forma leve e estou apaixonadíssima pelo livro, com certeza seria uma ótima compra.

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  5. Oi Denise!
    Tudo bom?
    A lenda do Rei Artur é uma de minhas favoritas *-*
    Eu estava loucoooo pra ler esse livro, as edições da Zahar são ótimas *---*
    Adorei o post!

    Gabriel - http://umpapoentrepaginas.blogspot.com.br/

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  6. Uau, que edição realmente linda, comemorativa e ilustrada :o
    Merlin tem um romance? essa é nova pra mim
    Esse livro deve ser tipo O mágico de OZ relançado que eu li, parece ser adorável
    ficou repetitivo? :/ aí fica um pouco ruim mas nada muito fora do contexto né?
    Entao Feitiço é melhor que Veneno??
    eu odiei a Branca de Nevekkk
    e nem gostei tanto assim da Rainha tb kk
    hummm :33
    Um beijo!
    Pâm - www.interruptedreamer.com

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  7. Que surpresa maravilhosa descobrir mais essa obra primorosa da Zahar! Sempre quis saber com mais profundiade a história de Sir Arthur e das demais personagens fabulosas da Távola Redonda! Esse vai pra lista de desejos, com certeza!!

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  8. Que livro lindo!
    Mas fiquei receosa com a parte de ser um tanto infantil e repetitivo, portanto não é algo que eu leria no momento, talvez um dia se tiver oportunidade.
    Um beijão e parabéns pela resenha!

    Lara - Magia Literária
    http://www.magialiteraria.com/

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  9. Oi Denise, já te falei que morro de inveja dessas edições, né? Essa é lindaaaaaaaaaaaaaa! Eu tenho curiosidade de ler algo assim, acho que ainda não li. Por falar em modo infantil de narração... nossa me lembrou muito o mágico de oz, que tem um modo muito infantil... Ok, nada a ver com nada. Apesar das ressalvas fiquei curiosa, quero ler!

    Beijos, http://porredelivros.blogspot.com.br/

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  10. Contos de Fadas me inspiram e me fazem ver um lado bom em tudo. Esse conto em especial eu não tive a oportunidade de ler, mais ouvi por alto a história do jovem pobre que ao tirar a espada de uma pedra, vira rei. Que ótimo exemplo para não acreditar na frase : FRACASSADOS SEMPRE FRACASSADOS *-*

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  11. Olá Denise,

    Tenho muita vontade de ler esse clássico, apesar de conhecer não li e nem tenho o livro, essa edição esta muito linda e apesar dos pontos negativos citados aqui, estou curioso....abraços.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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  12. Eu comecei a ler o texto super animada e louca pra adquirir o livro. Mas confesso que dei uma desanimada quando você comenta sobre a narração ser mais infantil e repetitiva. Eu também esperaria algo mais histórico de um livro desse. Por isso, fiquei na dúvida se a leitura vale a pena mesmo...

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  13. Oi Nise!

    Sou louca para ler O Rei Arthur, só assisti o filme, mas adoro, embora não tenha o DVD. Amei o fato de que o autor narra a história como se fosse para crianças, sinto falta dos meus livros de pequena, às vezes também me canso de um vocabulário um pouco mais difícil, haha!! Fiquei mais curiosa para lê-lo depois de ver as ilustrações. A Zahar sempre com o maior capricho nas suas edições! ;*

    litteraturamundi.blogspot.com

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  14. Eu adoro livros ilustrados, e como conheço bem a história do Rei Arthur, acho que me interessaria por esse livro mais pelas ilustrações do que pela narrativa em si, especialmente por essa narrativa ser mais dirigida mesmo para o público infantil, o que nem me incomodaria tanto se não fosse pela ressalva que você fez na resenha de que o livro é repetitivo.

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