Lançamentos de abril da Bertrand Brasil

18/04/2014

Sei que muitos de vocês estão curtindo o feriado e querem mais é descansar, porém, quando puderem deem uma passadinha no site que esta tudo agendado e sendo postado normalmente, como é caso dos lançamentos de abril da Bertrand. Coração Envenenado já esta em minha mãos (lindo livro, depois olhem no instagram) e em breve vocês lerão a resenha dele por aqui. Segue outros lançamentos.


Fã, desde jovem, de ficção científica e das obras de Ray Bradbury e de Jack London, Stephen Wallenfels sempre sonhou tornar-se escritor do gênero. Com seu livro de estreia PDM, que já possui, inclusive, continuação pronta, ele prova que já deveria ter começado a escrever há décadas. Seu debute recebeu críticas positivas dos principais veículos de comunicação dos Estados Unidos, além de ter feito enorme sucesso nas redes sociais, incluindo o Goodreads.

PDM apresenta a história de dois adolescentes que lutam para escapar de um ataque alienígena. Alternando a narrativa entre a voz de Megs e a de Josh, o autor revela ao leitor o quanto a humanidade é capaz de lutar pela sobrevivência e como os seres humanos podem acabar se mostrando inimigos ainda mais perigosos do que os invasores desconhecidos.

Inicialmente pensado para ser volume único, o livro conquistou tantos admiradores ao redor do planeta que Wallenfels entregou há poucos meses a continuação. Segundo o próprio autor, o segundo vai chocar ainda mais os leitores. Hoje, PDM já passou de vinte edições lançadas.

Próximo volume: Monolith

“Brilhante e inesperado, PDM é uma joia que os leitores não podem perder.” (The Entertainer)

“Esta estreia magistral agarra os leitores pela garganta desde a primeira página, e não os solta mais.” (Kirkus Reviews)

Stephen Wallenfels nasceu em New Hampshire, Estados Unidos, e formou-se na Alliant International University, em San Diego. É diretor de marketing de uma grande academia de ginástica, mas sempre gostou de escrever. Começou sua carreira publicando artigos bem-humorados nas revistas Club Business International e National Racquetball. Mora em Washington com a mulher e, em seu tempo livre, gosta de acampar, escalar e praticar esportes. PDM é seu livro de estreia, e o primeiro de uma série em que Stephen está trabalhando. Para mais informações, visite o site do autor: www.stephenwallenfels.com

Trecho do livro: 

“Hoje é sexta. Estou em meu quarto, em cima de vários cobertores, pensando sobre tudo que deveria estar acontecendo. Eu deveria entregar um trabalho de literatura americana e fazer uma prova de química. Eu deveria levar Lynn, minha namorada há dois meses, para o ensaio do coral. Eu deveria convidá- la para ir ao baile comigo, e ela deveria fingir que estava na dúvida antes de dizer que aceitava. E no topo da lista: Em cinco dias, eu faria 16 anos, o que significa que eu deveria fazer o exame para tirar a carteira de motorista em seis dias.

Mamãe voltaria para casa um dia antes do meu aniversário. Sairíamos para comer pizza, eu, ela e meu pai, e eu faria meu último treino de direção no carro dela, um Camry. Em vez disso, ganho uma invasão alienígena de aniversário. Que sorte. Mas nada garante nem que estarei vivo até amanhã; então, por que me preocupar com isso? Agora estamos todos presos em nossas casas, como patinhos à espera do ataque.” (p. 34)


Com centenas de milhares de exemplares vendidos em todo mundo, além de resenhas positivas no Goodreads e na Amazon e de um séquito fiel de fãs, chega ao fim a trilogia O Povo das Árvores, de Gillian Summers. O segredo da Floresta do Pânico encerra, com suspense e reviravoltas, a saga que apresentou ao mundo uma nova forma de ver os seres fantásticos. 

Agora que ela já derrotou um elfo diabólico, Keelie Heartwood relutantemente se junta a seu pai na Floresta do Pânico. Seus amigos da vida humana se foram, seu pai está ocupado com suas novas responsabilidades como Senhor da Floresta e agora parece que seu recente romance com o namorado está em crise. Enquanto isso, uma questão antiga e profunda entre a família de Keelie e os elfos atinge um clímax perigoso quando humanos e forças mágicas das trevas invadem o mundo encantado dos elfos. O destino da floresta e de todos aqueles que lá habitam está nas mãos da jovem protagonista. 

Uma das grandes conquistas de Gillian Summers com esta trilogia é escrever de forma com que jovens e adultos apaixonem-se pela história. Para isso, lança mão de seres fantásticos apaixonantes, um mistério bem- estruturado e um universo diferente de todos os outros livros do gênero. 

Volumes anteriores: A filha do pastor das árvores e No coração da floresta

“A mistura de fantasia com realidade – marca registrada dos dois primeiros livros da série – continua presente em O segredo da Floresta do Pânico. Este livro traz um desfecho muito satisfatório. Os fãs da trilogia não vão se decepcionar.” (VOYA, Voice of Youth Advocates) 

“Antigos e novos personagens se combinam em uma perigosa trama que vai manter os leitores virando as páginas até muito depois da hora de dormir.” (Foreword Magazine) 

Gilliam Summers é o pseudônimo de duas coautoras, Berta Platas e Michelle Roper. Ambas nasceram na Georgia, a primeira é uma experiente autora de romances, e a segunda, de histórias fantásticas. Mas o mais importante é que as duas são fãs calorosas de Feiras da Renascença. Para mais informações, visite o site http://www.gilliansummers.com 

Trecho do livro: 

“O rapaz se moveu. Mexeu um pouco a cabeça de forma que seu rosto se revelou pela abertura do capuz. Ele era lindo. Os cabelos escuros lhe caíam na testa e os cílios longos e negros contrastavam com a pele branquíssima. Estava dormindo um sono profundo. Keelie notou que as orelhas dele eram redondas e que o rapaz parecia ser tão humano quanto ela. Na verdade, ainda mais que ela, pois não era metade elfo. 

A jovem tocou numa das próprias orelhas, sentindo a suavidade da ponta normal e arredondada de uma delas e, em seguida, a extremidade longa e pontuda da outra. Tanto drama por causa do formato de uma orelha. Ela teve vontade de imitar o ocorrido em A bela adormecida e dar um beijo nele. Será que o rapaz acordaria? Será que ela teria direito a um desejo? Não, isso era coisa de gênio. Mas, ao menos, Keelie seria beijada por alguém.” (p. 11)


Com A loba vermelha, finalmente chega ao Brasil a estreia de Liza Marklund. Autora sueca e embaixadora da UNICEF, ela ficou famosa com sua protagonista, Annika Bengtzon, tendo vendido milhões de exemplares em mais de trinta idiomas pelo mundo. Em 2010, foi um dos cinco escritores mais vendidos na Escandinávia e, em 2011, tornou-se o segundo sueco a figurar no topo da lista do The New York Times - o primeiro havia sido Stieg Larsson. 

Um jornalista é atropelado no cenário congelante de uma cidadezinha ao norte da Suécia. Enquanto isso, Annika Bengtzon, repórter de um tabloide de Estocolmo, planeja escrever uma série de artigos sobre um ataque terrorista ocorrido há mais de trinta anos contra uma base aérea próxima daquele lugar remoto. Ela pretendia entrevistar o repórter, e agora desconfia de que sua morte tenha alguma relação com o atentado. Indo contra ordens explícitas de seu chefe, Annika começa a investigar o caso, que logo é sucedido por uma série de assassinatos chocantes. 

Marklund desenvolveu em A loba vermelha trama política com similaridades às obras de John Lé Carre, utilizando, contudo, linguagem mais direta e cenas com mais ação. Quando publicada nos Estados Unidos, recebeu críticas positivas de autores importantes de suspense, como David Baldacci, James Patterson, Henning Mankell, Karin Slaughter e Harlan Coben. 

Liza utiliza sua experiência como jornalista investigativa para conduzir o leitor por uma jornada emocionante e convincente, cheia de reviravoltas e surpresas até a revelação final. 

“Liza Marklund é sua própria medida.” (Henning Mankell) 

“Um suspense de tirar o fôlego.” (Harlan Coben) 

“Liza Marklund criou Annika impregnando-a de uma intensidade feroz sem sacrificar sua vulnerabilidade.” (Publishers Weekly) 

“Apesar de sua vida pessoal confusa, Annika Bengtzon se agarra a uma ética e a um senso de justiça inabaláveis que a tornam uma figura notável entre os investigadores escandinavos.” (The New York Times) 

Liza Marklund nasceu em 1962 na Suécia. É escritora, jornalista, colunista e embaixadora da Unicef. É também coproprietária da Piraförlaget, a terceira maior editora da Suécia. Já trabalhou como repórter investigativa por uma década e como editora de jornal impresso e televisivo por cinco anos. Hoje faz documentários para a TV e escreve para vários jornais. Desde sua estreia como autora, em 1995, Liza Marklund escreveu onze romances e dois livros de não ficção. Seus romances investigativos com a protagonista Annika Bengtzon se tornaram sucessos internacionais, e milhões de exemplares já foram vendidos em mais de trinta idiomas pelo mundo. Ela vive com sua família em Estocolmo, na Suécia, e em Marbella, na Espanha. Para mais informações, visite o site da autora: www.lizamarklund.com 

Trecho do livro: 

“Nunca pudera suportar a visão do sangue. Havia algo em sua consistência, espessa e pulsante. Sabia que era irracional, especialmente para alguém como ele. Recentemente essa repulsa se insinuara em seus sonhos, exprimindo-se de um jeito que não conseguia controlar. Olhou para as mãos e viu que estavam cobertas de sangue humano vermelho- escuro. Pingava sobre sua calça, ainda quente e pegajoso. O cheiro lhe atingiu o nariz. Em pânico, deu um passo repentino para trás e balançou as mãos.

- Ei, chegamos. 

A voz atravessou a fina membrana do sono, fazendo o sangue desaparecer subitamente. A sensação intensa de náusea permanecia, e o frio cortante se infiltrava pela porta do ônibus. [...] 

Estava prestes a cair no sono novamente e deu uma sacudidela para clarear a mente, sentindo mais uma vez o odor que emanava de seu corpo. Levantou-se, abriu a sacola e dirigiu-se então à mesa, onde perfilou seus remédios, a começar pelos analgésicos. Depois, ele se deitou na cama enquanto o enjoo ia gradualmente passando. Então, finalmente ele estava aqui. La mort est ici. A morte está aqui.” (p. 5-8)


Raras vezes uma autora marcou tanto com um livro de estreia. Em Coração envenenado, S.B. Hayes, sucesso de crítica no Goodreads e na Amazon, criou uma história para jovens com características somente vistas em obras para o público adulto. Mistério, personagens complexos, final inesperado e texto fluente são alguns dos ingredientes deste surpreendente romance. 

Sem os pais desde a infância, Genevieve Paradis tem uma história de vida trágica. Já passou por abrigos infantis e, inclusive, precisou dormir na rua por um tempo. Suas origens aparentam ser indecifráveis, até que, em mais uma de suas idas e vindas, ela se muda para a mesma cidade de Katy Rivers. Quando a intrusa começa a transformar a vida de Katy num inferno, tentando roubar tudo o que lhe pertence, tal comportamento se torna mais do que suspeito, e ela decide, então, investigar o passado dessa misteriosa menina. 

Coração envenenado, diferentemente da maior parte de romances para jovens, apresenta uma estrutura de suspense do mais alto nível. Ao longo da história, S.B. Hayes libera diversas pistas e informações, proporcionando aos leitores a possibilidade de montar o quebra-cabeça e desvendar o complexo caso. Mesmo assim, ela aposta: “só os melhores detetives desvendarão o mistério”. 

Ao fim desse livro de amor, amizade e vingança, Katy e os leitores descobrirão que nada poderia ter lhes preparado para as verdades assustadoras que estavam prestes a ser reveladas. 

“Nem um pouco previsível, esse livro é absolutamente brilhante.” (Books Glorious Books) 

“Se você gosta de leituras sinistras e assustadoras, vai adorar esse livro.” (Overflowing Library) 

S.B. Hayes estudou por anos em um convento, numa escola católica, no noroeste da Inglaterra. Mais tarde, cursou inglês na universidade e trabalhou como funcionária pública. Atualmente, escreve e trabalha na empresa da família, mas a maior parte do seu tempo é gasto em fugas para longas caminhadas à beira-mar. Coração envenenado é o seu primeiro romance publicado no Brasil. 

Trecho do livro: 

“Estávamos no ônibus da linha 57 quando aconteceu — o instante que mudaria minha vida para sempre. O dia em si não tinha nada de especial; era meados de setembro, fim de tarde, com o sol baixo batendo e o cheiro de óleo diesel permeando o ar. Fui ficando arrepiada, aos poucos, e tive a certeza de que alguém estava olhando fixo para mim. Não conseguia ver quem era, mas podia sentir e — por impulso — decidi olhar para trás. Devagar, fui virando o pescoço para a esquerda na direção de outro ônibus, que acabara de encostar junto ao nosso. 

Uma garota estava com o nariz encostado na janela. Tinha o rosto em formato de coração, lábios carnudos e cabelos lisos e castanhos, mas eram os olhos que chamavam mais atenção. Eram grandes e de um verde brilhante, como o olhar de um gato quando está prestes a dar o bote. Pus a mão contra o vidro, e ela fez o mesmo, num mapa perfeito dos meus dedos. Por algum motivo, aquilo me lembrou de um sonho que se repete desde que eu era pequena.” (p. 7)


Após anos de espera, chega às livrarias brasileiras a primeira aventura do personagem mais famoso de Val McDermid: o psicólogo clínico Tony Hill. O canto das sereias foi vencedor do Golden Dagger pela Crime Writers’ Association, categoria romance policial, e foi aclamado pela crítica, que elogiou a inventividade na criação do polêmico assassino. 

Quatro homens foram encontrados mutilados e torturados. Enquanto o medo se apodera da cidade, a polícia, por meio da detetive Carol Jordan, recorre ao Dr. Tony Hill para elaborar um perfil criminal do assassino. Contudo, ele logo se torna o alvo de uma batalha entre intelectos e intenções em que precisa usar toda a sua habilidade profissional e coragem para sobreviver. 

Um suspense psicológico tenso e muito bem escrito, O canto das sereias explora a mente atormentada de um assassino em série diferente de qualquer outro que o mundo da ficção já tenha visto. Os métodos de tortura utilizados, assim como o modo de abordagem das vítimas – narrados pelo criminoso em seus relatos sombrios – chocarão os leitores. O sucesso do livro foi arrebatador, sendo adaptado para televisão. A produção conta, no elenco, com Robson Green (Dr. Hill) e Hermione Norris (detetive Jordan). 

“Um thriller deliciosamente assustador. McDermid encontra novas maneiras de chocar e revoltar a todos nós.” (The New York Times) 

“O gênero serial killer é virado de cabeça para baixo, com resultados convincentes, mas chocantes. McDermid puxa o tapete debaixo dos nossos pés.” (San Francisco Chronicle) 

Val McDermid cresceu na Escócia e posteriormente se formou em Literatura em Oxford. Trabalhou como jornalista durante dezesseis anos, sendo os últimos três como editora-chefe da sucursal de um importante jornal da Inglaterra. Dedicando-se atualmente à literatura, ela divide seu tempo entre South Manchester e Northumberland. Seus romances policiais foram aclamados internacionalmente e receberam importantes prêmios. O livro Um corpo para o crime ganhou o Anthony Award de melhor romance e o prêmio de Livro do Ano pelo Los Angeles Times, em 2001 (categoria Mistério/Suspense). O canto das sereias, sexto livro da autora publicado pela Bertrand Brasil, foi vencedor do Golden Dagger pela Crime Writers’ Association como melhor romance policial. Para saber mais, www.valmcdermid.com 

Trecho do livro: 

“A gente sempre se lembra da primeira vez. Não é o que dizem sobre o sexo? Talvez isso seja mais verdadeiro quando se trata de um assassinato. Nunca me esquecerei de nenhum momento delicioso desse drama estranho e invulgar. Muito embora hoje, com o benefício da experiência e da visão retrospectiva, considero aquela uma performance amadora, ainda consigo me empolgar, por mais que não alcance a satisfação. Apesar de não ter percebido antes que a decisão de agir me fosse imposta, eu vinha preparando o terreno para o assassinato com muita antecedência. [...] 

Quando percebi que teria de me tornar homicida, a lembrança do museu de tortura surgiu diante de mim como uma musa. Sempre trabalhei bem com as mãos. Depois da primeira vez, parte de mim esperava que não houvesse a compulsão de repetir o ato. Mas eu sabia que, se tivesse de fazer de novo, da próxima vez seria melhor. Aprendemos com nossos erros as imperfeições de nossas ações. E, felizmente, a prática leva à perfeição.” (p. 13-17)


Depois de décadas sendo considerada pela crítica a maior escritora de literatura fantástica do mundo, Isabel Allende decidiu navegar por novos mares e escrever seu primeiro thriller: O jogo de Ripper. Mesmo sem colocar de lado características importantes como o foco nas relações entre os personagens e sua narrativa apaixonante, a escritora chilena criou uma trama repleta de suspense, cenários sombrios e, é claro, muitos assassinatos. 

Nesta estreia no gênero policial, Allende traz a filha do inspetor-chefe da divisão de homicídios de São Francisco, Amanda, que adora tecer teorias sobre crimes sinistros e, também, ama o RPG online de mistério chamado Ripper. Quando ela decide averiguar, com auxílio de seus companheiros de jogo, misteriosos crimes investigados pelo pai, sua vida e de seus familiares começam a correr grande risco. 

Além de ter conversado com agentes, detetives, legistas e escritores de thrillers, incluindo seu marido William Gordon, autor de cinco obras policiais, Isabel Allende passou meses estudando RPGs e o comportamento dos jovens que são aficionados por estes tipos de diversão. Para ela, a análise do comportamento humano nunca deixará de ser uma de suas principais preocupações. 

O jogo de Ripper possui características importantes dos suspenses de Agatha Christie, Tom Clancy, P.D. James, entre outros, mas o que melhor diferencia Isabel destes conhecidos autores é a técnica literária ao unir mistério e um toque, na medida certa, de sensibilidade e emoção. A ideia do livro lhe ocorreu ao ver sua neta Andrea jogar o RPG Ripper, no qual o objetivo é pegar "Jack, o estripador" em Londres, em 1888. 

"O enredo de Allende é avidamente perspicaz, absolutamente encantador e intensamente misterioso." (Booklist) 

"Personagens atraentes, uma trama em ritmo acelerado e um assassino criado com muita imaginação são os elementos deste grande entretenimento." (Library Journal) 

Isabel Allende nasceu em 1942, no Peru, onde seu pai era diplomata. Viveu no Chile entre 1945 e 1975, com longos períodos de residência em outros lugares, na Venezuela até 1988 e, a partir de então, na Califórnia. Começou a carreira literária como jornalista no Chile e na Venezuela. Em 1982, seu primeiro romance, A casa dos espíritos, tornou-se um dos títulos míticos da literatura latino-americana. A ele se seguiram muitos outros, todos com grande sucesso internacional. Seus livros já foram traduzidos para 35 idiomas. Recentemente, recebeu o Prêmio Nacional de Literatura 2010, no Chile, e o Prêmio Hans Christian Andersen, em 2012, este último pela série As Aventuras da Águia e do Jaguar. 

Trecho do livro: 

“- Chega, Amanda! - exclamou Bob Martín, lívido. 
- Só mais uma coisa, papai...
- Não! Já sei tudo isso, estudamos o caso na Academia, mas isso não lhe diz respeito.
- Por favor, me ouça. Há uma coisa que não me convence. A maioria dos serial killers tem baixo coeficiente intelectual e pouca educação. Eu acho que neste caso o sujeito é brilhante. [...] 

O inspetor-chefe esperava que a obsessão de sua filha pelo crime passasse logo, como havia acontecido com dragões, calabouços e vampiros. Era o que afirmava a psicóloga Florence Levy, que atendera Amanda na infância e que ele acabara de consultar por telefone. Segundo ela, tratava-se apenas de outra manifestação da curiosidade insaciável da menina, outro de seus jogos intelectuais. Como pai, preocupava-o aquele novo passatempo de Amanda, mas, como detetive, ele compreendia melhor do que ninguém o fascínio pelo crime e pela justiça.” (p.196-197)

2 comentários:

  1. Senti minha falência. Ela já veio, me cumprimentou e disse que ia ficar rsrs. Quanto livro bom!! Eu queroooo rsrs, "Coração Envenenado" principalmente.

    Beijos,
    Myris
    http://www.nacabeceiradacama.com.br

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  2. Nossa Denise quanto lançamentos quero quase todos já to falindo rsrsrs.

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