Cine Cult: Divergente

11/04/2014

A crítica de Divergente foi feita pela convidada Bianca Rossi (@BiaBelikov) que participou da cabine do filme na última quarta representando o Seja Cult.


Para quem ainda não sabe Divergente é a mais nova aposta da Summit Entertainment nessa longa disputa para sabermos quem irá tomar o posto de o próximo Jogos Vorazes das adaptações literárias. Acontece que Divergente está preso em algo entre Crepúsculo/Harry Potter/ Jogos Vorazes, o que no final das contas, não sei dizer se é algo bom ou ruim para a franquia. O filme situa-se em uma Chicago pós-apocalíptica em que a sociedade encontra-se dividida em facções. Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição, e Franqueza. Beatrice “Tris” Prior foi criada na Abnegação com seus pais e seu irmão Caleb, mas aos dezesseis anos todos passam por um teste de aptidão que determina a verdadeira natureza das pessoas.

O teste de Tris resulta inconclusivo. Ela não pertence a nenhuma das categorias. Ela é uma Divergente. Um grande destaque aqui vai para Maggie Q (de Nikita) que interpreta Tori, a tatuadora da audácia que aplica o teste em Tris e conta o que ela é. A partir daí o Tris deverá escolher entre permanecer na Abnegação com seus pais ou abdicar-se da vida que ela conhece e escolher outra facção. Ela escolhe Audácia, a facção definida no começo do filme como os bravos, destemidos, protetores da cidade, mas na verdade o que eles realmente fazem na primeira metade do filme é dar um grande show de Parkour. Porém outro desataque para o filme foi a trilha sonora musical que conseguiu fazer com que esses momentos se tornassem um pouco mais incitantes e eletrizantes, prendendo a atenção do telespectador.


A sensação ao longo dessa primeira parte do filme, é que ao tentar explicar todo o enredo e características desse mundo distópico aos não-leitores da trilogia, o filme tenha se arrastado lentamente demais no começo. Outro ponto a ser levado em consideração é que pelo fato de o público-alvo da adaptação ser infanto-juvenil, alguns aspectos mais agressivos do livro, assim como mortes e cenas violentas, foram cortados para permitir que o filme se encaixasse na classificação indicativa.

As atuações, em geral, foram satisfatórias, porém um maior destaque poderia ter sido dado a Zöe Kravitz, Christian Madsen e Miles Teller que interpretam respectivamente Christina, Al e Peter. Outro ponto alto do filme foi claro, Kate Winslet, como Jeanine Matthews, a vilã do filme, líder da Erudição que arma um golpe para tomar o poder e encontrar e erradicar os chamados Divergentes. Shailene Woodley (Os Descendentes), que vem se mostrando cada vez mais capaz e competente ao longo de sua carreira, também brilha na tela captando bem as emoções da Tris do livro.

A mãe de Tris interpretada por Ashley Judd também merece ser citada. Em uma das cenas em que ela resgata Tris, apesar de um pouco diferente no livro, meu deu arrepios. Foi um momento bonito de se ver em uma tela de cinema onde estamos acostumados com o mocinho sempre resgatando a donzela em perigo. Não que Tris precise de salvamento. Do meio para o final do filme, ela começa a domar seus medos e a tomar as rédeas da situação, resultando até em uma das cenas mais cômicas do filme onde ela se pergunta por que todos duvidam que ela vá atirar.


Four, o par romântico e instrutor de Tris na facção, interpretado por Theo James provou que não é só mais um rostinho – e corpo ;) – bonito de Hollywood. Apesar de no filme Four ser retratado mais taciturno e menos romântico, essa versão dele mais madura me cativou mais. Por outro lado, um que não me cativou de forma alguma, foi Caleb, o irmão de Tris interpretado por Ansel Elgort. Ele ficou preso em um personagem abobalhado e domado pelas regras da sociedade, onde seu único ponto memorável foi a escolha da troca de facção.

O figurino do filme foi bem fiel às características de cada sociedade, e é possível ver claramente o crescimento da vaidade de Tris ao longo do filme, aspecto que era repudiado em sua antiga facção. Apesar de ser situado em um mundo pós-apocalíptico, eu esperava um aspecto de mais modernidade nos ambientes do filme. A tecnologia da época, como os aparelhos de simulação, o novo método de ser fazer tatuagens e o soro controlador, foram às únicas coisas que me lembraram que eu estava vendo algo supostamente futurístico.

Vamos a minha parte favorita do fime?! A trilha sonora, que conta com a presença de Ellie Goulding em três ocasiões e que deram todo aquele toque especial às cenas. Outros nomes merecem serem citados também, como Zedd e Snow Patrol. E isso são só os nomes que eu conseguir reconhecer na hora, mas a minha vontade é de ir comprar todas a trilha sonora do filme e conhecer o resto.


O final do filme para mim apareceu um pouco apressado demais comparado ao ritmo mais lento do começo, mas isso é um aspecto que hoje em dia é quase intrínseco aos filmes que geralmente guardam toda a ação para no final termos aquele clímax. No aspecto geral, Divergente é um filme que irá com certeza agradar seus fãs e atrair novos adeptos à trilogia, que já tem data prevista de estreia do segundo filme para março de 2015. E caso vocês se perguntem se eu vou estar na estréia de Insurgente ano que vem? Heck yeah!

Divergente estreia dia 17 de abril e a pré-venda dos ingressos já começou em algumas redes de cinema. Segue o trailer do longa.


4 comentários:

  1. Esse é um dos filmes que quero muito assistir. Tomara que essa moda de adaptação cinematográfica de bons livros continue.

    M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de Abril

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  2. acredito que deve ser um dos filmes mais esperados do primeiro semestre, todos estão loucos para irem ao cinema e conferirem!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  3. Tá aí uma saga que nunca me chamou a atenção... u.u
    Dessa vez vou ser obrigada a seguir na contramão: assistir ao filme primeiro e daí, se gostar, apostar nos livros. Injustiça, será? Deixar o destino de um livro nas mãos de sua adaptação cinematográfica??

    Blog da Mo

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    Respostas
    1. Oi Mo, uma grande parte tem gostado do filme, não só fãs, então acho que você pode se interessar em ler os livros sim. Quem sabe?!!!

      Bjs, @dnisin

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