Cine Cult: RoboCop

19/02/2014

Robocop estreia sexta agora, dia 21, e aqui no site vocês já podem ler a crítica do filme em primeira mão. Vale ressaltar que esse filme é um remake do longa de 1987, mas eles são parecidos apenas em essência e nome de personagens. Não vi como justo fazer comparações entre os dois, até porque, estamos numa era onde a maioria dos filmes tem efeitos especiais incríveis e não teria sentido fazer esse tipo de coisa com um filme tão antigo.


Bom, para os que não estão familiarizados com o enredo de Robocop, aí vai um pequeno resumo sobre do que se trata. O filme fez muito sucesso nos anos 90, pois tratava de um assunto pertinente a época deles e a nossa também, que é a utilização de robôs a serviço da policia. O filme de 2014 começa com o agente Alex Murphy, e seu parceiro, investigando um crime em especial, quando ele sofre um atentado na garagem de casa e tem mais de 80% do corpo queimado entre outros traumas. Na outra ponta do enredo temos a OmniCorp, uma multinacional que tenta fazer com que o governo americano aceite os seus robôs na luta conta a criminalidade, trabalhando lado a lado com os policiais.

As duas estórias se cruzam quando a OmniCorp decide fazer um experimento com o Alex, que não tem muitas chances de sobreviver e em contrapartida a empresa quer que os americanos vejam com bons olhos as máquinas nas ruas. É onde o policial vira robô literalmente. O corpo do agente Murphy é quase que completamente substituído por metal e o desenrolar do filme se dá em como ele vai agir em sociedade sendo mais máquina que humano e as consequências disso. O plot é basicamente esse. O que eu acho importante em filmes como o Robocop e tantos outros que fazem isso, é a capacidade das discussões que acontecem no fictício pularem para a realidade.


Na caso de Robocop, nós tiramos duas: os robôs trabalhando a serviço dos humanos e a relação do homem com a máquina. Com o lançamento desse filme, saíram algumas matérias interessantes sobre o assunto, e uma delas comentava que estão acontecendo experimentos, pequenos claro, de protótipos que consigam manejar uma arma e atirar. O filme traz essa questão da seguinte forma, quantos humanos seriam salvos se em casos específicos os robôs fossem no lugar dos policiais? Vejamos exemplos: para desativar uma bomba, no caso de um sequestro e guerras. As duas últimas situações são retratadas no filme e caso alguma delas der errado a máquina não se machuca ou morre. Se acontecer de ser danificada, uma outra pode ser construída ou consertada.

Quando o Alex é reconstruído e se vê mais robô que homem, questões sentimentais e de relacionamento são retratados no filme. Como que as outras pessoas vão tratá-lo? A sua família, mulher e filho, aceitarão bem isso? Essa aflição de não pertencer mais a um lugar ou raça, me fez pensar se o que fizeram com ele era certo, e se isso acontecesse de verdade se seria uma boa ideia. Num determinado momento do longa, o Alex até questiona o fato de preferir estar morto a viver daquela forma, já que ele não é um nem outro. Essas duas discussões convergem quando o Alex quer ser um policial, mas também o marido e o pai. Eu não estou viajando ao falar sobre esses assuntos, porque um espectador mais atento vai notar isso, está no filme e foi muito bem feito.


O principal triunfo do filme logicamente seria a tecnologia. A montagem do Robocop e as cenas de trinamento dele com seu novo corpo são uma parte grande do filme e que não poderia ser diferente. Não seria interessante o filme já começar com ele montado e pronto para ação, então foi colocado os experimentos com o corpo dele e depois a adaptação, assim como ele aprendendo a ser um policial com sua nova roupagem. As cenas de ação estão ótimas e o Robocop pronto ficou bem realista, não dá para diferenciar onde um começa e o outro termina, parece que sempre foi uma coisa só. Tem uma cena que eu adorei e fique bem impressionada que é ele desmontado. Ok que tudo é feito por computação, mas nossa, é uma cena e tanto.

Com direção do brasileiro José Padilha e os atores Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton e Samuel L. Jackson no elenco principal, Robocop vai passar em muitos cinemas no Brasil todo e eu espero que as pessoas vejam, mesmo. Foi um filme que eu fui assistir sem acreditar muito, porque sou daquelas que o que é bom é bom e não precisa de remake, mas acertaram ao modernizar uma ideia que não saiu de moda. Não é apenas um filme de ação com uma estória banal, dá para você pensar um pouco em algumas questões e ao mesmo tempo se divertir vendo algo que vale a pena. Com certeza esse novo modelo de Robocop, mais modernizado que a época que nós estamos, vai pegar. Eu espero pelo menos.


Quem está no controle, o homem ou a máquina?


5 comentários:

  1. Nossa, como esse Robocop está todo transformado, eu amei essa nova armadura dele, quero ir ver! Falando nisso, eu vi o antigo esses dias, rindo aqui. rs
    Beliscões da Máh <3
    Blog

    ResponderExcluir
  2. Eu era bem fã de Robocop, espero não me decepcionar com o novo. Iremos ver certo! Beijos!

    http://umamamaeemapuros.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Opaaaaaaaa
    qro ver esse filme!!!

    Bjooooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  4. Vou confessar que não estava muito interessada no filme não, a versão original já tinha me cansado a beleza, mas sua resenha mudou minha cabeça, vou dar uma chance sim ao filme.
    Bjs, Rose.

    ResponderExcluir
  5. Olá Denise,

    Eu gostei demais na época do original e acho que esse vai ser ainda melhor, vamos aguardar...abraços.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.