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23/02/2014

Serie Cult: The Killing

Fazia muito tempo que eu não indicava uma série para vocês, mas hoje vou consertar isso falando sobre uma americana que eu venho assistindo um pouco a cada dia, The Killing. Quando eu fui ver o filme Robocop, leiam a critica dele aqui, fiquei encantada com o ator Joel Kinnaman (me julguem, mas mesmo velha, ainda tenho paixonites por atores e personagens) e por isso fui pesquisar os outros trabalhos dele. Ele interpreta um dos protagonistas do seriado que vou comentar abaixo.


A princípio eu achei que The Killing seria um seriado de suspense no estilo CSI e outros do gênero, porque pesquisando sobre ela, já tinha lido que era um casal de detetive desvendando um crime. A diferença desse seriado para os demais está exatamente ai, eles não desvendam um caso por episódio, eles investigam e precisam descobrir um único assassino durante uma temporada completa. Eu estou assistindo a segunda temporada e não quero me adiantar muito ou dar spoiler, então pode ser que quando vocês assistam, percebam que estou errada em algum ponto do que escrevi sobre a série. O caso que permeia a primeira temporada é sobre o assassinato de Rosie Larsen, uma jovem que aparece morta dentro do porta malas de um carro que pertence a companha politica de um vereador de Seattle, lugar onde o enredo se passa.

O primeiro episódio do seriado é a descoberta desse assassinato e os outros episódios são os dias depois dessa descoberta. Então o segundo episódio da primeira temporada é o segundo dia das investigações e assim por diante, até o 13º dia que é quando a primeira temporada termina com 13 episódios. Esse já é o primeiro ponto que me agradou nessa proposta. Os outros seriados em um episódio já está tudo resolvido e a realidade passa longe disso. A maioria sabe que esse tipo de crime demora a ser resolvido e que imprevistos acontecem, e a série retara isso, que um caso não é concluído de uma hora para outra e que muitas vezes os detetives ficam sem saber o que fazer e começam do zero até descobrirem o assassino.


Os detetives que vão investigar o caso são Sarah Linden e Stephen Holder, interpretados pelos atores Mireille Enos e Joel Kinnaman. A Sarah é uma detetive centrada e que leva a conclusão do caso quase que acima da própria vida. No decorrer dos episódios percebemos que algo envolvendo um caso antigo dela aconteceu e a abalou muito, tanto que seus superiores ficam pedindo para que ela saiba separar as coisas e não se envolva demais. O Holder é um personagem muito engraçado e que tem umas tiradas nada a ver. Ele fala o que vem na cabeça dele e pensa estar sempre certo, só que no fim da temporada o caráter do Holder é posto a prova. Os dois atores interpretam muito bem esses detetives, é muito difícil ver a Mireille rindo durante a série, porque a sua personagem não tem motivos para isso e se vocês virem o Joel dando entrevistas e interagindo na vida real, não vão reconhecê-lo como Holder. Eu quase caí da cadeira vendo, parece outra pessoa.

O que essa série diferencia das demais, o primeiro ponto é a proximidade com a realidade como disse num parágrafo acima. Mais episódios investigando um único caso mostra de perto como uma investigação é feita com mais detalhes. Todos os mandados que eles precisam, todos os depoimentos de suspeitos, as descobertas que levam a algum lugar e as que não levam a nada e assim por diante. Essa extensão de tempo, também permite que conheçamos melhor os envolvidos no caso e os dramas que isso acarreta. A morte da Rosie dilacera uma família, e essa dor é acompanhada bem de perto por quem assiste. Essas cenas em particular são muito tristes e elas mostram desde o enterro da jovem, até como era a relação dela com os pais, tia, irmãos e amigos e como as coisas ficaram depois que ela partiu.


Além desse núcleo da família Larsen e dos detetives principais, temos a estória do vereador e candidato a prefeito Darren Richmond, interpretado pelo ator Billy Campbell. No começo não faz muito sentido a relação desse vereador com a morte da Rosie, mas ela é encontrada no carro da campanha dele e depois outras provas apontam para ele como suspeito. Fora essa parte dele estar envolvido no caso, também é mostrado as partes sujas que envolvem uma campanha e eleições. As mentiras, os subornos, as brigas e traições, tudo é jogado na mesa com esse núcleo que quando parece que não vai mais fazer uma ligação direta com o caso, um detalhe é descoberto e eles voltam a ser investigados.

Essa série é um remake do seriado dinamarquês Forbrydelsen, e começou a ser exibido em 2011 pelo canal americano AMC. No Brasil ele não é exibido em nenhum canal a cabo, não que eu saiba ou tenha descoberto quando pesquisava para fazer esse post. The Killing já foi quase cancela duas vezes, mas resistiu e está indo para a sua quarta e última temporada. A primeira e a segunda possuem 13 episódios, a terceira 12 e a quarta terá 6, que será produzida pelo Netflix e exibida também por eles. Estou empolgada com essa série, mas sei que ela tem altos e baixos. Temos episódios muito bons, mas tem alguns que deixam a desejar. Num todo vale a pena assistir pelo mistério de saber quem foi que matou a Rosie e para saber também como os personagens terminam. Me afeiçoei tanto pelo enredo como por quem faz parte dele, que agora não consigo parar de ver.


Fonte de algumas informações.

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2 comentários:

  1. Parece ser mt legal essa série! Nunca tinha lido uma resenha sobre ela, e agora fiquei curiosa, adoro séries que envolvem mistério e investigação!!

    http://livroinfinito.blogspot.com.br/

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  2. Ainda não conheço esta série. Parece ser boa.
    Bjs, Rose.

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